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Ficha de Sobrevivente

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Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Noah B. Hastings em Seg Maio 11, 2015 4:26 pm

Relembrando a primeira mensagem :


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo


Apesar de serem facultativas, as diversas vantagens oferecidas pela ficha de sobrevivente são quase que irresistíveis, não? E o modo de adquiri-las vem logo abaixo, numa ficha pequena e prática que deve conter:

❖ Nome do Personagem

❖ Características Físicas

❖ Características Psicológicas

❖ História do Personagem (mínimo de 15 linhas).


Informações e Prêmios:

• O uso de templates é não só permitido como também recomendado, mas cuidado para que este não prejudique a leitura. Tente deixar todas as informações claras e em seus devidos lugares na ficha. Também estaremos disponibilizando um template base no final do tópico que poderá ser utilizado e modificado como quiser.

• Além dos prêmios citados abaixo, todos que fizerem a ficha poderão escolher 1 ponto em três perícias diferentes que quiser. Ao postar, certifique-se de que as perícias escolhidas estejam em spoiler.

• Tome muito cuidado com a coerência, tente não extrapolar. Porém, não se contenha: dê asas a sua imaginação!

• Procure evitar ao máximo erros ortográficos e gramaticais; use corretores, tire dúvidas com outros players, revise seu post.

• É válido narrar que seu personagem chegou a morar no "Estado" citado na trama encontrada no portal, desde que mantenha a coerência.

• Lembrando que esta ficha não confere especialização alguma; esta ficha é facultativa e fornece  100 exp para players que atingirem um rendimento de até 70% e um kit com diversos itens para os que atingirem um rendimento maior que isso; lembrando que essa ficha só pode ser feita uma vez.

• Dependendo da sua nota - acima de 70% de rendimento - além da sua faca inicial, você irá receber um kit que consta numa lista no final do post. Não há necessidade de explicar a existência desse kit na sua história, a não ser que deseje, mas é válido e altamente recomendado para motivos narrativos a explicação da sua existência posteriormente, em momentos em ON.

• A definição da sua nota será dada por alguém da staff o mais rápido possível. Porém, note que cada avaliação deve ter um cuidado especial, e todos nós temos assuntos fora do fórum para tratar, além de muitos outros problemas aqui no fórum. Portanto, gostaríamos de pedir paciência aos jogadores e que não nos peçam constantemente por atualizações. Há um tópico específico para isso, no qual deve ser pedida a avaliação de tópicos com mais de cinco dias de espera. No mais, se sua avaliação demorar mais de 15 dias, favor avisar algum ADM por Mensagem Privada.

• Qualquer tipo de dúvida quanto à ficha pode ser sanada por Mensagem Privada, por chat ou por qualquer tipo de contato com jogadores ou com ADM's.

• Segue abaixo em spoiler os kits oferecidos pra quem fizer a ficha:

Kits:
Kit 1 - Entre 70% e 85%

✶ {Pacote de Salgadinhos} [Pacote comum de salgadinho de 700 gramas. Recupera 25 de energia e 30 de fome.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (2 Unidades)

✶ {Cantil de Água} [Cantil redondo feito em plástico polipropileno inodoro, revestido com folha de aço galvanizado e manta de poliéster preta. Tem capacidade para 2,0 litros] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (1 Litro Restante)

✶ {Blusa de Moletom} [Uma simples blusa de moletom preta sem detalhe algum. Não é muito grossa, mas serve muito bem para se esquentar. Possui um capuz ligada à blusa e esta também não é muito grossa] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente]

✶ {Mini Lanterna Led} [Uma pequena lanterna preta que, mesmo com seu tamanho pequeno e portátil, pode iluminar uma grande área. São necessárias pilhas específicas para usá-la.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (Vem com um par de pilhas necessárias para ligá-la)

✶ {Frasco de Remédios} [Um frasco simples de remédios que servem para diminuir dores ou febre] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (5 Pílulas Restantes)


Kit 2 – Entre 85% e 100%

✶ {Feijão Enlatado} [Uma lata com feijão dentro. Pode ser aberta puxando uma argola na tampa sem complicação alguma. Recupera 35 de energia e 40 de fome.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (Uma lata)

✶ {Blusa de Moletom} [Uma simples blusa de moletom preta sem detalhe algum. Não é muito grossa, mas serve muito bem para se esquentar. Possui um capuz ligado à blusa e este também não é muito grosso.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente]

✶ {Frasco de Remédios} [Um frasco simples de remédios que servem para diminuir dores ou febre] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (5 Pílulas Restantes)

✶ {Mini Lanterna Led} [Uma pequena lanterna preta que, mesmo com seu tamanho pequeno e portátil, pode iluminar uma grande área. São necessárias pilhas específicas para usá-la.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (Vem com um par de pilhas necessárias para ligá-la)

✶ {Iodo} [Um pequeno frasco com iodo que pode ser usado para purificar água.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (5 Usos Restantes)

✶ {Cantil de Água} [Cantil redondo feito em plástico polipropileno inodoro, revestido com folha de aço galvanizado e manta de poliéster preta. Tem capacidade para 2,5 litros] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (1,5 Litros Restante)


Segue o template padrão:

Código:
<center><link href="http://fonts.googleapis.com/css?family=Huntress" rel="stylesheet" type="text/css"><br><div style="padding: 20px; font-family: huntress; font-size:60px;color: #214147; text-transform: lowercase">ficha de sobrevivente</div><div style="width: 500px; margin-top:-15px; font-size:9px; font-family: calibri; color: #666666; padding: 5px; letter-spacing: 2px; text-transform:uppercase;">a morte é apenas o começo</i></div><div style="width: 500px; height: auto; font-family: segoe ui, calibri; font-size: 12px; padding: 10px; text-align:justify;border-top: 1px dotted #214147;"> [color=#214147]❖ Nome do Personagem:[/color]

Nome aqui.


[color=#214147]❖ Características Físicas:[/color]

Características físicas aqui.


[color=#214147]❖ Características Psicológicas:[/color]

Características psicológicas aqui.


[color=#214147]❖ História do Personagem:[/color]

Narração da sua história aqui.

</div><div style="width: 500px; height: auto; font-family: segoe ui, calibri; font-size: 12px; padding: 10px; text-align:justify;border-top: 1px dotted #214147;"><div style="text-align: center; padding: 13px; font-family: huntress; font-size:20px;color: #214147; text-transform: lowercase">Death is only the beginning ♦ <a href="http://walkersrpgbr.forumeiros.com/">Walkers</a></div></div><center><a href="http://graphics-dreams.forumeiros.com/u4" target="_blank" rel="nofollow">▲</a></center></center>

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Última edição por Noah B. Hastings em Sex Nov 06, 2015 5:58 pm, editado 7 vez(es)
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Abigail Winters em Sex Nov 13, 2015 3:40 pm


avaliando
a morte é apenas o começo


Nanda S. Evans: Olá, moça. Devo dizer que, apesar de simples, sua ficha ficou muito boa em termos de desenvolvimento e fluidez narrativa. Para um começo de trama não acho que as coisas devam ser extremamente rebuscadas e complexas, por isso mesmo você está de parabéns já nesse ponto. Por outro lado, percebi vários erros de digitação ao longo do texto. Veja bem, com um corretor ortográfico e uma boa revisão tenho certeza que seus futuros textos ficarão impecáveis. Bem-vinda, sobrevivente.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 13/15
— Ortografia e Organização: 5/10

— Recompensa total: 87 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.




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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Judas Morrow em Sex Nov 13, 2015 3:45 pm






☠ฺ If you don't fight [...] you die
The pull on my flesh is just too strong



Local: ?;
Hora: ?;
Sintomas de...


❖ Nome do Personagem: Alexander "Judas" Morrow

❖ Características: Fisicamente, Morrow é um rapaz com a aparência normal para alguém de sua idade, na casa dos vinte e cinco anos. Cabelos curtos por conta do tempo servindo o exército americano, tal fato que explica também seu porte físico, um corpo saudável e não exagerado, porém forte. Após tal período, que lhe rendeu boas experiências com armas, voltou para sua cidade natal no interior do Texas, onde adquiriu tatuagens por quase todo corpo, uma em especial em suas costas, por conta do moto-clube de seu pai. Além disso, possui cicatrizes de brigas, a mais notória no peito direito onde foi esfaqueado.

Psicologicamente, é um rapaz complicado. Considerado alguém paciente por muitos, porém quando em seu limite, é alguém impulsivo e agressivo, nesse estado dificilmente se controla, descontando sua raiva em tudo o que estiver ao seu alcance. Essa é a principal característica que, em palavras diretas, o coloca em desvantagem. Abalado emocionalmente, não sabe diferenciar o certo do correto, suas ações - mesmo vivendo em sociedade - muitas vezes colidiam com seu senso de justiça. Problemas familiares na adolescência, seguidos de problemas judiciais, considere-o alguém neutro, no entanto caótico.

❖ História do Personagem:

Hector Morrow, um ex-militar mandado a serviço para o Vietnã, de volta as suas raízes no Texas, em sua pequena e amada cidade. Lá, onde havia adquirido seu amor por Harley's, onde havia fundado um pequeno grupo que moldou-se para um moto-clube maior, conquistado alianças e também inimizades. E não podemos nos esquecer de seu grande amor, também a causa de seus problemas e conflitos.

Nascido de tal união, temos Lex. Alexander Morrow, também conhecido pela alcunha de Judas entre alguns conhecidos em Jacksonville. Isso pelo fato de que, para se livrar da liderança e tirania de seu velho, ele foi capaz de incriminá-lo como o ponto principal de um perigoso esquema entre organizações de fora, causando sua prisão. Isso, obviamente, são boatos espalhados com o tempo e o moto-clube nunca foi envolvido, deixando a presidência como herança para o jovem traíra. Deixou espaço para que pudesse continuar com o esquema, fortalecendo-o com alianças criadas entre homens que deveriam defender a justiça e assim se mantendo impune em sua cidade. Foi assim por poucos anos e teve sua ruína não por homens da lei, mas pela natureza. A maldita natureza que castiga seus opressores, o dia havia chegado.

O motor da motocicleta parou ao chegarem no lugar combinado, aquela seria a terceira troca do mês e, completando o dinheiro já recebido, deixaria Morrow e seus homens confortáveis por mais dois meses. Os mexicanos eram seus clientes constantes e os que retribuíam o ganho de armas a altura, pagando em dinheiro e também em alguns vários quilos de heroína que seriam usados em outras negociações com uma filial do clube. Judas observou, sentado em sua moto, um pequeno caminhão se aproximando ao longe. Estavam no meio de um deserto, onde nada nem ninguém poderiam ser encontrados. Aquilo estava se repetindo pelo terceiro ano, sem empecilhos na parceria.

— Eles estão se atrasando menos. — Disse a mão direita do príncipe do Texas, dando um sinal para que o resto dos homens pegassem as armas escondidas no furgão.

— Sim, eu percebi. — Acrescentou o líder, colocando um cigarro entre os dentes e procurando seu isqueiro dentro do colete.

Escondido em sua cintura e ocultada pela blusa havia uma glock, pronta para ser descarregada caso algo saísse do controle. Um homem já na casa dos quarenta, um bigode típico da maioria dos hermanos, vestindo roupas casuais, desceu do banco de carona de um carro esportivo atrás do caminhão. Em seguida, seu capanga, carregando duas bolsas enquanto outros dois homens tratavam de retirar a droga do veículo maior. Tudo normal, se não fosse o fato de que, naquela vez, todos pareciam apressados. O que era estranho, afinal, o homem possuía influência em qualquer um, ninguém se atreveria a dar voz de prisão. O que significava que o esquema estava intacto por um bom tempo. Porém líderes reconhecem quando algo assusta outros líderes e o velho mexicano parecia desolado.

— Quais as novidades, Valdéz? — Perguntou o motoqueiro de forma ''inocente'', visivelmente interessado em descobrir o que estava causando aquilo. Após o aperto de mãos, o homem respirou fundo e pôs-se a explicar tudo.

— Todo o dinheiro estão nas bolsas, além da heroína como sempre. Confiram se precisar, mas sejam rápidos. — Limpou o suor na testa, observando os outros membros do moto-clube e voltando a atenção ao presidente. — Mas, Lex, precisaremos suspender nosso esquema por um tempo.

— O que?! Não podemos suspender, temos outros negócios que dependem desse. — O cigarro já não era mais o bastante para aliviá-lo da tensão que o acometia em todo encontro. Procurou manter o controle na voz, evitando demonstrar a irritação. — Não bagunça isso.

— Estou com problemas em Monterrey, precisarei ficar fora dos Estados Unidos por um período. Essa epidemia, meus filhos foram pegos.

— É só uma doença, logo tem cura. — Insistiu Morrow, dessa vez não tentou disfarçar a raiva. Porém não foi o suficiente, viu seu parceiro dando as costas e dizendo um prazeroso "até mais, amigo".

E foi assim, que tudo desmoronou.






But in this twilight our choices seal our fate
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Rayna Nguyen em Sex Nov 13, 2015 7:09 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Rayna Nguyen.

❖ Características Físicas:

Quanto ao seu físico, ela tem uma pele branca levemente bronzeada, adquirindo uns 1,73 metros de altura, um corpo magro e bem curvado. Tem cabelos longos, sedosos e negros, às vezes com pontas onduladas. Possui olhos da cor negra e uma beleza que não passa despercebida por ninguém, e usa ela algumas vezes para conseguir o que deseja. Seu sorriso às vezes é sarcástico e outras vezes atrevido, mas maior parte do tempo se torna cínica e, literalmente, sem vergonha. Mesmo sendo magra e esbelta, possuí um porte físico de uma lutadora, preparada para não depender apenas de suas armas para se proteger, pesando 55kg.

❖ Características Psicológicas:

Estudiosos afirmam que é impossível definir e classificar a mente de Rayna Nguyen em algum padrão conhecido pela psicologia, parapsicologia e qualquer outra ciência que estude a mente dos seres humanos. Ela humildemente possui todas as qualidades de um vilão, mas ao contrário deles, Nguyen não conserva a ideia de derrotar heróis. Seus objetivos vão além deste pensamento medíocre e infantil. Sendo audaciosa e provocativa; caráter anti-conformista e tendo um pensamento engenhoso tanto para o bem quanto para o mal, tira proveito da sua habilidade de sedução e persuasão que pode ajuda-la a alcançar seus objetivos, não se importando com as consequências. Apesar de ser jovem, é uma garota inteligente e estrategista, sempre pensando em algo para não ficar por baixo. Trata-se de uma pessoa cínica, fria, sarcástica, dissimulada, rebelde, gananciosa, arrogante e genuinamente egocêntrica. Se não quer encrencas com uma maníaca psicótica, fique longe de seu caminho

Rayna também consegue ser tudo o que você mais deseja e fará qualquer coisa que pedir; ela pode ser gentil, carinhosa e uma amante, mas da mesma forma pode ser fria, calculista, uma bela assassina e vingativa. Mas não se iluda, você verá apenas o que ela quer que veja, e quando menos esperar, estará sob seu total domínio.

❖ História do Personagem:

SOU MILENAR. A geração Y. Nascida entre o começo da AIDS e 11/09, mais ou menos. Chamam-nos de 'a geração globalizada'. Somos conhecidos por lutar por nossos direitos. Alguns dizem que é porque somos a primeira geração em que cada um ganha um troféu só por aparecer. Outros acham que é porque podemos postar na internet sempre que peidamos ou comemos um sanduíche, para todo mundo ver. Mas parece que a única característica que nos define é que não ligamos para os outros, a indiferença ao sofrimento.

Meu pai era um arquiteto bem sucedido, mas não era aqueles ricos que têm por ai e sim um homem que conseguiu ter um bom emprego e ter boas condições financeiras, além de ter um hobbie interessante: Caça. Já minha mãe, ela era formada em Design Gráfico e desde os tempos da faculdade ela ficara cuidado de crianças doentes em diversos hospitais da cidade. Quando pequena eu era conhecida como a garota quieta e calada das escolas. Fui para a melhor uma das melhores escolas que tinha na Coreia do Sul, afinal meu pai queria que eu tivesse o melhor aprendizado para ter um bom futuro. Não tinha amigas, mal conversava com outros alunos naquela escola e acho que era bom assim, eu era invisível e poderia me concentrar em tirar notas boas.

Sei que fiz o que pude para não sentir nada. Sexo, drogas, bebidas. Só para me livrar da dor. Fui rejeitada por vários rapazes, dois dias depois estava na aula como se nada tivesse acontecido. Isso deve doer pra caramba, não é? A maioria nunca se recupera de coisas assim, e eu, tipo: 'vamos a um restaurante!'. Daria tudo o que tenho ou que um dia vou ter só para sentir dor de novo, para me machucar.

Aos dezesseis anos de idade recebi a notícia que iria ter um irmão, minha mãe estava grávida novamente e agora iria vir um menino. Meu pai transbordava de alegria, ele sempre quis um filho homem para herdar seus negócios pois segundo ele, as mulheres não serviram para administrar tudo que ele construiu até hoje. Minha mãe havia me ensinado a ser uma dama, mas de vez em quando eu passava dos limites nas brincadeiras com o filho da nossa prima que morava junto conosco na casa.

Sabe o que me deixou feliz? Atirar. Sim, atirar. Meu pai, por algum milagre dos céus, notou como eu estava diferente. Mais do que o normal, aliás. Ele me levou para o lugar onde aprendeu a manusear armas de fogo, o Clube de tiro. Foi lá que fiz meu primeiro curso de atiradora e tive contato com o esporte. Nele, além da parte teórica, aprendi as normas de segurança e conduta nos estandes, a manusear e atirar com armas de fogo. Aos poucos fui descobrindo que nasci para fazer algo relacionado a isso, sabe? Eu queria fazer isso. Talvez ser uma espiã coreana, ou trabalhar na policia de Daegu. Porém, minha felicidade veio a acabar quando uma tragédia aconteceu em minha família. Quando descia as escadas para jantar, minha mãe tropeçou em um dos degraus e caiu, rolando feito bola de neve, parando ao chegar no chão.  Corri para tentar ajudá-la e gritei desesperadamente chamando meu pai para vir me ajudar, só que isso não impediu de que ela sofresse um aborto espontâneo. Logo depois veio minha derrota na competição de tiro esportivo, que, juntando-se ao problema anterior, gerou uma depressão profunda em mim.

Visando começar uma nova vida, meu pai comprou uma casa em Atlanta, nos Estados Unidos, levando a família para morar lá. Minha vida virou de cabeça para baixo novamente quando eles decidiram adotar um filho, e sabe quem foi o sortudo? Ramsay, pré-adolescente que estava mais preocupado em ouvir música alta e achar um lugar no mundo. De fato ele fora uma ótima aquisição à família, trazendo a alegria que havia esvaído-se de minha mãe. Mas essa felicidade não durou muito, é claro. Pouco tempo depois veio o maior plot twist de todos os tempos: Os mortos retornaram à vida. Bom, de certa forma. Eles não estavam nem vivos nem mortos, estão mais para uma criatura sem alma que não tem para onde ir. E eles têm um apetite imenso, devo dizer. Passaram a devorar os outros seres vivos, e aqueles que eram pegos pelas suas mordidas, transformavam-se exatamente como eles. Kang-Dae e Bon-Hwa, meus pais, foram pegos por esses zumbis alguns meses depois do surto, e desde então Ramsay e eu vagamos pelo mundo em busca de salvação. Esperança? Essa palavra não existe no meu vocabulário, mas eu luto todos os dias para que nada aconteça a esse garoto. Felicidade? Eu ainda não encontrei uma maneira fácil de felicidade. A última vez que me senti calma foi há muitos anos atrás… Este é o meu objetivo de vida: a busca do caminho para a felicidade. Naturalmente, há momentos de alegria genuína, mas eles geralmente não duram muito tempo. Felicidade não é um estado estático, é um momento. Esta é uma definição grega antiga. Não é um estado de repouso, é uma ação.

Observação:
Perícias em: Montagem de armas, Conhecimento armamentista e Perícia em tiro.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Gwen V. Price em Sex Nov 13, 2015 10:32 pm


FÍSICO
Com cento e sessenta centímetros e quarenta e oito quilos, Gwen é pequena para a sua idade. Seus cabelos caem até metade de sua cintura em uma natural cascata ruiva, mas costumam estar sempre em penteados diferentes e inovadores. Dona de traços marcantes e definidos, seus olhos verdes são grandes e expressivos, seus lábios são carnudos e sempre coloridos em um tom rosado, dando contraste com sua pele caucasiana, extremamente pálida. Seu corpo, mesmo com o porte pequeno, é atlético, tendo grande resistência a exercícios, além de seus reflexos serem extremamente bons. Possui uma tatuagem na nuca, idêntica a de sua antiga amiga, o desenho de uma chave, a qual ela sempre arranja uma forma de esconder.
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PSICOLÓGICO
Extremamente sensível e altruísta, Gwen sempre coloca a felicidade alheia acima da sua. É insegura, perfeccionista e acabou se descobrindo extremamente inteligente. Tem muita energia em seu corpo, mas gosta de se manter em silêncio. Conversa apenas com quem realmente confia e é muito assustada com a situação em que o mundo se encontra, tornando-a um alvo fácil para inimigos.
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I.

Como todas as noites, a família de Gwen havia trancado todas as portas e janelas, as cobrindo com pedaços de papelão ou colocando objetos pesados recostados, para que isso dificultasse a entrada de qualquer andarilho. Sem energia elétrica, as luzes foram substituídas por pequenas velas que a jovem encontrara no porão algumas semanas antes, sendo isto a única fonte de iluminação e calor pela casa de dois andares, o que deixava o local extremamente desconfortável.

O jantar ocorria em completo silêncio, sendo o único som o impacto das colheres ao rasparem o prato fundo de sopa, em busca pela última gota. Eram um total de cinco pessoas sentadas a mesa, sem incluir a ruiva. Seus pais, os quais pareciam mais apavorados do que a própria garota, seu irmão de apenas quatro anos, com o rosto fino e a pele mais pálida que o comum, resultado da fome que começava a tomar conta de seu pequeno corpo. E, logo ao lado de Gwen, segurando sua mão trêmula, estava Freya, sua melhor amiga que há poucos dias ficara órfã, com sua família roubada pelos terríveis monstros que dominavam o mundo.

— Boa noite — Um sussurro saiu de entre os lábios da pequena Price, a qual se levantava fazendo o maior esforço possível para não arrastar a cadeira.

Freya segurou sua mão, a puxando novamente para baixo, a obrigando a se sentar. A garota, confusa e curiosa, não discutiu e esperou uma explicação para tal ato. Logo, um presente estava em suas mãos, junto a um cartão comum, provavelmente achado em uma loja de departamento onde procuram por objetos úteis ou comida alguns dias antes da ocasião. Era seu aniversário, afinal e, mesmo não tendo grandes motivos para comemorar, não poderia passar desapercebido. Mesmo com o medo que tomava conta de todo o país, o sorriso se instalou no rosto de Gwen.

A caixa era retangular e inteiramente preta, de tamanho mediano. Uma faixa vermelha estava ao redor, formando um laço desajeitado, o qual foi a primeira coisa desfeita na abertura. A tampa da caixa saiu sem nenhuma dificuldade, revelando dois objetos de utilidades completamentes diferentes. O primeiro a ser visto era uma arma de fogo, não muito grande e nem pequena. Um revolver, o qual Gwen identificou sendo de seu avô já falecido. Um presente um tanto singular para uma garota de dezenove anos, se não estivessem em meio a um apocalipse. O segundo presente apareceu em seguida, muito mais apreciado pela jovem.

O colar que havia ganho logo fora preso em seu pescoço por sua amiga em gestos delicados. O pingente, o símbolo da fraternidade que ela havia entrado nos seus primeiros dias na universidade, trouxe um longo arrepio ao entrar em contato com a pele da garota, provavelmente por sua temperatura baixa. Ela sabia que o objeto lhe traria boas memórias junto com seus amigos, além de que a ajudaria a lembrar que já tivera uma vida antes do fim do mundo.

Todos se levantaram da mesa, indo em direção a sala, onde apreciavam um curto período de tempo juntos antes de tentarem dormir. Naquela noite os pais de Gwen ficariam com a primeira vigia, dando a oportunidade dos mais novos terem uma noite de sono mais tranquila — o máximo que conseguiam enquanto estavam sendo tomados pelo medo. A ruiva segurava a arma nas mãos, mantendo os dedos longe do gatilho, tentando evitar qualquer acidente causado por seu comum desastre. Sentaram-se todos no chão, já que os sofás agora estavam recostados a porta.

Após alguns minutos todos conversavam no tom mais baixo que conseguiam. Era impossível se manter em completo silêncio durante todo o dia, principalmente quando não havia nada que os distraísse. Freya e Gwen conversavam sobre suas antigas experiências, enquanto os mais velhos se mantinham entre carinhos no pé da escada. Todos distraídos demais para ver o que traria a carnifícia para a casa, o único local que antes parecia seguro.

O pequeno Tommy segurava a arma em suas mãos, apontando para seu bichinho de pelúcia, fantasiado como um índio. Ele, com seu favorito chapéu de cowboy, parecia se divertir sem perceber o que havia acabado de fazer. O som do tiro havia ecoado por toda a casa e provavelmente por muitos metros de distância, além de ter explodido o coelho azul em espumas.

— Gwen, leve seu irmão para o quarto. — O pai de ambos disse com uma voz irritada, com um leve toque de medo. — Freya, proteja-os.

A loira correu até a cozinha, pegando duas grandes facas e as prendendo em seu cinto. O pequeno garoto correu até os braços da irmã, entrelaçando os braços em seu pescoço e lhe entregando a arma, a qual fora segurada com mais firmeza do que a primeira vez. A escada pareceu mais curta com os passos largos do grupo, que subia em desespero por proteção. Não demorou muito para que as portas fossem derrubadas e as janelas quebradas.

Gwen colocou seu irmão na cama, lhe entregando um travesseiro para que abafasse seu choro, sentando-se ao lado dele tentando demonstrar proteção. Freya trancara a porta e colocara uma cadeira para tentar aumentar a segurança, mas todos eles sabiam que isso não seria o suficiente. Ela abriu a janela, saltando para fora sem dificuldades e sem dizer uma palavra sequer.

— Vamos para o telhado. Eles não poderão nos ver e nem nos alcançar. — Ela disse em um tom sério e frio, esticando a mão em apoio para Gwen. — Quando as coisas se acalmarem, podemos usar as trepadeiras para descer e sair daqui. Encontraremos seus pais depois.

A ruiva pegou uma bolsa, guardando os poucos doces que escondia em suas gavetas, também colocando ali uma garrafa de água, pensando que não poderiam adivinhar quanto tempo precisariam ficar escondidos no telhado gelado e sujo da casa. Gwen saiu por primeiro, sendo segurada por Freya enquanto esticava as mãos para ajudar Tommy. E então a porta caiu, revelando a Senhora Price ensanguentada, seguida por uma quantidade enorme de zumbis.

— Thomas, me dê a mão! — Gwen gritou, esticando as mãos para dentro do quarto. — Tommy!

O garoto, confuso com o que fazer, correu até seu porto seguro, sua mãe. Os gritos ecoavam no lugar, tanto de seu irmão e de sua mãe, quanto da ruiva, assustada. Ela assistia a carne de sua família ser dilacerada, via os mortos-vivos caíndo em cima de seus corpos e arrancando parte de seus órgãos com eles ainda vivos. Via o sangue escorrendo pelo tapete branco enquanto seu corpo já não reagia ao ser puxado por Freya. Ela sentia suas pernas fraquejarem, suas mãos se soltaram aos poucos da base da janela que a mantinha em cima do telhado. E então tudo começara a ficar preto e a última coisa que sentiu fora seus braços puxados por sua melhor amiga, a levando para a segurança logo ao lado da chaminé.

...

Os olhos verdes se abriram com dificuldade contra a claridade do sol. A pele caucasiana estava quente, provavelmente por estar exposta ao calor por horas. Sentia caricias em seu cabelo, o que a fez sorrir, esquecendo da tragédia da noite anterior por alguns momentos. Estava deitada ao colo de Freya, a qual se mantinha com um semblante sério e um tanto preocupado.

— Chega de dormir, Bela Adormecida? — A voz da garota tentou parecer serena, mas o peso da tristeza e medo tomaram conta do som.

Gwen se espreguiçou, tomando cuidado para levantar. Suas costas doíam, assim como todas as outras partes de seu corpo. Observou ao redor em silêncio, vendo uma quantidade grande de andarilhos ao redor da casa, o que fez a noite anterior vir a tona. Seus lábios já tremiam, suas pernas voltaram a fraquejar, o que a obrigou a voltar a se sentar.

— Onde eles estão? — Sua voz, que pretendia sair firme, saiu falha e quase um sussurro. — Minha família. Onde estão? Tommy, mãe...

A garota encarou a melhor amiga, esperando que a expressão da mesma mostrasse que nada havia passado de um terrível pesadelo. Mas o que encontrou fora olhos marejados, a íris azul encontrando-se escura. A dor voltara a acertar ambas com grande força, destruindo qualquer vestígio que poderia existir de um sorriso. Elas estavam sozinhas, perdidas em meio ao apocalipse.

Depois de um longo e reconfortante abraço, onde ambas as blusas saíram com manchas de lágrimas e restos do que ainda existia de maquiagem, elas precisavam seguir em frente. Não havia uma forma segura de descer por dentro da casa sem que fossem atacadas de forma impiedosa e mortal. Os olhos de Gwen, ainda marejados, olharam para a árvore a poucos metros de distância, lembrando-se de alguns momentos ainda mais tranquilos de sua vida, onde fugia pela janela, descendo pelos galhos para encontrar com algum amigo sem que seus pais percebessem. Freya pareceu pensar no mesmo, pois sem compartilharem uma palavra sequer, as duas começaram a descer juntas, cada uma com uma faca simples em suas mãos. Dali saíram correndo pelas matas, deixando para trás a casa, sua família e toda a sua história.


II.

Elas estavam dormindo no antigo frigorífico há dois meses. Tiveram a sorte de encontrá-lo desocupado, afastando de todo o terror que agora tomava conta de Austin. Gwen, que antes era tão seletiva com o que vestia, agora se encontrava com a mesma roupa de semanas anteriores, completamente coberta de sangue. Seus lábios se contorciam ao segurar a carne crua em suas mãos, repugnando o cheiro. Já encarava seu prato por horas, sem ter a coragem para comer.

A ruiva agradecia todos os dias pela companhia de Freya. Além de mantê-la distraída com boas conversas, ela se mostrara uma grande caçadora e lutadora, defendendo-as de qualquer perigo. Tudo parecia estar a favor da sobrevivência das garotas. Além de acharem um bom refúgio, com pequenos muros e portas grossas de aço, haviam resquícios de uma antiga vida. Isqueiros, alguns suprimentos e grandes facas que, provavelmente, antes eram usadas para as carnes.

Infelizmente, não durara tanto quanto elas esperavam. Os suprimentos enlatados não chegaram nem para o primeiro mês e elas haviam utilizado o último isqueiro na semana anterior, para acender o fogo que assara o coelho pego na armadilha criada por Gwen. Agora estavam sendo obrigadas a viver como mulheres da caverna, em pura carnifícia e decadência. E então ali estavam, sentadas no escuro. A loira parecia saborear seu pedaço cru de carne, sem se importar com o gosto ou com a sujeira, e Gwen desejava conseguir fazer o mesmo. Sentia ânsia apenas de observar a amiga.

— Gwennie, se não for comer, passa pra cá. — Freya sussurrou com um sorriso sinistro em seu rosto. Ela parecia pertencer a aquele mundo, sem medo ou frescura, passando por todos os seus obstáculos sem dificuldades. — Suas roupas estão enormes em você. Precisa comer.

A ruiva negou com um gesto rápido de sua cabeça, entregando o prato de plástico para a outra, a qual não demorou para começar a comer.

— Talvez se você tivesse prestado atenção nas aulas de biologia, saberia quantas doenças são possíveis pegar pela carne crua. Ou então poderia ter esperado eu achar alguma forma de fazer uma fogueira com os materiais que tenho aqui...

— Você sabe que o que roubou do laboratório de química é apenas para necessidades extremas. Bombas para grandes distrações ou ameaças, purificação de água e remédios. Não gaste tudo por frescura, ao menos experimente. Garanto que, depois de quase cinco dias vivendo de plantas a carne parecerá um grande churrasco em sua boca.

Assim que Gwen colocou o primeiro cubo de carne em sua boca, sentiu o sangue escorrer por sua garganta. Mastigou exatas três vezes antes de cuspir tudo o que havia em sua boca, se levantando rapidamente. Pode ouvir sua armadilha sendo utilizada na porta mais de uma vez. Andarilhos, sem nenhuma dúvida — apenas eles eram estúpidos o suficiente para pisar em tapetes com grandes espinhos, principalmente mais de uma vez.

— Eu vou matá-lo. — Disse Freya com suavidade, tirando a faca de seu cinto. — Entre no freezer e tranque bem a porta, tudo bem?

E então Gwen fez algo que se arrependeria para o resto de sua vida.

— Eu vou com você. Parecem ser vários, não irá conseguir matar todos sozinha. — Freya tentou contestar, mas logo fora interrompida. — Eu estou cansada de ser inútil, deixe-me ajudar.

A loira pareceu relutar, mas entregou uma das maiores facas para Gwen, além de devolvê-la seu revólver. Price pareceu um tanto nervosa a segurar a arma que ocasionara a morte de sua família, mas continuou com seu plano da mesma forma. E então as duas saíram.

Eram apenas quatro, diferente do que haviam imaginado pela quantidade de grunhidos. Ainda estavam em um "bom" estado, suas peles não pareciam apodrecidas e não havia nenhum machucado em seus corpos além de longos e profundos cortes nos pescoços, exatamente iguais. Três foram em direção a Freya, que caminhava na frente, enquanto apenas um pareceu notar a presença da trêmula garota ruiva, segurando uma arma diferente em cada mão.

Era uma garota que parecia ser mais nova que Gwen. Caminhava de forma capenga, esticando os braços quando já estava perto o suficiente de sua presa. O revólver fora levantado, mas a coragem para apertar o gatilho não aparecera. Segurava a arma contra a cabeça da garotinha, tendo seus olhos cheios de lágrimas sempre que a olhava. Era uma pessoa inocente, ainda uma criança quando fora morta.

— Eu sinto muito. — Ela disse em voz alta, empurrando a garota para trás e se encostando contra a parede, segurando a arma em frente a seu corpo. Quando Freya se livrasse de seus próprios problemas, poderia ajudá-la a encontrar a confiança necessária para aprender a matar.

A pequena andarilha se levantava de forma lenta, ainda se arrastando em direção a Gwen. Freya acabara de matar o seu último obstáculo, retirando sua faca do crânio do que antes fora um senhor robusto e barbudo. As duas trocaram um breve olhar de alívio, mas logo este se tornara puro pavor. Pequenas mãos seguraram um dos tornozelos de Gwen, que tentou chutar a garotinha sem muito sucesso. A outra, apavorada, correu em direção as duas quando a boca lotada de dentes podres estava a centímetros da carne da perna.

— Atire! — Freya gritou, se ajoelhando ao lado das duas e levantando seu braço para acertar sua faca pela parte de trás da cabeça da morta-viva. E então uma mistura de sons ecoou pelo ar.

O grito de Freya, o som do tiro e o baque dos corpos caindo ao chão. O sangue começara a se espalhar pela calçada, logo fazendo com que os tênis brancos de Gwen se manchassem de vermelho. A arma caiu de suas mãos e a garota caiu de joelhos, balançando o corpo de sua amiga em completo desespero. Assustada com toda a situação, Price havia apertado o gatilho pela primeira vez. A faca que a loira utilizara para matar a zumbi estava fixa na parte de trás da cabeça do cadáver. A única pessoa que fora atingida fora Freya, e ela estava morta.

III.

Ela se sentia tonta e confusa. Perdida. Sozinha.

Desde que acidentalmente assassinara sua melhor amiga, Gwen vagava pelas ruas mais vazias que encontrava, carregando sua arma apenas como um enfeite. Apertara o gatilho de seu revólver uma única vez na vida e naquele mesmo dia prometera que nunca aconteceria de novo, independente de quem procurasse derrubar. Ninguém consegue imaginar como uma garota sobreviveu a um mundo entregue aos mortos-vivos sem nenhuma proteção. Talvez pura sorte.

Andava por uma das ruas quando encontrara seu destino a metros de distância. Com poucos suprimentos sobrando, uma mercearia não parecia ser um lugar tão ruim, mesmo se houvesse alguns mortos pelo local. Gwen era rápida, então acreditava que sairia dali em segundos, colocando em sua mochila apenas o que pudesse alcançar sem chamar a atenção ou fazer algum barulho. Se tivesse sorte, poderia encontrar o local vazio, assim aproveitando para limpá-lo, também arranjando um local para passar a noite.

Se aproximou da porta, colocando o ouvido contra o vidro colorido. Dali não parecia vir nenhum grunhido. Deu uma forte batida na porta e esperou exatos três minutos, entrando no local em seguida. Parecia silencioso e completamente vazio, tendo apenas algumas latas sobre as prateleiras. Ela abriu sua mochila e começou a coletar apenas o necessário, dando preferência aos alimentos que ainda se encontravam dentro da validade. E então sentiu respirações atrás de si, fazendo-a começar a tremer.

Ela se virou rapidamente, deixando sua mochila no chão e erguendo os braços, em sinal de redenção. Até que observou quem eram suas grandes ameaças, não conseguindo conter um sorriso de deboche em seus lábios. A última coisa que esperava ver em meio a um apocalipse zumbi era uma garota vestida como um unicórnio. Ela até pensara em pegar sua mochila de volta e ignorar a existência da garota — que não parecia uma grande ameaça — quando viu o garoto que a acompanhava, de braços cruzados em frente a única saída.

— Eu posso dar tudo o que eu tenho, mas por favor, não me machuquem. — Ela sussurrou, abaixando o olhar e chutando a mochila em direção a unicórnia.

Minutos depois Gwen estava amarrada em uma cadeira sendo observada pelos dois amigos. Faziam perguntas sobre sua vida que ela relutava em responder — não por teimosia, mas pela incapacidade de falar por entre os soluços do choro. Sentia-se desprotegida, ameaçada e incapacitada de proteger a si mesma. Ela não tinha certeza do que fazer. Não sabia se deveria conquistar a confiança dos dois jovens ou se deveria apenas deixá-los tirarem sua vida de uma vez, livrando-a do sofrimento da perda de todos que já havia amado.

Escolhera a primeira opção. Talvez a mais difícil — levara dois dias para convencer Cassie e Danny de que era inofensiva e que poderia ajudá-los — mas com certeza a mais recompensante. Ela arranjara uma nova família, uma amiga que a protegia, fazia-a rir constantemente e que sabia que poderia confiar e uma paixão não correspondida por Danny. Talvez não fosse o ideal, mas era tudo o que Gwen tinha e, depois de alguns meses, era tudo o que mais amava.

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* Perícia de habilidade manual
* Química
* Manutenção de explosivos

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Joker Baldric em Sab Nov 14, 2015 1:31 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Ethan (Joker) Wright Baldric

❖ Características Físicas:

Joker é um jovem de 23 anos com altura mediana (cerca de um e setenta e cinco), porém com uma condição e constituição física invejável, pelo menos para uma parte considerável dos americanos. Tem olhos castanhos e cabelos de mesma cor, com uma barba proeminente e que só é aparada, nunca cortada. Outra característica importante é a tatuagem de âncora que fez em sua nuca, relativa aos meses que passou na marinha, logo antes do apocalipse acontecer.

❖ Características Psicológicas:

Ele é um homem calmo até demais. Centrado no que deve fazer e focado no que é importante, pode ser confundido com um homem frio. Porém, seu irmão mais novo sabe que não é bem assim. Joker é preocupado com o irmão e com outras pessoas que se aproximam dele e o pedem ajuda. Ele também tem um senso de justiça muito forte, assim como pode ser facilmente irritado se começarem a falar de seus problemas, embora não demonstre essa irritação. Além disso, apesar de ser extremamente sério, pode dar uns pequenos sorrisos de canto quando algo o agrada.

❖ História do Personagem:

Coringa. Aquela carta do baralho que é descartada em alguns jogos, mas que tem um papel importante em outros. Porém, normalmente essa carta prejudica quem a possui. Ou seja, de duas, uma: Ou era descartada como lixo, ou estava ali para acabar com o jogo de alguém.

Ethan mexia com o baralho em sua mão enquanto refletia sobre o apelido que os outros marinheiros o deram. Estando em sua cabine, cutucou o emblema de suboficial que estava na ombreira do uniforme. Logo iria tirar férias por um tempo e se afastar do serviço naval. Ele até planejava o que iria fazer: Desde levar o irmão para alguns shows de bandas que eles gostavam até relaxar um pouco, tomando uma boa cerveja.

Porém, naquela noite, algo estava muito errado. Algumas pessoas não estavam fazendo ronda no navio e outras agiam estranhamente, como se tivessem recebido algum tipo de notícia perturbadora. Bipes e gemidos poderiam ser ouvidos se ele prestasse mais atenção, o que o alertou. Ele largou o livro e prestou atenção aos sons fora dali.

Quando ouviu um grito de um dos tripulantes, ele pegou sua pistola e a espada, saindo da cabine. Correu até onde provavelmente tinha saído o grito e viu um dos marinheiros recostado em algumas barras de ferro. Abaixando a arma, chamou pelo jovem.

- Marinheiro! A postos!

Mas aquele jovem não respondeu. Chamando novamente, ele o viu se virar vagarosamente. A pele, agora que observava, estava um pouco podre. Os olhos, vazios. O marinheiro tinha feridas por toda a região do braço e uma ainda maior no pescoço, mas não parecia ter morrido. Ou melhor, parecia ter voltado à vida.

Foi a primeira vez que ele viu um daqueles mortos vivos.

Ouvindo outro gemido, ele virou-se, vendo mais dois vindo pelo caminho por onde veio. Embora não entendesse muito bem o que eram aquelas coisas, sabia que, instintivamente, não eram confiáveis. Então, apontou a arma e atirou contra os dois zumbis e depois contra o terceiro, matando-os na hora.

Porém, tinha sido uma péssima ideia. E ele descobrira isso na hora que mais outros quatro estavam vindo, passando por cima dos dois mortos vivos que acabara de matar.

Correu para um dos botes, guardando a arma no processo. Ele viu, nervoso, um marinheiro que não estava ferido, ser surpreendido pelos zumbis e, resolvendo desamarrar o nó que segurava o bote, ouviu seus gritos de dor. Assim que a pequena canoa caiu no mar, ele olhou para trás, vendo mais daquelas coisas se aglomerarem ali.

Assim que atirou contra um dos zumbis que comia aquele marinheiro, pulou na canoa e remou para o mais longe possível do navio.

***

Ele chegou à Aurora, Illinois, após pegar um daqueles poucos ônibus que levava gente para o tal lugar onde tinha uma cura para aqueles zumbis e um lugar seguro para que vivessem. Porém, saiu antes mesmo que pudesse ver as caras daquele canto, determinado a achar o irmão. Observou o ônibus sumir no horizonte assim que desceu na cidade abandonada, ou que parecia estar.

Ethan navegou pela cidade com cuidado, desviando de possíveis hordas de zumbis. Então, viu, ao fundo, uma figura esguia passar por entre aquelas criaturas sem ser percebido. Ele carregava alguns pacotes de salgadinhos e garrafas de água. Embora não tivesse a arma, nem a espada - foram itens que ele tivera que trocar por sua passagem de ônibus -, o que o deixava vulnerável, Ethan tinha curiosidade em saber quem era aquela pessoa, já que lhe parecia muito familiar.

Ao pegar uma pedra solta de uma construção velha, jogou-a em uma direção e passou pela horda pelo outro lado. Alcançando o larápio, ele o puxou pela camisa e, quase levando uma facada, viu sua face:

- Ethan? - falou o jovem.

- Aiden! - sorriu o mais velho.

Era seu irmão. Estava vivo, relativamente bem e sem qualquer ferida preocupante.

Aliviado, Ethan o abraçou forte.

***

Era difícil dizer quando foi que Ethan abdicou de seu nome, utilizando o apelido para se apresentar. Mas, ao usar o nome daquela carta de baralho, ele protegia sua verdadeira identidade. Os irmãos ouviram, escondidos em uma casa abandonada em Aurora, uma transmissão clandestina que falava sobre a queda da sociedade do Estado Novo, aquele grande abrigo em que Joker tinha tomado o ônibus.

As gangues em Aurora aumentaram aos poucos com a queda do Estado Novo. Talvez esse fosse realmente o motivo pelo qual ele se apresentava como a carta de baralho. Também poderia ser por conta da quantidade de mortes que tinha nas costas... Zumbis e humanos que matara para sobreviver com Aiden. Ou mesmo por causa das traições que já presenciara.

No fim, não era mais Ethan para os outros. Era Joker. E preferia manter-se assim.

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Perícia em armas grandes e laminadas de curta distância.
Perícia em armas de fogo pequenas.
Perícia em luta corporal
Leitura corporal
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Alex Strangwer em Dom Nov 15, 2015 12:03 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem: Alex Dempsy Strangwer.

❖ Características Físicas: O cabelo loiro é herança da mãe; os olhos azuis, do pai. É alto, tem um corpo robusto e atlético e mantém no rosto uma barba por fazer — ter uma boa aparência não é uma das suas prioridades, mas até que esse desleixo lhe dá certo charme. Sua postura é rígida e destemida, com ombros para trás, peito estufado e olhar penetrante. Uma ou outra cicatriz marcam sua pele, mas não é nada que se sobressaia ou ganhe destaque.

Se não fosse pelo jeito sério e introspectivo, Alex até poderia ser taxado como galante e bem-apessoado, mas o esteriótipo de ex-militar — apenas esteriótipo, claro — lhe cai melhor.

❖ Características Psicológicas: Relacionamentos interpessoais não são seu forte. Com os altos e baixos pelos quais passou em sua vida, Alex desenvolveu um humor taciturno e sério, afastando-se pouco a pouco de um possível relacionamento estreito. Isso o torna alguém isolado e de poucas palavras, que prefere agir antes de falar. É, também, extremamente calculista e racional, com uma pequena dose de egoísmo. Se tiver de fazer mal a alguém para o bem próprio, certamente o fará. Em casos extremos e com bons motivos, pode ser até cruel e sádico.

No fundo, porém, Alex é vulnerável e quer conseguir confiar em alguém. Afinal, ninguém é completamente satisfeito com a solidão. E, por trás de toda aquela frieza, há um homem capaz de nutrir compaixão e afeto.

❖ História do Personagem: Alex sempre foi uma pessoa normal, com uma família normal, que morava em uma cidade normal do interior do Texas. É até monótono contar sua vida antes do incidente que mudaria tudo. Estudava em uma escola simples? Jogava no time de futebol? Estava preparado para ingressar em uma universidade? São todos fatos pouco relevantes em comparação com o que ocorreu naquela tarde de inverno. É a partir daí, então, que tudo começa.

Seu pai era um militar aposentado com problemas com álcool. Desde criança, Alex o via causar problemas em casa — desde a agressões a sua mãe até ameaças. Isso fez com que ele, ao completar 18 anos, saísse de casa. Precisava de independência, precisava viver uma vida sem ter de cuidar do pai bêbado. Por um tempo, achou realmente que as coisas melhorariam, mas não foi o caso. Numa tarde de inverno, quando o clima já esfriara o suficiente para ter de usar agasalhos, decidiu visitar seus pais na sua antiga casa.

Sua mãe, uma mulher doce mas calejada pelo tempo, recebeu-o de braços abertos. Inclusive, havia feito bolo de laranja, o favorito de Alex. Mas ele não contava com o seu pai bêbado — mesmo que já estivesse acostumado, sempre criava alguma esperança de que um dia ele pararia de beber. E, ao contrário da sua mãe, o homem não o recebeu de bom grado.

Alex já não era uma criança, era homem feito e sabia muito bem se cuidar. Quando a briga começou, ele não recuou ou poupou esforços para encarar o homem que o criara. Suportara por muito tempo aquilo, já estava farto. Quando os nervos afloraram e a tensão chegou no limite, a mãe de Alex tentou intervir, mas acabou alvo da loucura do bêbado: a faca de cozinha abriu um corte em seu braço, sujando de sangue móveis, chão e o próprio filho, que a amparou.

Foi a gota d'água. O rapaz subiu as escadas até o quarto, pegou a arma que ficava escondida no armário e atirou três vezes no seu pai. Horas depois, no hospital, viria a notícia de que o homem morrera por falha dos órgãos atingidos. E Alex, condenado a 20 anos de prisão.

Quem nunca foi preso não tem ideia do que acontece lá dentro. Se há um inferno, aquele lugar é o mais próximo disso. Você precisa se tornar a pior versão de si mesmo, ou acaba sucumbindo. Na cadeia, não há espaço para fracos. E a frase de Thomas Hobbes nunca fez tanto sentido para Alex: O homem é o lobo do homem.

Dia após dia, ele sofreu o pão que o diabo amassou: fome, agressões, torturas, abusos. E os dias se tornaram semanas, e as semanas se tornaram meses, e os meses se tornaram anos. Em dado momento, já estava habituado àquela realidade e sabia lidar com ela. Tornara-se um homem duro, fechado, que passara por experiências terríveis.

Três anos após ser preso, recebeu a notícia de que sua mãe morrera com um câncer no cérebro. Àquela altura, sua antiga vida era apenas uma sombra do passado. Agora, ele era apenas Alex, um detento de uma prisão no Texas. Nada mais importava. Mas a vida costumava pregar peças... E o que para muitos era uma catástrofe, para ele era uma nova chance.

[...]

15 de abril de 2015

Tudo entrou em escuridão completa, e por um segundo o silêncio se instalou. Em seguida, vieram as sirenes, os gritos, a confusão. Mantive-me em minha cela por um, dois dias. No terceiro, tudo se aquietara novamente. O que estava acontecendo? Não sabia. Caminhei até a porta da cela e a empurrei, fazendo-a gemer quando se abriu. O corredor estava escuro, tive de caminhar devagar.

Não havia mais nenhum prisioneiro, nenhum guarda. A princípio, desconfiei de que estava sonhando, afinal aquela era uma prisão com segurança reforçada. Um motim estava fora dos planos. Sem contar que, após tanto tempo, o governo já teria mandado apoio. Se aquilo tudo fosse real, alguma merda muito séria havia explodido no ventilador.

Com fome e sede, andei lenta e cautelosamente até a cantina. Algumas luzes piscavam e havia coisas jogadas — esfregões, baldes, papéis — no caminho, mas sem sinal de qualquer pessoa. Quando virei no segundo corredor, ouvi um barulho distante que não distingui. Parei, esperando para ouvir novamente, mas não aconteceu. A luz se apagou por um momento, piscou e voltou a brilhar, dessa vez mais fraca. O que diabos estava acontecendo ali?

O corredor se estendia à frente e, ao final, estava a porta da cantina. Continuei, olhando constantemente por sobre os ombros. Ao me aproximar, um cheiro forte e pútrido tomou os meus pulmões. Tossi e franzi a testa, colocando a mão sobre o nariz e a boca. Havia, também, marcas espalhadas pelas paredes. Não identifiquei no começo, mas, ao fazê-lo, meu coração disparou. Era sangue.

— Mas que merda? — murmurei, retendo-me à frente da porta. Fechei os olhos, respirei fundo e dei um passo adiante. Levantei as mãos e tentei empurrar, mas algo do lado dentro da cantina estava impedindo a entrada. Fiz mais força e, algum tempo depois de tentar, finalmente abri. E me arrependi logo em seguida. — Porra...

Os corpos estavam espalhados aos montes, e o cheiro embrulhou o meu estômago. Havia sangue, braços, pernas, cabeças esmagadas. Ali, acontecera uma carnificina. Fiquei atônito, sem saber como reagir. Só queria sair daquele lugar. Ao andar para trás, no entanto, senti um toque frio e pegajoso no ombro.

[...]

Perícias:
Deixarei para escolher as perícias futuramente. Então, por ora, deixo as opções em aberto.
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Abigail Winters em Dom Nov 15, 2015 4:59 pm


avaliando
a morte é apenas o começo


Judas Morrow: Bem, meu caro, devo destacar que sua ficha foi um tanto... curta. Gostei dos detalhes, achei a história muito interessante, mesmo. Você tem um futuro realmente bom no fórum, só precisa desenvolver mais suas ações e sua trama, para não ficar algo extremamente resumido e confuso, ok? Não vi erro algum na questão gramatical ou de digitação, está de parabéns.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 13/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 92 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Rayna Nguyen: É... caramba. Nem sei por onde começar. Sua história foi de tirar o fôlego, literalmente. Simplesmente amei toda a envolvência e desenvoltura da personagem e de sua relação com o meio onde vive. Você narra de uma maneira espetacular e impecável, minha jovem. Só quero ressaltar uma coisa, seus parágrafos. Separe de maneira que eles não fiquem tão cansativos de ler, ok? No mais, bem-vinda.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 95 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Gwen V. Price: O que está acontecendo com todos esses sobreviventes, que se esmeram tanto nas fichas e deixam a tia Abbie orgulhosa? Você não escapa dessa regra, moça. Sua história foi excelente e muito bem detalhada, além de um toque de elegância e sofisticação que sempre é bem-vindo, como você.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 100 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Joker Baldric: Simplesmente... incrível. Cara, deixa eu andar com você no recreio? Sério, essa história ficou muito bacana. Seu domínio ortográfico, como já é de se esperar, é muito bom e sua fluidez sempre me surpreende. Bem, não tenho mais nada a dizer, só meus parabéns, fofolete :3

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 100 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Alex Strangwer: Veja bem, meu caro. Sua história foi um tanto... SUPER SENSACIONAL. Uau, como eu amei essa narração. Não só pelo fato de estar muito bem estruturada e separada em termos técnicos e todo o blábláblá, mas também por ser algo simples que se transformou e concluiu de maneira excelente. Congratulações, sobrevivente.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 100 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.




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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Howard T. Marshall em Dom Nov 15, 2015 8:16 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Howard Trauss  Marshall

❖ Características Físicas:

Howard possui cerca de 75kg perfeitamente distribuídos em 1,84m. Os músculos presentes no corpo do jovem são bem distribuídos e trabalhados, deixando Howard com uma aparência que pode fugir de sua real idade. Seus cabelos são de uma tonalidade clara, sendo um castanho claro mesclado com algumas mechas negras que se entrelaçam aos fios claros, deixando uma aparência reluzente e volumosa. Sua pele é branca e seus olhos são castanhos claros como o seu cabelo, deixando Howard com uma aparência quase angelical.

❖ Características Psicológicas:

Outrora um garoto calmo e alegre, tendo um ótimo senso de humor e uma disposição sobrenatural para sorrir e correr em auxílio de qualquer um que necessitasse de Howard. Após alguns acontecimentos envolvendo as criaturas que assolam o mundo, aquilo mudou completamente sua personalidade. Howard agora é sério e focado, se tornou teimoso e cabeça dura o suficiente para quase não aguentar a convivência em grupos grandes ou com pessoas barulhentas demais. Tem alguns tiques normais como morder a gola da camisa ou roer as unhas, tem certo grau de ansiedade e um perfeccionismo anormal, não admitindo nenhum erro que possa afetar sua vida ou o funcionamento das coisas que ele considera certas.


❖ História do Personagem:

- Acorda, Moleque! - A voz grave e rouca gritava do andar inferior enquanto algumas batidas violentas podiam ser ouvidas pelo chão do quarto. Aquele era o despertador de Howard, seu pai. Aquele era o começo de um dia normal para Howard, Jim sempre acordava o filho aos berros enquanto batia o cabo do machado no chão para fazer Howard despertar logo. E como era de costume, logo Howard se levantava enquanto Jim bravejava e saia do quarto, deixando o rapaz sozinho por alguns minutos. Howard rapidamente se vestia e se preparava para mais um dia de serviço pesado na mata.
O jovem morava com seus pais, Jim e Mary, em uma vila no sul do Texas, o local não era grande mas produzia tudo para sua sobrevivência, as trezentas pessoas que residiam ali eram como uma grande família que queria fugir do agito e da tecnologia da cidade grande, eram em grande parte formada por jovens que nunca tinham saído dali, Howard era uma das exceções já que residiu em Dallas até seus trezes anos. As muitas funções desenvolvidas ali para a sobrevivência da comunidade eram coisas rústicas, a mais avançada em quesitos de tecnologia era a caça, onde eram usados rifles e alguns outros tipos de arma.
Jim e Howard eram alguns dos homens que desempenhavam o papel de lenhadores, algo muito importante para a comunidade já que a lenha era usada para quase tudo, inclusive cozinhar. Fazia seu trabalho com muito gosto já que era uma das únicas coisas que ele tinha aprendido a fazer, tirando algumas lições de caçar com Jon, mas ele não era a pessoa certo pra fazer aquilo, não conseguia manejar muito bem o rifle que era utilizado pelos caçadores e preferia viver com seu machado.
Aquele dia seria diferente, era o começo das criaturas que ameaçavam a humanidade e forçavam sua extinção. Howard, Jim e mais alguns homens estavam nas florestas como sempre, recolhendo a lenha que tinha sido deixada ali no outro dia enquanto outro grupo cortava as arvores adjacentes. Um grito estridente rasgou a mata, não estavam muito longe da comunidade, por isso tinha sido possível escutar o barulho.
Todo o contingente de lenhadores correram até a comunidade, a maioria estava assustado mas Howard estava curioso com o que poderia ter sido aquele grito tão alto. Chegaram para avistar para uma cena de destruição, algumas casas pegavam fogo e era possível ver Jon e mais alguns caçadores disparando contra outros moradores:
- Que porra é essa, Jon! - Berrou Howard, olhando pro homem que disparava seu rifle contra uma mulher, a bela atravessou seu crânio enquanto ela caia no chão.  - Se esconde, How! Eles estão atacando! - Os homens não entenderam aquilo, Howard pensou em gritar mas aquelas pessoas voltaram a atenção para ele, Nathan avançava contra Howard, eram conhecidos mas não passava daquilo, ele tinha uma estranha ferida na garganta que sangrava, seus olhos estavam com uma cor morta e ele estava pálido, com as roupas rasgadas e com marcas de tiro pelo corpo, Howard estava paralisado, não conseguia fazer nada enquanto ele se aproximava, Nathan colocou as mãos sob o garoto, abrindo a boca que exalava um cheiro pútrido, mostrando dentes cheios de carne e tecido enquanto se precipitou para morder sua face. Ele apenas fechou os olhos enquanto sentiu os pingos gelados cair contra seu rosto, o machado de Jim estava sujo de sangue, Nathan tinha perdido metade da sua face junto com metade do seu pescoço.
- Ninguém machuca meu filho! - Berrou o homem enquanto puxava Howard para casa, alguns poucos lenhadores ficaram no território de " guerra " , ajudando Jon a conter aquela ameaça.

☣  ☠  ☣

Alguns meses tinham se passado desde o incidente, tudo tinha mudado, algumas pessoas tinham aparecido e se refugiado ali no local que agora estava mais forte, grandes paliçadas circundavam o local e os caçadores agora tinham se transformado em guardas, deixando a alimentação por conta dos agricultores e dos " Corajosos ", modo como eram chamados os grupos que saiam para bater o terreno e procurar por suprimentos nas cidades próximas.
Howard continuava sendo um lenhador mas agora tudo era diferente, a experiência tinha mudado o garoto, agora ele era mais sério, concentrado, tinha amadurecido rapidamente durante o tempo que separava a realidade atual do primeiro ataque. O serviço também tinha sido reduzido, iam para as matas apenas nas horas mais claras do dia e depois voltavam para o " abrigo ", Howard ficava andando pelo local, ajudando Jon na patrulha e chegando até mesmo a acertar alguns golpes nas criaturas que por algumas vezes apareciam nas proximidades ou eram trazidas pelos grupos de corajosos.
Tudo corria na maior calma, alguns homens tinham trazido uma espécie de rádio e aquilo era o meio dos habitantes descobrirem o que estava acontecendo no resto do mundo, como a caça tinha sido extinta, a prática da pesca voltou a ser algo importante para o local que tinha um braço de um grande rio em seu território, aquela também era o meio de salvação caso algo de ruim acontecesse, o lago dava em outro acampamento que já tinha sido abandonado a muito tempo, mas estava sendo reconstruído para servir de base improvisada para quem passasse a noite na floresta ou para uma futura evacuação, embora os barcos fossem poucos, tudo já estava sendo planejado.
 Já sabiam de grande parte da história, humanos infectados se transformavam nas criaturas em questão de dias para os organismos fortes e algumas horas para os fracos.
Howard tinha acordado especialmente feliz naquele dia, tinha começado a esquecer do fato trágico que tinha transformado completamente sua vida e das pessoas que viviam próximo a ele, um grupo especialmente grande de refugiados tinha chegado aos portões, estavam sendo escoltados por um grupo de corajosos que os encontrara em uma fábrica abandonada em uma cidadezinha próxima.
Como era de costume, os lenhadores esperaram o dia clarear o suficiente para não terem nenhuma surpresa e foram para a floresta, tudo estava ocorrendo bem e logo eles estavam voltando, os estoques de madeira estavam cheios e eles não precisariam ir para a mata durante algumas semanas, aquilo até poderia gerar uma comemoração por parte de alguns dos homens que tinham o costume de furtar algumas cervejas do armazém da cidade para se divertirem nos finais de semana.
Tudo estava bagunçado, quase ninguém estava andando pelo local, o portão estava escancarado e um corpo ensanguentado estava caído no chão próximo ao portão, estava com cortes feios por toda a barriga, seu sangue vazava como uma torneira enquanto ele olhou para Howard. - Bastardos... Infectados... Me matem... - Ele deu o ultimo suspira, um tiro cruzou o ar e estourou os miolos dele, era Jon que estava no telhado de uma das casas. As criaturas começavam a surgir das construções, eram poucas comparadas as da ultima vez. Howard sentiu a raiva preencher seu coração, apertou a mão contra o machado enquanto corria em direção as criaturas, Jim tentou segurar o filho mas não conseguiu. Howard se sentia sozinho enquanto corria e desferia os golpes contra as criaturas, sujando suas roupas de sangue enquanto sua única trilha sonora era a respiração profunda, os grunhidos das criaturas e os tiros do rifle de Jon.
- Expulsem esses bastardos daqui! - Berrou Jeremiah, um dos bêbados que trabalhava como lenhador.
E logo todo o contingente estava atacando as criaturas, logo grandes porções das bestas começaram a aparecer, cercando os lenhadores, praticamente toda a comunidade tinha sido transformada, os poucos restantes dos caçadores coordenavam uma rápida retirada pelo mar. Pouco a pouco o número dos lenhadores foram caindo, cada vez mais as criaturas ganhavam terreno enquanto os homens ficavam presos contra a paliçada de madeira. Os caçadores viram a cena e decidiram agir, descarregando seus rifles contra as criaturas, despedaçando grande parte delas e atraindo a atenção para si enquanto poucos restavam ali.
- Corram! - Gritava Jon, acenando para os dois barcos que tinham sobrado.
Tudo passou como um flash na memória do garoto, só se lembrava de correr para os botes, ajudando seu pai com os mortos. Os botes tinham ficado lotados.

☣  ☠  ☣

Howard acordou mais um dia, o sol batia contra seu rosto enquanto ele se levantava lentamente. As memórias passavam em sua mente como sempre, seu pai se oferecendo para ficar em terra enquanto Howard fugia com os outros, aquilo tinha demorado, as criaturas estavam mais próximas e podiam frustrar os planos dos sobreviventes. - Tá na hora do moleque crescer, Pai. - Ele sorriu, se metendo no meio dos mortos.
Não sabia como tinha sobrevivido, só estava ciente de que não tinha sido infectado e de que estava em um bom lugar, tinha decidido não ir para o novo ponto, queria viver sozinho, aquele era uma espécie de passagem da sua adolescência para a vida adulta que tinha sido adianta pelos vários fatores que compunham o atual cenário.
Aquela era sua vida, sabia que não podia permanecer mais um dia naquele velho apartamento, sua única companhia era o machado, agora ele tinha outra vida, era um sobrevivente, um corajoso.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Symon Gaigher em Seg Nov 16, 2015 4:29 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Symon Gaigher


❖ Características Físicas:

 Homem alto e forte que pesa 85 quilos tendo por altura 1,92 metros, corpo forte e rústico com músculos bem desenvolvidos e destacados. Pele branca e cabelos negros lisos levemente cacheados, rosto tem traços marcantes de um homem feito e tem olhos claros de cor azulada.

❖ Características Psicológicas:

 Symon era um homem tido como perigoso em uma sociedade convencional, alguém muito quieto e misterioso demais onde cada palavra sua era friamente calculada, cada ação tinha por meta uma reação favorável a si. Um excelente psicólogo e psicanalista formado em Harvard com méritos de excelência e também um ávido conhecedor sobre o comportamento humano, apaixonado por guerras e combates onde demonstrava maestria em táticas e estratégias.
 


❖ História do Personagem:

    Aquele dia era para ser um dia onde meu sonho se tornara realidade e onde começaria a exercer minha profissão de fato após muitas lutas e sacrifícios, estava formado em Psicologia e Psicanálise à cerca de 2 meses pela mais renomada instituição de ensino de todo o mundo a famosa Harvard. Era meu primeiro dia de trabalho como psicólogo especializado em psicanálise traumática no melhor consultório de Massachussets, era cedo ainda, as horas batiam em torno das 07:00 horas e eu estava colocando meu  paletó sobre o encosto de minha nova cadeira de escritório. O primeiro paciente estava marcado para 07:40 então eu teria tempo de conhecer melhor meu novo ambiente de trabalho e analisar cautelosamente a ficha daquele que iria prestar atendimento, pego sua ficha e vejo seu nome “ Jhonas Furrel “  um nome tipicamente americano por assim dizer, seu caso era tido como SASP ou Surto Aleatório Sócio Psicopático, esse transtorno fazia com que os pacientes de forma repentina passassem do estágio sereno e pacífico para um estágio de verdadeiras bestas em plena fúria e assim elas agrediam verbal e fisicamente quem estiver ao seu redor.

  O relógio marcava 07:10 e eu ainda foleava a ficha do Sr Furrel e via algo peculiar ele estava apresentando marcas singulares pelo corpo de forma que aparentavam estar decompondo-se, médicos clínicos gerais e especialistas em dermatologia não entendiam a origem de tal caso e ainda tentavam estudar o paciente, pela sua ficha este transtorno se dera após contato com uma jovem moça que possivelmente teria tido o mesmo surto após contato com uma terceira pessoa. Fiquei intrigado e procurei pesquisar na internet sobre casos semelhantes ao redor do mundo mas minha busca foi em vão e nada constava em site algum, agora o relógio marcava 07:20 e a ficha do Sr Furrel me deixava intrigado por ser um homem casado e ter duas filhas bonitas, trabalhava como gerente em uma loja de carros e sequer tinha um histórico de violência ou passagem pela polícia. Me parecia que o homem era o típico americano tradicionalista que iria à igreja aos domingos de terno e gravata, que sabia as passagens bíblicas de cor e salteado e pregava o amor entre as pessoas, um homem que jamais ergueria a mão para a mulher ou para as filhas a menos que fosse para lhes dar carinho.

 Ainda lendo sua ficha notei um detalhe peculiar onde dizia que ele teria uma marca no antebraço esquerdo de uma possível mordida, na ficha constava que o contado teria sido na madrugada de um dia para o outro, ou seja, na madrugada que antecedia o hoje. Minha mente trabalhava incessantemente para entender como um homem poderia simplesmente mudar seu comportamento literalmente da noite para o dia, não fazia sentido algum e eu precisava traçar alguns pontos que me ajudassem a compreender o que acontecia ao homem naquele caso, 07:30 o relógio mostrava o tempo passar rapidamente e eu ainda não tinha uma resposta para as questões no caso do Sr Furrel, meu telefone toca e era Jasmyni anunciando a chegada do meu paciente e minha resposta fora para que mandasse-o entrar.

Ouvia gritos e rugidos vindos corredor a dentro até o som ficar alto o suficiente para eu perceber que já estava à minha porta, um baque contra a madeira reforçada da porta me fez notar que o indivíduo deveras seria bem agressivo e possivelmente um homem grande. Ouvindo outras vozes mandando-o acalmar-se me deu a noção de que mais de um homem era necessário para conter o paciente que eu deveria avaliar, minhas palmas transpiravam frias e levemente trêmulas, a porta se abra e vejo um homem caucasiano de pelo menos 1,80 metros e 85 quilos escapar de três grandes e fortes enfermeiros e se lançar contra mim sobre minha mesa, apenas me joguei para o lado direito com minha cadeira me atirando no chão e gritando para os enfermeiros o conterem.

 Realmente o homem era um completo lunático e dera trabalho o conter mesmo estando em quatro pessoas, uma camisa de força foi trazida pela secretária e o colocamos na cadeira dos pacientes para que não oferecesse risco algum para ninguém ali presente. Eu apanhei sua ficha e tentei lhe questionar sobre alguns tópicos nela citados como origem, família, estudo e emprego porém o homem apenas gemia e rosnava e não dizia uma única frase compreensível por nós ali presente. Para nossa infelicidade Jasmyni trouxera um copo com água para o paciente em forma de gentileza afim de acalmar nosso enfermo psicologicamente falando, ela estendeu o braço para levar o copo com água até sua boca e este subitamente abocanha o delicado antebraço da jovem lhe rasgando carne e pele em uma única mordida, ela se afasta gritando e deixando o sangue manchar meu carpete novo. O homem ou ao menos o que restava de um ser que deveras fora considerado um homem sociável e racional se debatia na cadeira até que se livra da camisa de força, estava apenas amarrada com nó frouxo e não pelas presilhas de contenção, Sr Furrel investe contra Jasmyni e o espanto nos congelou por um único segundo e este fora o suficiente para o homem agarrar a  jovem e bela moça e a morder no pescoço lhe arrancando um grande pedaço de carne.  O sangue jorrava e encharcava a blusa da jovem lhe tingindo com a cor de seu sangue claro e escarlate, um dos enfermeiros apanha um abajur e atinge meu paciente na cabeça o derrubando para que logo o prendêssemos em sua camisa de força, horas se passaram e Jasmyni havia sido levada para o hospital e Sr Furrel para um sanatório para tratamento intensivo, mal sabia eu a falha que teria cometido sem ter avaliado um caso que seria insanidade ter alegado mas teria sido o correto.

  Ao me dirigir até o banheiro para lavar minhas mãos e tornar a atender novos pacientes liguei minha televisão para acompanhar os noticiários, o repórter dizia que nosso país estava tendo um surto de ataques por pessoas que estavam matando e devorando outras pessoas, parei neste momento e retornei até minha mesa e prestei melhor atenção, imagens por câmeras de segurança mostravam ataques semelhantes ao que havia acontecido em meu escritório naquela manhã, algumas hipóteses diziam que poderia ser um surto de zumbis.

  Ri um pouco da hipótese desdenhando da mesma mas logo minha risada foi calada ao ouvir as descrições, mordidas e arranhões profundos infectavam quem houvesse sido atacado e não tivesse morrido devorado e isso me arremeteu à mordida que Sr Furrel tinha em seu antebraço, ele tinha sido mordido por uma mulher e esta havia sido mordida por uma terceira pessoa. Era difícil digerir tais fatos mas uma coisa levava à outra e Jasmyni possível seria a quarta pessoa neste circulo de contatos e estava indo para um hospital onde as pessoas sequer imaginam o que lhe aconteceu, me senti culpado pois se tudo fosse verdade, eu teria condenado centenas de vidas à se tornarem monstros.

 O tempo passou de tal forma que se quer pude notar com clareza e racionalidade pois minha mente tentava assimilar cada informação que poderia ser notada, mortes, dor, angústia e a luta incessante por um dia a mais de vida naquele mundo caótico e selvagem que despertara os primórdios da humanidade, a selvageria em um mundo sei leis, a única lei era a da sobrevivência do mais forte.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Anthony P. Corwell em Qui Nov 19, 2015 12:02 pm

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Abigail Winters em Dom Nov 22, 2015 12:37 pm


avaliando
a morte é apenas o começo


Howard T. Marshall: Olá, moço, tudo bem? Olha, eu gostei bastante da sua ficha. Não notei erro algum de digitação ou ortografia, o que já é um ponto super positivo. A única coisa que reparei foi na falta de espaçamento entre os parágrafos e na confusão de organização entre frases. Espero que você melhore durante o tempo no fórum :D Bem-vindo, sobrevivente.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 15/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 6/10

— Recompensa total: 86 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Symon Gaigher: Simples, direto e muito bem organizado. Fiquei realmente feliz com o resultado da sua ficha. A única falha que eu preciso apontar é o super parágrafo no fim da ficha. Com uma organização e seleção de frases esse parágrafo poderia muito bem ser dividido, não acha? Bem, eu o parabenizo por chegar até aqui :D

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 95 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.




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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Lucy Heartphilia em Dom Nov 22, 2015 8:53 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Lucy Heartphilia


❖ Características Físicas:

Ela possui cachos e cabelos cor de bronze igual a de sua mãe. Seus olhos são castanhos-chocolate, completamente semelhantes aos de seu pai. Sua pele é branca e macia. Ela sempre usa um batom vermelho no seu dia a dia que a representa forte, ela geralmente usava um vestido, mas hoje em dia ela uma uma coisa mais confortável, seu estilo de roupa é um puco sofistica de mais, pois ela sempre tenta usar uma roupa mais formal.


❖ Características Psicológicas:

Ela é gentil e meiga, sempre quer fazer o bem para as pessoas ajuda quando pode e não tem medo de ser como ela é.


❖ História do Personagem:

Essa é uma história sobre uma garota chamada Lucy, uma das únicas sobreviventes de sua família contra o ataque de zumbis feito na Inglaterra, hoje ela vive refugiada com algumas pessoas que moravam em seu antigo bairro e pouco dos fazendeiros perto do rancho herdado de sua avó, as únicas garota mais nova que sobreviveu, milhares de crianças morreram e isso há deixou um pouco determinada a ajudar as pessoas humildes, mas essa história não começa aqui.

Setembro de 2014

Lucy tinha 23 anos e morava em uma das cidades mais pobres da Inglaterra, ela e sua família trabalhava em uma padaria perto do campo, no qual ficam até de manhã para poder ganhar seu dinheiro, os país da garota lhe davam tudo o que ela e sua irmã desejavam como uma roupa nova e um sapato que durava por um ano, sua família era feliz e isso a garota sabia muito bem.

Tudo para ela se resumia a uma única coisa, a felicidade, mas nada durava muito tempo, depois de um mês seu pai começou a beber, sempre que chegava em casa não queria saber de ninguém, nem mesmo de suas filhas, em sua esposa ele batia sempre que podia outras vezes as duas irmãs os impediam, mas nem sempre conseguiam e tinham que ver aquela cena horrível, depois de 9 dias Gabriella a mãe das meninas não aguentando mais seu comportamento e o internou, o tempo que ele estava na clínica nunca pronunciava o nome de sua família.

Logo que o mesmo saiu e estava sóbrio, a vida da família voltou a ser como era, as mesmas coisa de sempre e os mesmos gostos, seria como se nada tivesse acontecido na vida deles, mas aconteceu e Lucy não queria esquecer a cena que via todos os dias em que seu pai vinha bêbado para casa e batia em sua mãe, a garota não aquentou e fugiu de casa, indo para a fazenda de sua avó no dia 22 de Novembro, alguns dias depois a mesma faleceu.

Janeiro de 2015

Lucy agora estava com 24 anos, agora morava na fazenda que herdou de sua avó que faleceu dias depois de sua chega, a menina se sentia sozinha e sem amigos ou família por perto, então a garota decidiu voltar para sua antiga casa e rever sua família, mesmo sabendo que tudo poderia ter mudado ela tinha de tentar, quando chegou perto da cidade, a mesma já pode ver sua família trabalhando na padaria e o sorriso preencheu seu rosto.

Marcos seu pai quando a viu largou tudo e foi correndo até seu encontro, sua mãe e sua irmã fizeram o mesmo assim que a viram, o abraço forte de seus familiares a fizeram chorar e pedir desculpas por ter fugido e ter medo de que seu pai ficasse daquele jeito novamente, o mesmo a abraçou mais forte ainda e a perdoou admitindo o seu erro no passado, mas desta vez estava tudo bem tudo iria ficar muito melhor.

Fevereiro de 2015 – O Apocalipse de Zumbis

Estava tudo indo muito bem, agora eles moravam na fazenda herdade da avó de Lucy, mãe de Marcos, a vida por lá estava bem melhor e muito mais rica, eles ganhavam um dinheiro com o que vendiam na feira e agora Lucy não precisava mais trabalhar e poderia recuperar o tempo perdido com sua irmã mais nova, todas as tardes as duas iam nadar em um rio ali perto e tinham de voltar para casa as 18:00  para jantar.

Um belo dia com um sol radiante as duas foram até o rio, mas tudo estava diferente, seria como se nada mais tivesse vida e tudo estivesse morto, o cheiro que havia ali fez com que as duas voltassem mais cedo para a casa, quando elas chegaram sua mãe perguntou o que havia de erra e as duas explicaram e lhe disseram que não se sentiam confortável por lá.

Seu pai voltou correndo do celeiro e pediu que todos pegassem suas coisas que eles iriam voltar a pé para casa e com isso ele entregou para Lucy uma pistola lhe dizendo que era para ficar atenta a tudo, logo em seguida ela ouviu um barulho, como um gemido vindo em volta da casa e assim que a garota se mexeu a janela foi estourada e mortos vivos começaram a entrar, seu pai pediu para que suas mães as levassem para cima, ela então as empurrou e Lucy quando foi falar com seu pai ele disse para que a mesma corresse e não olhasse para trás e logo em seguida foi morto, sua mãe quando viu que eles estavam subindo as escadas fechou a porta e começou a gritar depois de um silêncio morta a porta começou a ser arrombada pelos seres, sua irmã com medo ficou intacta perto do mesmo e sendo assim que Lucy foi salvar sua irmã o zumbi derrubou a porta e matou sua irmã, Lucy então pulou pela janela e caiu em segurança, algumas pessoas que passavam por perto a viram correndo pelo meio da rua e a levaram até a cidade em segurança, com os outros refugiados.

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~>Perícia em equipamentos forenses
~>Perícia de habilidade manual
~>Perícia em armas impactantes de médio porte e média distância
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Alyna Matthews em Qua Dez 02, 2015 3:22 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Alyna Matthews


❖ Características Físicas:

Alyna possui longos cabelos castanhos e lisos, que chegam até metade das costas. Seus olhos são verdes, como os do pai. Tem apenas 1,45 metro, mas é uma altura boa para alguém de 11 anos de idade. Magra, sua estatura permitiu que fosse ágil e rápida.


❖ Características Psicológicas:

Difícil descrever a personalidade desta criança, principalmente depois do trauma que passou quando seus pais morreram. Antes disso, podia-se dizer que era uma garota curiosa e enérgica, sempre querendo fazer alguma coisa. Alegre e bondosa, era assim que a descreviam. Porém, a morte de sua família causara grande impacto na menina, tornando-a mais fechada e fria. Ainda era incapaz de fazer algo de ruim para alguém - vivo -, mas se tornara mais desconfiada. Transformando sua dor e o seu medo em coragem e perspicácia, foi capaz de sobreviver sozinha ao fim do mundo.


❖ História do Personagem:

Eu tinha apenas dez anos quando o mundo decidiu morrer. Pessoas matavam seus vizinhos e os mortos caminhavam entre nós. Talvez fosse um castigo por tudo que havíamos feito, por todo o mal que causáramos; não vou dizer que a gente não merecia. Porém, se que quer saber minha opinião, acho que essa foi apenas mais uma grande prova da estupidez humana. Ninguém sabia ao certo o que realmente acontecera naquele dia, mas com certeza era culpa nossa. Bem, não vou me aprofundar nesse assunto. Não importa. Prometi a mim mesma que faria um relato sobre tudo que acontecera comigo e é isso que irei fazer, ou vou enlouquecer.

Era um dia normal como qualquer um. Minha mãe e eu voltávamos da escola como sempre fazíamos. Então recebi o primeiro prenúncio de que algo horrível estava para acontecer: papai estava ligando para gente. Meu pai nunca nos ligava neste horário, isso porque ele estava trabalhando e o uso de celulares era estritamente proibido. Mesmo assim, o celular de mamãe tocava mostrando o seu nome. Ela pegou o aparelho e atendeu, também com um ar de desentendimento. Observei seu rosto enquanto sua expressão passava de confusa para apreensiva, então para preocupada e, por fim, para estremo horror. Perguntei várias vezes o que estava acontecendo, mas tudo o que ela fez foi balançar a cabeça e soltar interjeições de entendimento para o homem do outro lado da linha. Quando desligou, tentou disfarçar que estava tudo bem, mas era claro que não estava. Tanto que, logo depois, pisou fundo no acelerador e correu para casa como se nossas vidas dependessem disso.

Quando chegamos em casa em tempo recorde, pude ver que o carro de papai já estava em casa. Mas não na garagem, como seria o normal. Estava do lado de fora, e ele e meu irmão o carregavam com malas e caixas. No caminho até ali, vira outras pessoas fazendo o mesmo, o que me fizera perguntar por que todo mundo resolvera viajar no mesmo instante. Mas, ali, era claro para mim que não era aquele o motivo. Ouvimos sons de sirene e de tiros ao longe, e mamãe mandou que eu entrasse direto no outro carro. Assim que colocaram a última caixa no porta-malas, todos entraram, e papai se apressou em partir.

- Estamos deixando a cidade - pronunciou - Vamos para a casa do vovô.

Foi tudo o que disse. Não consegui arrancar mais nada de nenhum deles, mesmo estando óbvio que algo muito sério ocorria. Tínhamos acabado de virar o segundo quarteirão quando vi o segundo sinal de que o mundo acabaria: olhando pela janela do carro, pude ver com clareza quando um homem grudou no pescoço de uma mulher, fazendo o sangue jorrar. Um outro cara que estava próximo atirou várias vezes no agressor, mas apenas um tiro na cabeça o fizera parar. Quis gritar, mas nenhum som saiu. Senti alguém agarrando meu ombro e me fazendo virar, impedindo-me de ver a cena. Era meu irmão que me abraçava. Foi então que descobri que a gente iria morrer.

Infelizmente, isso não demorou muito para acontecer. Um outro carro, que ia na direção oposta da nossa, nos acertou com tudo ao tentar desviar de duas garotas que corriam pela rua. A velocidade de ambos os carros foi suficiente para fazer o estrago.

Acordei horas depois, em um lugar escuro e frio. Uma pessoa estava sentada ao meu lado. Sam, meu irmão. Quando pude me sentar, ele me contou sobre o acidente. Sobre nossos pais terem morrido com a pancada, sobre como nos tirou dos destroços e correra direto para uma casa. Ele vasculhara tudo, não havia ninguém ali. Poderíamos ficar naquele lugar por um tempo. Poderíamos sobreviver. Tentei ser forte, tentei mesmo. Mas eu era apenas uma criança e comecei a chorar, chorar muito. Sam me abraçou, dizendo que estava tudo bem em chorar, que ele mesmo chorara.

Não ficamos muito tempo naquele lugar, logo fomos obrigados a deixá-lo. Ficamos sabendo sobre Washington e tentamos ir para lá, mas foi impossível. Passamos então a ser nômades, sem um lugar fixo. Logo descobrimos que aqueles pessoas já não eram mais pessoas; que isso fora tirado delas. E que a única maneira de sobreviver era as matando. Mas Sam e eu não sabíamos lutar, de modo que passamos a depender inteiramente de nossos conhecimentos e habilidades. "Podemos muito bem enfiar a faca na cabeça de um deles, mas e se vierem vários?", dizia ele. "Fará melhor em ficar longe deles, Alyna. Observe os lugares e as pessoas, veja, ouça, perceba. Seja discreta, não chame atenção. Só assim sobreviverá."

Até hoje sigo suas instruções - queria que ainda estivesse aqui comigo. Entretanto, não demorou muito para que aquelas coisas também o tirassem de mim. Sam morreu tentando me salvar.

Hoje, sou a única pessoa viva da minha família. Isso teria enlouquecido qualquer um da minha idade, mas eu não podia me dar esse luxo. Precisava sobreviver, por eles. Porque, enquanto continuar viva, a memória deles também estará.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por David Hellström em Sex Dez 04, 2015 8:31 pm




ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

David Wuthrich Hellström


❖ Características Físicas:

David é alto com um corpo atlético, uma postura direita e cor clara. Tem cabelos cor de nogueira, de comprimento médio no topo e curto nas partes laterais e traseira. Sempre tem o cabelo desajeitado, que acaba por ficar "penteado" ao seu estilo, o que lhe cai bem. Tem sempre a sua barba por fazer, nem muito pequena nem muito grande. Simplesmente "au point".
David tem um olhar profundo, vindo dos seus olhos castanhos escuros. Às vezes pode parecer que está noutro mundo. Dependendo da situação, David tem o hábito de fincar os seus dentes, podendo assim notar-se os seus maxilares contornando as bochechas.
David veste uma farda militar da Nato em mau estado desde que “aconteceu”
Possui luvas de cabedal com os dedos cortados, que ele sempre guarda na cinta das calças.



❖ Características Psicológicas:

David é sarcástico e imprevisível quando a situação assim o convida a ser. Ele é um génio, um estrategista. Todavia não faz parte do estereotipo génio=autista.
Ele está sempre com um ar intimidador, de mau humor, de quem não está para brincar.
Está sempre com um ar de quem está pronto para uma eventual situação perigosa. Não confia em desconhecido e lê constantemente a linguagem corporal de quem o rodeia.
David tem uma habilidade ímpar de observação e dedução. Por vezes chega a aparentar ser um tipo de vidente com algum poder psíquico, embora não o seja de todo. Ele pode ser charmoso, sério, maduro, educado, dissimulado, arrogante, e por vezes até cretino ao olhar alheio dependendo da situação.
Ele vive seguindo sete princípios fundamentais, o Bushido:
義 Gi – Justiça
勇 Yuu – Coragem, Bravura
仁 Jin – Compaixão
礼 Rei – Respeito
诚 Makoto – Honestidade
名誉 Meiyo – Honra
Chuu – Lealdade e Dever

Mas às vezes a sobrevivência obriga-o a romper estes códigos, o que o deixa extremamente indignado e o faz meditar durante uns momentos.
O lema da sua vida é que “A vida de alguém é limitada, porém a honra e o respeito duram para sempre”.




❖ História do Personagem:


Hellström, a origem
David W. Hellström é originário de uma família muito antiga, sempre mantendo o nome ao longo dos séculos.
Os seus primeiros antepassados de que se tem registo são originários de Esparta. A família, que na altura era dita “Hellstros”, tinha uma longa tradição militar e os homens da família sempre participaram com honra nas diversas batalhas dos espartanos.
Durante a invasão romana, os espartanos resistiram honrosamente, mas os romanos eram tão superiores em quantidade que acabaram por conseguir vencer. Os romanos sendo muito inteligentes remarcaram que se conseguissem adicionar a bravura e estratégia militar de Esparta ao exército enorme de Roma, os romanos seriam quase invencíveis.
Os romanos decidiram então oferecer duas opções a alguns militares espartanos que tinham sobrevivido à invasão: A primeira opção é que eles teriam de se mover para Roma para ajudar à instrução militar dos futuros soldados romanos. Podiam levar a família direta com eles e uma casa seria oferecida, assim como um bom salário.
A segunda opção era a morte deles e das suas famílias.
Assim sendo, a família Hellstros transferiu-se para Roma, e assim começou um novo capítulo na história desta família.
Com o passar dos séculos o nome Hellstros modificou-se por razões político-linguístico-culturais para Hellstrum, mais adequado ao Latim, idioma local.
Ao longo dos séculos a família aumentou e posteriormente foi-se separando. As principais personalidades da família Hellstrum mudaram-se por volta do século XIV para a Suiça, país próspero estável, ao contrário de Roma devido às sequelas deixadas após o domínio dos Ostrogodos.
David é assim membro de uma família com um passado importante, guardando ainda alguns costumes Espartanos e Romanos.

David W. Hellström, o começo
David W. Hellström é o segundo filho de George Hellström e Inês Wuthrich, original de Bern, capital Suiça.
George seguiu a sua linhagem e fez da Armada a sua profissão. Chegou ao posto de Coronel.
O irmão mais velho de David, Axel Hellström seguiu os passos do pai e chegou ao posto de Major aos 32 anos somente.
David decidira aos 15 anos seguir uma formação de mecatrônica automóvel pois a mecânica, a eletrônica e os carros sempre o fascinaram e ele não queria ficar no liceu até ter idade de entrar na Academia militar.
Ele cumpriu a formação de 4 anos e acabou o primeiro do curso com uma média de 5.4 sobre 6. Aos 19 anos David ingressou a escola de recrutas na secção de paraquedista. Aos 20 anos ingressou na academia militar para ser oficial da Armada Suiça. Aos 23 anos David é Capitão e já conta com algumas missões no estrangeiro.

…and all begins…
Recentemente chegado de uma missão no Sul da Síria, dirigi-me até à minha casa em Vallamand, no cantão de Vaud, na Suiça. Ia encontra-la depois de 3 meses longe dela.
Será que ela me ia acolher de braços abertos e um sorriso enorme como era hábito? Como era possível ela não se ter fartado da minha ausência? Era estranho. Por um lado desejava que ela se fosse, mas por outro... Eu tinha uma vontade estranha de ficar com ela...
Após meia hora na estrada desde o Aeroporto militar de Payerne, chegava finalmente a casa. Abria a porta e logo Tayson, o meu cão de raça boxer, saltava sobre mim com a sua louca paixão por o seu dono. Estava muito feliz por rever o me fiel companheiro portanto ajoelhei-me para lhe fazer um grande abraço e festas enquanto ele se babava no meu fato militar. Levantei-me e lá estava ela, à minha frente, olhando para mim serenamente... Desta vez era diferente. Ela não me acolhia como sempre. Aproximei-me lentamente mas ela não mexia e nem dizia nada. Tinha percebido. Ela tinha abandonado...

Eu estava constantemente no estrangeiro, tentando graduar até ser Capitão. Deixava de lado a minha relação com ela para poder servir o meu país, e acabou por sair-me caro. Desta vez não era acolhido da mesma maneira. Acabado de chegar da Síria, onde dois companheiros não conseguiram regressar às suas famílias, o acolhimento era frio desta vez. Foi nesse exato momento que me apercebi que tinha acabado. Já não havia nenhuma chama nela, tudo tinha acabado. Eu perguntava-lhe mesmo assim, em desespero, se ela tinha mesmo a certeza que já nada sentia... A resposta fora devastadora.
Ela já tinha as malas preparadas, ia voltar para casa dos pais dela e eu nada podia fazer para mudar isso. Deixei-a partir. Que podia ter feito? Eu tinha-a deixado tantas vezes, durante meses sozinha, angustiada, enquanto eu arriscava a minha vida para salvar inocentes, alguns ingratos, que não me eram nada e provavelmente ajudavam ao declínio da economia internacional. Era normal que, cedo ou tarde, ela acabasse por “quebrar”. Era impossível para ela continuar a viver assim. E tê-la feito sofrer esse tempo todo foi... a pior coisa que fiz. Tudo isso por causa da minha falta de coragem para acabar com ela. Eu já não sentia grande coisa mas não podia suportar de fazê-la sofrer ao acabar com a nossa relação. Preferi fugir. Fugir da minha responsabilidade, utilizando a desculpa que havia “milhares de inocentes precisando de militares como eu lá para assegurar a sua segurança”.
Na verdade eu estava apenas fazendo com que ela deixasse de gostar de mim, progressivamente, até que fosse ela que fizesse o passo decisivo.
O que acabou por ser bizarro foi o sofrimento que vivi depois de ela me ter deixado. Nunca pensara que irais sofrer tanto se algum dia tudo acabasse entre nós. Passei três dias sem sair de casa. Tentava encontrar-me a mim mesmo. Os últimos meses na Síria tinham sido muito duros, física e psicologicamente. Dois companheiros tinham sido mortos numa emboscada e eu nada pude a fazer para evitar as suas mortes. Um jovem Furriel e o Capitão tinham perdido as suas vidas. Como era o Primeiro-Tenente do pelotão, assumi o comando durante as ultimas duas semanas. Não se se estava pronto para tal, mas era obrigado a fazê-lo, o resto do pelotão era constituído de Sargentos, Furriéis e Cabos.
Sobre adrenalina e num estado mental de “emergência” segui todos os códigos que tinha aprendido na academia militar, o que permitiu ao pelotão inteiro de sobreviver até à chegada da nossa escolta aérea. O que era uma simples missão de reconhecimento e posicionamento acabou por ser um verdadeiro pesadelo.
Estava levemente traumatizado, mas ao fim de três dias meditando em minha casa decidi ir visitar os meus pais e o meu irmão pela primeira vez desde a minha chegada de volta à Suíça. Estava muito feliz por ver que estavam todos bem e de boa saúde. Anunciei-lhes a notícia que tudo tinha acabado entre mim e a Cassandra. Reagiram como uma família normal devia reagir. Não que me reconfortasse, mas podia ter sido pior.
Decidira então aproveitar todos esses anos “perdidos”, presos a ela. Saía constantemente, todas as noites. Encontrava mulheres, garotas. Voltava com algumas a casa, fazia o que tinha a fazer e sem mais afastava-me delas. Nem eu, nem elas estávamos à procura de “mais” que isso. Saíamos apenas para passar bem a noite e depois cada um seguia o seu caminho. Durante cinco meses vivi rompendo o meu Bushidô saindo com amigos e garotas, fazendo coisas loucas que nunca me tinham passado pela cabeça antes. Vivia uma má vida, mas sentia que era agora ou nunca que podia viver de tal maneira.
Passado esses cinco meses recebi um telefonema. Era do Brigadeiro dos DRA do exército Suíço. Tinha sido aumentado a Capitão depois da minha última missão. Ao mesmo tempo ele anunciava-me que se eu quisesse poderia começar de seguida com os treinos como Capitão. Meditei durante uns dois minutos sobre a má vida que levava e decidi que sair deste ambiente seria benéfico para mim. Respondi-lhe que aceitava, e que iria até Berne para começar com os treinos.
Nesse mesmo dia, fui despedir-me dos meus pais e do meu irmão. Infelizmente, não sabia que era a última vez que me despedia deles, senão, tudo tinha sido diferente.
No dia seguinte fui até Bern. Durante uma semana fui treinado teoricamente para ser Capitão. Não havia enormes diferenças com a o meu antigo poste de Primeiro-Tenente, por isso uma semana fora suficiente para adquirir a teoria requerida para passar a Capitão. A minha primeira missão treino como Capitão era de fazer uma simulação de reconhecimento em Speaks, a sudoeste. A Suíça e os Estados Unidos da América trocavam terrenos para treinar as suas forças especiais. A Suíça utilizava os locais isolados e áridos do Texas em troca das suas montanhas dos Alpes. O plano era simples. Eu seria o Capitão de um pelotão de três Furrieis, um Sargento, um Sargento-Mor e um Tenente. Seriamos largados a 12’000 metros do solo e o nosso objetivo era de aterrissar no cemitério de Speaks todos ao mesmo tempo, formando um círculo. Depois de aterrissar, retirar o paraquedas e constatar que não haveriam inimigos simulados no nosso raio d’ação, o nosso dever era de fazer da igreja de Speaks a nossa base.
A missão continuaria por uma caminhada de 5h28 até à igreja de Mount Pilgrim, a base inimiga simulada pelo exército americano. Teríamos que invadir essa base inimiga sem ser detectados e conquista-la. Estava entusiasmado com essa nova missão treino, só queria dar o melhor de mim e no fim ir banhar-me no lago de Houston.

Era para ser mais uma missão treino no estrangeiro. Agora Capitão de uma equipa de seis paraquedistas, sendo eu o sétimo, as responsabilidades eram bem maiores. Desta vez, do início até ao fim, o dever destes homens era de me seguir.
Estávamos todos prontos e equipados para começar a nossa missão. A luz dentro do avião militar passava de vermelho a verde. Esse era o sinal de que era hora de fazer o grande salto. Para dar o exemplo ao meu pelotão, eu era o primeiro a saltar.
Saltava e caía a uma velocidade louca. A 12’000 metros de altura o frio é enorme mas a sensação de liberdade e a adrenalina é tanta que misturado com o treino o corpo não sofre mais com este frio. Virava-me de costas para o solo e contava os meus companheiros. Um por um, constatava que todos tinham saltado. Estávamo-nos aproximando do solo rapidamente, e ao meu sinal, abrimos todos ao mesmo tempo os nossos paraquedas. Com rotas sincronizadas, seguimos em direção ao cemitério de Speaks. Após alguns minutos nos paraquedas a nossa primeira observação do terreno estava feita. Ninguém por perto.
Ao mesmo tempo nós sete pousámos no chão, formando um círculo de 20 metros de diâmetro. Retirámos rapidamente o nosso paraquedas e sacámos os nossos SIG-552 para estar prontos para uma qualquer eventualidade.
Após um primeiro reconhecimento, dirigimo-nos até à igreja de Speaks e fizemos dela a nossa base. Dormimos até chegar à noite, e às 23h acordei o resto do pelotão. A marcha ia começar. Preparámos os sacos pesando uns 15 quilos e começámos a marchar todos juntos até à igreja de Mount Pilgrim.
No meio da noite, com alguns 2 a 5 graus apenas, apenas com as lanternas nos iluminado, fizemos uma marcha de  5h35 até à dita igreja. Furtivamente começámos a simulação do assalto. Como estavam de turnos, os soldados inimigos estavam muito reduzidos a esta hora da madrugada. Com uma tática militar bem conseguida, conseguimos adentrar sem sermos vistos dentro da igreja. Avançávamos devagar e algo não estava bem. Ainda não tínhamos encontrado ninguém nesta simulação, o que era estranho. Avançávamos juntos e devagar até que adentramos numa sala e vemos uma dezena de pessoas ajoelhadas à volta de algo, fazendo barulhos estranhos como se de monstros se tratasse. Ao meu sinal, disparámos todos as nossas balas fictícias em direção a esta dezena de pessoas ajoelhadas. Estes disparos entoaram em toda a igreja e os corpos se levantaram lentamente, fazendo ainda mais barulhos estranhos e começaram a vir em nossa direção. Havia muito pouca luminosidade, eram perto das 4h da madrugada e as únicas luzes que havia era as das nossas pequenas lanternas fixas nos nossos capacetes militares. Mal conseguíamos observar o que estava vindo na nossa direção, falei ao meu pelotão para ficar atento e se preparar para um ataque surpresa. As pessoas continuavam vindo cada vez mais rápido na nossa direção de uma forma desastrosa com os braços estendidos e os barulhos estavam cada vez mais fortes. Quando se aproximaram o suficiente pude aperceber que estavam todos cobertos de sangue e com caras desfiguradas, como se de mortos vivos se tratasse. No exato momento que me apercebi que não eram pessoas no seu estado normal gritei –“Retiradaaa!!” -
Começámos todos a correr organizados até à saída da igreja. As lanternas iluminavam muito pouco naquela escuridão e à velocidade que estávamos correndo era ainda mais difícil conseguir analisar o caminho que deveríamos tomar até à saída. Um Furriel tropeçou e caiu. Dando conta que ela tinha caído voltei para trás e gritei – “Cubram-nos!!” –
Peguei no braço do jovem Furriel e as pessoas cheias de sangue estavam chegando sobre nós. Saquei a pistola da coldra e apontei para eles falando –“If you come closer I will shoot you!” –
A pistola estava sempre carregada com balas reais, no caso de haver uma emergência, não era necessário trocar de munição.
As pessoas ensanguentadas não paravam. Sempre fazendo aqueles barulhos estranhos eles estavam cada vez mais perto. Consegui levantar o Furriel e arrasta-lo uns dois metros até ele começar a correr pelo seu próprio pé. Numa corria na obscuridade continuámos a tentar encontrar a saída daquela igreja, quando ouço um camarada gritar de agonia.
O Sargento que estava à frente tinha embatido numa outra pessoa ensanguentada que não tínhamos visto ao entrar na igreja. O seu pescoço estava a ser devorado por alguém completamente desfigurado, cheio de sangue. Era difícil de acreditar, não conseguia perceber o que estava acontecendo. Por reflexo e sabendo que havia uma dezena de loucos atrás de nós, peguei a pistola e atirei na cabeça do devorador de pescoços. Abatendo-o o Sargento caiu no chão. Sangue estava jorrando do seu pescoço e ele estava perdendo uma quantidade enorme de sangue em poucos segundos. Gritei – “Formação Lambda!!” –
Logo o pelotão se colocou à volta do Sargento e eu, cada soldado tinha sacado a pistola da coldra e estava cobrindo um ângulo. Nesta formação, eles estavam prontos a atirar em qualquer um que se aproximasse de mais de 3 metros.
- “Avancem até à saída, estamos quase lá!!”- gritei novamente
Peguei no Sargento ferido e coloquei-o nas minhas costas. Corremos até à saída e finalmente a alcançámos. O Tenente falou então –“Capitão, há aqui uma escada para subir para o teto da igreja”-
Respondi –“Vamos subir para o teto e recolher a escada logo que todos tenham subido! Enquanto subo com o Sargento Lancaster nas costas, protejam-nos, e não hesitem em matar! Os que chegam ao teto ajudarão a proteger os últimos que ficam em baixo. Rápido!”-
Comecei então a subir a escada. Ela devia fazer uns 14 metros. Subia com um companheiro nas costas, segurava-o com uma mão e com a outra subia a escada. Dava uma olhada em baixo e via que o pelotão começava a disparar. Estavam cercados por umas duas dezenas de loucos fazendo aqueles barulhos macabros e tentando devora-los. Não conseguia raciocinar direito no meio de tanta adrenalina, mas começava a pensar como era possível estas pessoas estarem todas loucas por devorar humanos, e porque estão elas desfiguradas, e como é que eles continuam avançando mesmo vendo os da frente ser abatidos pelo meu pelotão? Eram perguntas a mais para serem respondidas naquele momento.
Um segundo companheiro começava a subir enquanto os que estavam em baixo continuavam a abater os loucos ensanguentados. Chegando ao telhado da igreja pousei o Sargento ferido, saquei da minha pistola e comecei a disparar neles, permitindo aos meus companheiros de subir. Quando um chegava ao teto, sacava da pistola e continuava matando. Mas eram tantos avançando sem temer a morte que o último a ficar em baixo não conseguiu chegar à escada. Começou a ser devorado enquanto nós continuávamos a mata-los, mas a precisão a do telhado até ao solo era bem reduzida pois as lanternas não conseguiam iluminar quase nada chegando ao solo. Os loucos estavam ocupados devorando o Furriel que tinha caído antes dentro da igreja, e era a oportunidade perfeita para pegar na escada e pousa-la em cima do telhado antes que alguém derrube ou tente subi-la.
Enquanto fazia isso o Tenente, enfermeiro de profissão, declarava-me a morte do Sargento Lancaster. –“Fuck, fuck, FUCK”- falava eu desesperado e quase não acreditando no que estava a acontecer ao meu pelotão.
Retirei o casaco ensanguentado do Sargento Lancaster e coloquei-o em cima do rosto dele, para tapá-lo. –”Ok everyone, vamos esperar até de manhã. Se não conseguimos ver o que estamos realmente enfrentando, não vamos conseguir saber como combate-los. Isto não faz parte da simulação, isto é bem real senhores. Tentem descansar, apaguei as luzes e esperem o céu esclarecer. Até lá, não quero barulho nenhum!”-
Estava interessado por perceber estes sons estranhos que eles faziam devorando. Mais o tempo passava, mais os barulhos diminuíam. Após uma ou duas horas tentando perceber o porquê destes loucos fazerem estes barulhos, comecei a ouvir o mesmo barulho vindo do telhado. Já quase fazia dia e estavam todos dormindo. Aproximei-me então dos meus homens e apercebi-me que o barulho vinha do corpo do Sargento Lancaster. Saquei a minha faca militar e retirei num gesto a casaca do rosto dele. Ele estava com uns olhos vermelhos, um olhar sem alma nenhuma. A boca estava toda escura e ela tentava alcançar-me estupidamente com os seus braços. Abaixei-me e plantei a faca no abdómen dele. Sem mostrar qualquer reação, continuei a plantar varias vezes a faca militar nele, mas não parecia sentir o que quer que fosse. Decidi então plantar a faca na cabeça dele. Finalmente tinha parado de se debater. O Sargento Lancaster tinha voltado à vida, e estava a fazer a mesma coisa que os que estavam em baixo. Eu não estava entendo bem o que se estava a passar, mas já estava suficientemente dia e decidi então acordar o meu pelotão e explicar-lhes o que tinha acontecido. Tinham dificuldades a acreditar, mas quando mostrei de novo o cadáver do Sargento Lancaster eles começaram a acreditar que ele tinha “voltado à vida”.
-“Bom, agora que faz dia, vamos poder observa-los e descer. A missão mudou completamente, não consigo contactar ninguém com o telefone de emergência. Há uma vila chamada El Campo a Sudeste daqui. Se conseguirmos encontrar uma viatura estaremos lá em 20 minutos. Poderemos pedir um telefone lá e avisar o que se está a passar aqui. Se não encontrarmos nenhuma viatura, preparem-se para uma caminhada de 5h. Para os que são crentes, rezem por uma viatura... Preparem os SIG-552 com munição real. Disparem apenas se tiver mesmo de ser, tentem não fazer barulho. Estranhamente, eles estão dispersos e parecem nos ter esquecido. Começo a suspeitar que como o Sargento Lancaster, eles morreram e voltaram à vida de uma maneira ou de outra... Bom, preparem-se!”-
Peguei então na escada e coloquei-a contra o solo. Desci em primeiro fazendo o mínimo de barulho possível. Fiquei atento com a minha faca militar para matar se algum morto-vivo tentasse vir até mim. O Tenente desceu e ficou ao meu lado, pronto com o seu SIG-552.
O terceiro companheiro começou a descer mas na metade da escada ele escorregou e fez uma queda de 8 metros. Ao cair gritou de agonia, olhei para ele e pude ver as pernas dele completamente partidas, uma para cada lado. Os gritos de agonia despertaram os mortos vivos e eles logo começaram a vir na nossa direção. Eram muito então decidi pegar no meu SIG-552 e comecei a disparar neles junto com o meu Tenente. Os dois que ainda não tinha descido subiram de novo a escada para cima do telhado. Gritei então –“O que estão a fazer vocês os dois? Desçam e ajudem o vosso companheiro!”-
Um deles respondeu –“Isso é suicídio! Nos vamos ficar aqui até a ajuda chegar! Boa sorte Capitão!”-
Naquele momento pude perceber que eu e o Tenente estávamos sozinhos com o Furriel que tinha as pernas completamente partidas. Enquanto o Tenente continuava a metralhar os mortos-vivos corri para pegar o Furriel às costas. Ele continuava a gritar de agonia. –“Vamos procurar um carro Tenente!”- gritei eu. –“Cubra-nos!”
Comecei então a correr em direção à entrada principal da igreja. À frente da entrada estava um pick-up Chevrolet Blazer tentei correr até ele mas estavam muitos mortos-vivos à nossa volta. O Tenente estava ficando sem munições e os mortos-vivos estavam quase me alcançando. Sem outra solução, tive que deixar o Furriel cair no chão, para ser devorado e fazer-nos ganhar tempo. Ou era isso ou eu morria junto com ele, era impossível conseguir evitar tantos mortos-vivos com alguém às costas.
Peguei no meu SIG-552 e comecei a metralhar para abrir caminho até ao Pick-up Chevrolet. Correndo desesperadamente conseguimos chegar até ele. Estava aberto e entrando pude constatar que a chave estava na ignição. Isto sim era um pouco de sorte em tanto azar! Mas os mortos vivos estavam cada vez mais perto. O Tenente tinha acabado as suas munições e o Pick-Up não pegava. O motor de arranque não reagia. Tínhamos que o empurrar para puder fazê-lo pegar. Dei a minha SIG-552 ao Tenente para ele metralhar enquanto empurrava com a outra mão, eu iria empurrar e tentar dar à ignição para o motor pegar. Começámos a empurrar, os mortos-vivos estavam cada vez mais perto. As munições da minha arma também tinham acabado e os mortos-vivos estavam alcançando o Tenente. Ele agora estava empurrando com uma mão e tentando defender-se com a outra tentando evitar que os mortos-vivos o mordesse. Mas era impossível para ele conseguir evitar o inevitável. O pick-up tinha atingido uma certa velocidade mas podia não ser suficiente para o fazer pegar. Olhava à minha direita e via o Tenente ser pego pelos mortos-vivos. Sozinho não conseguiria fazer o pick-up ganhar ainda mais velocidade. Era agora ou nunca, que tinha de fazer este pick-up pegar. Saltei para dentro e dei à ignição. Coloquei a terceira velocidade para o esforço na caixa de velocidades ser o mínimo possível, e o motor pegou!
Tive apenas tempo de acelerar o máximo que pude, pois um morto-vivo estava à minha esquerda, tentando morder o meu braço pela janela... Um segundo mais tarde e ele tinha conseguido morder o meu braço... Olhei para o retrovisor e vi uma horda inteira de mortos-vivos atrás de mim, caminhando. Peguei na minha bússola militar que tinha num bolso e segui em direção ao Sudeste...

Tinha perdido quatro homens, e os outros dois estavam no telhado de uma igreja, rodeados por uma horda de mortos-vivos extremamente perigosos. Felizmente que o depósito de gasolina estava cheio neste pick-up Chevrolet Blazer. Controlei a ver se tinha munições que tinham sobrado na minha pistola militar, mas ao tira-la da coldra deixei-a cair pela janela do pick-up, e sem ter hipótese passei por cima com a roda do pick-up. Agora, já não tinha nenhuma arma...

Após uns 20 minutos na estrada, não tinha cruzado ninguém na estrada.
Chegava finalmente à entrada da vila de El Campo, mas a única coisa que eu via eram mortos-vivos. Não conseguia encontrar ninguém normal. Estava um caos na estrada, alguns imóveis estavam em fogo... parecia que o apocalipse estava acontecendo. Sem possibilidades de parar em El Campo, a não ser que eu procurasse a morte, não podia encontrar ajuda ou um telefone... Os dois que decidiram ficar no telhado da igreja tinham agora que esperar a ajudar de outra pessoa. Sem outra escolha, eu dirigia-me para Este, onde se encontrava a Cidade de Houston. Tentava evitar a estrada principal, pois estava um caos e não queria encontrar uma estrada barrada. A minha única esperança agora era encontrar uma Houston segura e com pessoas que possam explicar-me o que está acontecendo...



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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Abigail Winters em Sex Dez 11, 2015 12:21 pm


avaliando
a morte é apenas o começo


Lucy Heartphilia: Olá, moça. Devo parabenizar você pela incrível história :D Um tanto curta e carente de detalhes, mas bem condensada e fácil de enteder. Gostei bastante da sua iniciativa e da forma como conduziu sua trama até o apocalipse. Parabéns, sobrevivente.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 15/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 100 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

Alyna Matthews: Que bacana, uma ficha de criança sobrevivente :D Olha, eu amei a história, o envolvimento dos personagens com a Alyna e todo o desenrolar a história. Sua narrativa é impecável e simplesmente sensacional. Bem-vinda.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 10/10

— Recompensa total: 100 exp + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.

David Hellström: Hey, cara. Olha, seu personagem é super interessante, devo ressaltar. A história é muito boa e estruturada de uma maneira genial. Porém, a falta de espaçamento entre os parágrafos deixou a leitura um tanto confusa e complicada. Tente melhor isso durante seu tempo no fórum, ok? Bem-vindo.

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 10/15
— Ortografia e Organização: 10/10

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Mariana A. Lima em Dom Dez 13, 2015 3:47 pm

atualizado!

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Nosvit em Qui Jan 07, 2016 7:00 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Maximilian King


❖ Características Físicas:

Maximilian é um homem de 24 anos, nascido na cidade do Corona, na Califórnia, tem 1,83 de altura, cabelos negros e uma barba por fazer de mesma cor, de olhos verdes acinzentados, que eram sempre motivo de elogios, que também se estendiam ao seu sorriso que dava por vergonha pelo elogio anterior. Com um físico forte, Max tem músculos bem definidos, o que se devia tanto ao jogo que praticava quando estava na escola (Rugby) tanto ao tempo que passava na academia.


❖ Características Psicológicas:

Max sempre foi um garoto, atencioso, simpático e tímido, por esse motivo, durante a sua infância ele passava o seu tempo entre a escola e a sua casa, sempre com poucos amigos, mas sempre os melhores, com o passar do tempo, sua confiança foi aumentando, mas ainda fica vermelho com um pimentão quando vira o centro das atenções. Sua principal virtude é a fidelidade, e por isso o mesmo cobra dos outros a mesma coisa, se não podemos cofiar uns nos outros em quem poderemos confiar.


❖ História do Personagem:

Eu levava um homem desconhecido para dentro do meu abrigo, por que que eu sempre faço isso? eu deveria ter deixado ele morrer não é? eu deveria pensar em mim antes de outra pessoa? droga! é... parece que ele está acordando.
- Quem... é você?
Comecei a olhar o ferimento da perna dele, e estava feio.
-É difícil de lembrar do passado quando nos preocupamos tanto com o presente, mas eu vou tentar, meu nome é Maximilian, nasci em 11 de junho, em Corona, meus pais ainda moravam lá quando... isso aconteceu. Meu pai era um corretor imobiliário, e minha mãe dona de casa, afinal ela não podia trabalhar, um dia durante a volta do trabalho, ela foi atropelada por um carro, e isso impossibilitou ela de andar por 2 anos e assim ela nunca pode voltar a fazer o que gostava, ajudar as pessoas no hospital. Aliás, foi por isso que eu decidi entrar em medicina, isso foi quando eu me mudei pra Berkeley aos 17, espera isso vai doer, respire fundo, e quando eu disser 3 eu vou puxar, 1...3!- a ponta de flecha que estava na coxa do homem saiu e com ela muito sangue - saiu, mas faça pressão enquanto vou buscar uma gaze. - Fui para a outra sala, eu havia visto que havia um kit de primeiros socorros lá com certeza teria uma gaze ali, abri, e peguei algumas gazes e faixas e voltei para perto do homem.
-Voltei, onde foi que nós paramos mesmo? Ah! Berkeley, essa foi uma das melhores fazes da minha vida, você sabe, jovens sem pais, bebidas, e San Francisco a apenas 30 minutos de distância, não me lembro quantas vezes eu dei PT no meu ano de calouro. Betty, Shane, Joey, Kitty - listando os meus amigos lembrei-me de Cristopher e fiquei um pouco triste e com raiva por tudo aquilo estar acontecendo- Cristopher... será que eles... - eu ia dizer, mas não quera acreditar, não eles não estavam mortos, não havia como. - Droga! porque essa coisa tinha que acontecer.- Terminando o curativo da coxa, iria cuidar das costas do ferido - Vire as costas agora, terminei na sua coxa. -tinham 2 flechas nas costas do individuo, aquilo não seria tão normal no meu tempo de estágio, mas agora eram outros tempos - Você já ouviu que não se traz uma faca pra um tiroteio? então funciona para arco e flecha também, que bom que você não tirou elas teria sido pior, vamos lá, eu e você sabemos que isso vai doer, e o "no 3" não vai funcionar de novo então coloque isso na sua boca, 3..2..1...agora! - aquilo deveria ter doido muito, ele estava realmente sofrendo, dava para ver na sua cara - Calma que falta mais uma, e agora! - Eu retirei a segunda, e em meio ao sangue coloquei o meu dedo, iria doer mas era o unico jeito que eu tinha no momento de verificar o quão fundo havia entrado a flecha, quando cloquei o dedo senti que as duas flechas mal tinham arranhado suas costelas, mas ele deu um pequeno grito - Isso, chama mais atenção os monstros lá fora não ouviram você não. Agora levante o tronco, você teve sorte, a pessoa que atirou isso não sabia usar um arco, vamos lá, segure isso. - Dei a ponta de uma das faixas para o mesmo segurar, enrolei seu corpo na faixa, mais e mais apertado para conter o sangramento.
- Está apertado.
- Apertado? não o suficiente.Terminei
- Está doendo.
- Você recebeu 3 flechadas, é para estar doendo.
- Obrigado, meu nome é Brent.
- Não foi nada
- Onde você estava quando, tudo aconteceu?
- Cala a boca você tem que guardar energia.
-Conversar ajuda a tirar a dor da mente.
-Tudo bem Quando tudo aconteceu? Eu estava voltando do meu estágio, estava no ônibus indo para a faculdade, ainda faltavam alguns quilômetros, quando o ônibus parou, era um engarrafamento, eu vi que tinham pessoas correndo do lado de fora, muito desesperadas, fui pro final do ônibus, e pedi que abrissem a porta, primeiro eu pensei que fosse um ataque terrorista, mas parecia ser uma coisa maior, talvez um tsunami, então eu corri, nem preciso dizer que hoje eu desejo que tivesse sido um tsunami, então enquanto estava correndo e olhando para trás com minha mochila nas costas, depois de um tempo, eu parei num beco para descansar, se fosse um furacão ou tsunami, já teria me atingido e foi quando eu vi um deles pela primeira vez. - Ao lembrar do primeiro walker que vi dei uma risada, não por ser engraçado, mas eu já tinha enfrentado muitos mais deles, e aquele tinha me assustado quando me atacou- Era um daqueles mais bonitinhos, se é que tem como eles serem bonitos, todos os membros, a não ser um olho pendurado, pensei que ele era uma pessoa normal, e me aproximei para ajudar, depois que ele avançou para me atacar eu não pensei duas vezes, chutei-o na barriga, e corri, quando olhei em volta eles já estavam atacando várias pessoas e eu corri mais uma vez, olhava para todos os lados sem saber o que fazer, então foi que eu avistei Linda e John, eles estavam tentando abrir um bueiro, cheguei perto deles e ajudei, com nós 3 juntos, foi fácil abrir o bueiro, entramos e seguimos lá por dentro até achar uma saída, o que levou um tempo, é engraçado como fazemos amizade fácil em situações extremas, não é? Dai nos separamos, e nunca mais os vi.
- Como você so...
- Como sobrevivi todo esse tempo? bem acho que como todo mundo, mas minhas habilidades em medicina com certeza me ajudaram.
- oque você vai fazer comigo agora?
- Eu tenho que cuidar de você não é, isso não vai se curar em algumas horas não, deve levar 1 mês ou 1 mês e meio, isso se você não perdeu muito sangue antes de eu te encontrar, se isso aconteceu, você vai morrer, e eu terei que te matar, agora cala a boca porra!, você tem que descansar.


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Italico: falas de outro personagem
Negrito: minhas falas
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- Oi, bem não entendi bem como funcionam as perícias, mas vi que podemos conseguir algumas, se não for dessa forma ou se estiver alguma coisa errada podem me falar por MP por favor?
-acho que ficou bem claro o que eu vou querer como especiazação né XD
-pelo que vi são no máximo 4 não é  então vamos lá:
~>Perícia em armas pequenas e laminadas de curta distância(1/5)
~>Perícia em armas pontiagudas de pequeno porte e longa distância(1/5)
~>Perícia de habilidade manual(1/5)
~>Agilidade(1/5)

se a ultima não poder ser colocada pode colocar a pericia em luta corpo a corpo.
-pergunta: eu posso ganhar mais 3 perícias fazendo a ficha de especialização correto?
-é isso muito obrigado.
[/i]


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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Lindsey Johnson em Seg Jan 11, 2016 6:02 am


avaliando
a morte é apenas o começo


Maximilian King: Olá, Max! Gostaria de dizer que você escreveu um ótimo post. Cumpriu todos os pontos adequadamente e criou uma história bem interessante (adorei o modo como contou sua antiga vida através das falas). O único problema foi o uso da vírgula, que você errou várias vezes. Leia seu texto com mais atenção antes de postar ou então dê uma procurada sobre as regras do uso da vírgula, vai ajudar. Só mais uma coisa: aumente o espaçamento estre os parágrafos, por favor. A falta dele deixou o post meio confuso às vezes. No mais, foi uma boa ficha. Parabéns!

Sobre as perícias, você poderá obter mais informações neste link (aqui). E não. Você não ganha mais perícias ao fazer a ficha de especialização. Ela serve para você entrar em um "grupo" (acampistas, atiradores de elite, analistas, curandeiros, armas brancas, etc.). Se você será um curandeiro, você poderá desenvolver mais uma perícia de curandeiro do que um acampista poderia, por exemplo. Espero ter ajudado. Se ainda houver dúvidas, mande uma MP.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Jade Collins em Seg Mar 28, 2016 2:30 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Jade Cassidy Collins

❖ Características Físicas:

Jade possui longos cabelos castanhos escuros, geralmente ela o mantém preso em uma trança para que não a atrapalhe enquanto se movimenta. Seus olhos são igualmente escuros, contrastando perfeitamente com a pele clara. Tem sardinhas no rosto, as quais seu pai comparava com as constelações de estrelas. Se considera alta, apesar de não ter mais que 1,65. Ótimo porte físico adquirido com horas praticando boxe e nas caças habituais com seu pai.

❖ Características Psicológicas:

Apesar de ter aparência angelical, Jade é inicialmente ríspida e muito conhecida pela língua afiada. Perspicaz, tem uma capacidade incrível de pensamento rápido e de moldar-se em situações desafiadoras.
Por ser muito desconfiada desde sempre, Jade não é de fazer muitos amigos e isola-se ao máximo quando está em grupos maiores de pessoas que não conhece. Prefere realizar suas tarefas sozinha, pois não gosta de receber ordens e nem de ter que preocupar-se com mais alguém além de si mesma.
É bem humorada quando lhe apetece, geralmente sendo bastante sarcástica. Embora seja um pouco fria, Jade é leal e sabe ser amistosa quando necessário. Dificilmente Jade perde o controle, é muito calma e gosta que as coisas fiquem bem esclarecidas antes de partir para cima.

❖ História do Personagem:

- Desse jeito você nunca vai conseguir pegar um cervo. O pai de Jade apareceu do nada fazendo a garota soltar a flecha antes da hora. – Jade, você precisa puxar mais a corda, manter a postura firme e focar na mira. O senhor de barba rala e olhos verdes se aproximou da garota fazendo-a apontar o arco mais para baixo. – O que está acontecendo com você?

-Eu não sei. Jade disse levantando-se colocando o arco no chão. – Acho que são essas coisas que estão acontecendo ultimamente.

- Você sabe que isso vai passar. Sempre passa. Disse o Sr. Collins fazendo sinal para a garota pegar o arco novamente. – Veja bem, você e o arco são uma coisa só. O homem disse enquanto Jade apontava para alguma coisa através dos galhos. – Precisa saber a hora certa de soltar... Ele foi diminuindo o tom da voz até que o som da flecha cortando o ar foi a única coisa que se pode ouvir além do barulho dos pássaros.

– Parece que acertou alguma coisa. Falou o pai da garota orgulhoso seguindo rapidamente a mesma direção que a flecha havia feito. Jade ficou para trás observando alguns rastros estranhos pelo chão, parecia que alguma coisa havia se arrastado por ali mais cedo. – JADE. A garota ouviu o grito de seu pai e disparou por entre as arvores, chegando até mesmo arranhar seu rosto com alguns galhos.

- Pai, você está bem? – Perguntou se aproximando de seu pai que estava de joelhos, parecia que ela havia acertado uma pessoa. – Merda, merda, merda. Será que eu matei? A garota bradou até se aproximar e ver que havia acertado a flecha bem no olho esquerdo. – Isso... isso não é uma pessoa. Jade comentou segurando o braço de seu pai para ele sair de perto. – Pai, são aquelas coisas. Disse observando o sangue espalhado pelo rosto deformado, a pele dos braços parecia ter sido mastigada e aquilo emanava um cheiro ruim. Cheiro de morte.

Os dois começaram a ouvir barulhos e gemidos não muito distante de onde eles estavam. Jade colocou o dedo indicador sobre os lábios para seu pai não fazer barulho, mas foi em vão, o senhor acabou dando um passo para trás caindo sobre o corpo putrefato soltando um grito de susto.

– Vamos, precisamos sair daqui agora. Jade falou ajudando seu pai a levantar, eles começaram a andar na direção contraria do barulho, mas quanto mais eles andavam mais conseguiam ouvir. – Pai, eu vou atrai-los para trás e você aproveita para sair daqui. A garota disse preparando seu arco para matar mais um zumbi que se aproximava.

- Eu não vou te deixar aqui sozinha. Sr. Collins puxou sua faca da bainha, olhando atentamente para Jade enquanto a mesma pegava a flecha que havia lançado no zumbi.

- Não temos tempo para discussões, Pai. Jade atirou em mais um zumbi. – Eu tenho um plano. Quanto mais tempo eles ficavam parados, mais zumbis se aproximavam deles. Não era a primeira vez que isso ocorria, mas nunca foram tantos como agora. – Vai para a casa, pega as coisas de emergência que eu vou atrair essas coisas mais para lá. A garota apontou para o meio da mata. Eles não estavam tão distantes da casa abandonada que conseguiram e esse era o medo dela, se deixasse eles os seguiriam até em casa.

- Tudo bem, querida. O pai de Jade disse dando um beijo rápido na testa da garota. – Pega. Ele estendeu para ela uma Glock, ela aceitou ainda hesitante.

Assim que Jade fez um sinal, seu pai saiu correndo em direção da casa, ela por sua vez começou a bater nas árvores e fazer barulhos mais altos para atrair a atenção dos zumbis.

- AQUI RAPAZES. Ela gritava balançando um galho com força. Jade fez o caminho inverso do seu pai, ainda puxando o galho grande e falando alto. Não demorou muito para alguns zumbis estarem atrás dela.

Jade tirou do bolso de sua jaqueta um cantil que continha um pouco de Whisky vagabundo, enquanto andava fazendo barulhos ela rasgou sua blusa e a amarrou na ponta de uma flecha. Derramou um pouco de bebida sobre o galho que havia trazido e escondeu-se mais à frente de onde estavam os zumbis. Embebedou a ponta da flecha e tirou o isqueiro de seu bolso da calça. Jade preparou a flecha no arco e a acendeu, mirando no galho, no mesmo instante iniciou-se um pequeno incêndio que logo tomou proporções maiores. Os zumbis se atraíram para o fogo, muitos inclusive entrando em combustão. A garota aproveitou para atirar nos que pegavam fogo e os últimos que sobraram ela os matou enfiando a ponta do arco em suas cabeças.

- Foi moleza. Jade sussurrou para si mesma enquanto acendia um cigarro. Ela andou em passos rápidos até sair da floresta. Sorriu quando viu a casa, mas seu sorriso se desfez ao ver que haviam alguns zumbis entrando.  

A garota correu o mais rápido que pode até conseguir ver perfeitamente a entrada. Conseguiu contar cinco de onde estava. Andou sorrateiramente até conseguir ver pela janela, parecia estar tudo tranquilo. ‘’ Talvez ele esteja trancado em algum dos quartos’’ pensou. Jade preparou seu arco e atirou em um de cada vez, nos que não dava tempo ela enfiava a flecha com as próprias mãos quando eles se aproximavam. Ela subiu a escada devagar, seguindo um rastro de sangue.

– Pai? Sua voz saiu baixa, ela continuou andando até a porta que estava entre aberta. Jade empurrou a porta com mais força, apontando a Glock para o que quer que estivesse ali. Ela viu seu pai escorado na cama todo ensanguentado, ele já parecia desacordado. – Meu Deus, pai. A garota disse aproximando-se assustada, ela tocou se rosto e viu que ele ainda não havia morrido. E nem se transformado. – Eu vou te ajudar. Ela disse segurando o choro, sua visão já estava embaçada pelas lágrimas.

- Para. Ela ouviu a voz fraca. – Não tem mais o que fazer, Jade. Ele sorriu de leve segurando com as mãos trêmulas o braço da garota. – Eu fui desatento, não vi que um deles havia entrado enquanto eu arrumava a bolsa. O Sr. Collins disse entregando as coisas. – Ele me mordeu... não há nada que você possa fazer. Ele dizia enquanto a garota chorava sem parar. – Alias, ainda há uma coisa. Jade ouvia atentamente, ela percebeu que seu pai já estava com febre. – Não me deixe transformar numa daquelas coisas. Ele disse olhando para a arma que a garota segurava. – Eu quero que seja você a fazer isso, minha filha.  Jade estava parada perplexa, ela não conseguia dizer nada, apenas chorava. – Faça isso por mim e jamais esqueça que eu te amo, minha doce Jade.

- Não pai, por favor, não me deixa. Jade desesperou-se ao ver que seu pai já estava desacordado, ela o abraçou com força sujando-se completamente de sangue. – Eu te amo. Jade sussurrou depois de longos minutos abraçada, ela tirou a aliança que ele usava, pegou a arma e atirou na cabeça de seu pai.
                                                                                                     
[...]

Naquele dia a garota enterrou o pai no quintal da casa onde tudo havia acontecido, ela chorou ajoelhada escorando-se na cruz que improvisará com flechas. Jade botou fogo na casa, não queria vestígios do lugar.  Seu pai era a única pessoa no mundo com quem se importava, agora ele estava morto como o restante de sua família. Evitava pensar no futuro, ela sabia que não havia mais um futuro, passou a vagar pelos lugares sem fixar-se a nenhum deles. Jade mascarou suas dores tornando-se alguém fria, mas ela sabia que se quisesse continuar viva, era assim que ela deveria se manter.


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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Noah B. Hastings em Sex Abr 15, 2016 11:57 am


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a morte é apenas o começo


Jade Collins: Jade! Estou realmente surpreso que você tenha continuado a entrar aqui. Mais surpreso ainda por ter feito as fichas mesmo quando o fórum foi praticamente abandonado por todos os seres vivos... Então, como vi você online hoje e vi que tinha feito tudo isso, não achei justo deixar você sem créditos pelo ótimo post que fez! Sim, gostei muito da história, e apenas devo ressaltar que se usa travessão no fim das falas também. Fora isso, não encontrei erros que atrapalhassem a leitura, e gostei da sua ideia de trama inicial para seu personagem.

Meus parabéns, e lamento pelo estado do fórum. Caso queira falar comigo, mande MP. Entro aqui vez ou outra para dar uma olhada, e estarei entrando ao longo da próxima semana para checar se você deu algum sinal de vida. Então... É isso! Meus parabéns. De verdade.

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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Fred Ashford em Sex Abr 15, 2016 10:39 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem: Fred{erico} Ashford

❖ Características Físicas:

Dono de um corpo bem esbelto, o que mais chama atenção nele são seus olhos negros e o cabelo da mesma cor. A barba bem delineada é mais um ponto de referência em sua beleza física.

Usa sempre uma camiseta preta esfarrapada com um emblema do país, talvez demonstrando patriotismo. Uma calça jeans também lhe cai muito bem, assim como a jaqueta de couro que usa.


❖ Características Psicológicas:

Talvez a parte mais complicada sobre ele. Ele tem muitos medos, principalmente na parte que se refere a irma. Depois do evento infortuno dos zumbis, seu pensamento de moleque foi-se junto da irmã, quando ela seguiu o pai.

Fred ainda tem esperança de encontra-los, e fará o que for necessário para fazer isso.


❖ História do Personagem:

star perdido em algum lugar nos Estados Unidos, não ajudava em nada perante a situação em que Fred se encontrava. Sob a proteção de uma casa simples e desprovida de suprimentos. Um facão e um canivete, que encontrara nesta mesma casa, eram suas únicas companhias depois da praga funesta que atingiu o país.

Olhar pela janela e ver milharais inteiros apodrecendo por falta de cuidados, causavam-lhe medo. Cadáveres de animais fedendo e, até mesmo, pessoas com seus corpos putrefatos, faziam-no permanecer dentro daquele lugar que lhe enlouquecia.

- Ágatha com certeza está pensando em ir para o Shopping - Disse ele com ironia. - Espero que não vá... - continuou falando.

Agarrou a arma laminada e colocou na bainha de couro que estava em sua cintura. O canivete, já fechado, encontrava-se dentro do bolso da calça jeans. A jaqueta de couro cobria a camiseta suja de suor e barro. Uma faca pequena de cozinha estava sobre a mesa da sala, o que de fato ele pegou.

- Vai ajudar em alguma coisa... - Falou incrédulo.

Encaminhou-se até a porta e tocou a maçaneta.

Um fleshback horrendo do início daquele maldito evento infortuno começou. Jovens, velhos, crianças - até cortados ao meio - andando com o corpo quebrado, rasgado e com um odor pungente de podre querendo comer os vivos. A carne em decomposição enojava qualquer um que visse, ou sentisse seu fedor.

Soltou a maçaneta e respirou fundo, ainda assustado. Olhou pelo vidro da janela as plantações destruídas e muitos corpos sobre a grama queimada. As nuvens negras eram o cartão perfeito dizendo para não sair, mas mesmo assim ele insistiu em seu instinto familiar.

Novamente tocou a maçaneta da porta. Dessa vez não voltou ao tempo. Abriu a porte e respirou fundo. Infelizmente cometeu um erro, o odor fúnebre invadiu seus pulmões e quase o fez vomitar. Caminhou até o carro e checou a porta, estava trancada, mas a chave estava na ignição. Com o cabo do facão, destroçou o vidro e fez ecoar o som frio e barulhento do alarme.

É, com certeza ele estava fodido.

Tentou desligar rapidamente o alarme, mas demorou um pouco por conta do nervosismo. Tentou ligar o carro, mas não adiantou muito, o automóvel estava sem gasolina. Quando saiu, percebeu que não estava tão sozinho quanto pensava.

- Carro filho da puta! - Xingou e chutou. - Maldito alarme.

[...]

Não eram mais de quinze, mas era demais para uma pessoa só.

Fred notou-os por conta de seus gemidos esquisitos que odiava escutar. Agarrou seu facão e dentre todas suas alternativas, ele escolheu a mais covarde, fugir.

Os zumbis seguiu para o norte, logo atrás do sobrevivente apavorado. Por mais que estivesse enfrentando aquelas pragas há quase um ano, ele ainda não se acostumara (nem acostumaria) com o fato de fugir de mortos-vivos.

- Malditos! - Brandou irritado e ofegante em quanto corria

Ofegante, e com medo, adentrou numa floresta, quase que, completamente morta. As árvores secas e sem vida materializavam em sua frente sem ao menos pedir-lhe licença. Ele até chegou a imaginar que estas tentavam agarrar-lhe com os cipós repleto de espinhos.

Seria uma inverdade se dissesse que o garoto passou sem deixar rastros, tanto de sangue quanto de galhos e raízes quebrados.

Talvez a floresta estivesse irritada de sentir que estava sendo destruída pelo facão e então arranhava o jovem com seus espinhos. Não chegavam a ser cortes profundos, eram apenas arranhões, não muitos, mas ardiam um pouco, ele rezava para que aquelas árvores não fossem venenosas.

Enfim conseguiu passar pelas incontáveis árvores diabólicas que machucaram-lhe tanto. Entretanto, ainda não livrara-se do grupo insistente de zumbis.

Certo, ele passou pela parte mais complicada da floresta, mas ainda não estava fora de perigo. Estava numa clareira não muito iluminada, às suas costa havia um grupo de zumbis se aproximando e à sua frente encontrava-se uma floresta densa com folhagens de um verde belo. Pensou em admirar mais, mas não estava muito bem com a ocasião, quem estaria? Então só lhe restou correr.

[...]

Novamente pensou estar fazendo a escolha certa, só que não.

Correndo em direção de lugar nenhum, acabou pisando em falso - ou quase isso. Alguém puxara seu pé direito, fazendo-o cair numa terra úmida e um pouco lameada. Olhou para os pés e notou a criatura apenas com a parte de cima do corpo ainda funcionando, dos pés às costelas  estava apenas com os ossos, mas o que lhe assustou mais foi o restante do corpo que estava feroz, pronto para abocanhar sua panturrilha.

Chutou a cabeça do monstrengo sinistro e conseguiu livrar-se. A faca mais improvável de matar algum zumbi foi enterrada na têmpora do tal homem (?) putrefato que tentou mordê-lo. Arrancou a faca e a limpou na camiseta. E novamente correu.

Seus passos eram rápidos, mas mais cuidadosos que antes e estaria perdido se não encontrasse uma pequena cabana no meio da floresta. Saltou uma pequena cerca improvisada e chegou a porta. Tentou abrir rápido, mas não teve sucesso, usou a força algumas vezes, mas a porta estava emperrada, ou alguém não queria-o ali.

O sons que as pragas faziam eram de desencorajar qualquer um, e estava se aproximando do moçoilo inquieto.

- Merda! - Xingou jogando o corpo contra a porta - Vamos logo.

Infelizmente não adiantou, e não restava outra saída a não ser matá-los novamente. Entretanto, a ocasião não era das melhores, estava cansado, com o rosto ardendo, por conta dos arranhões, e com as pernas bambas de correr. As pragas continuavam avançando, não restava muito tempo e a distância entre ele e o grupo funesto era pouca.

Deixou uma lágrima cair e sorriu.

- Ágatha - Falou vagamente e com um aperto forte no peito - Fique viva!

Sentiu o toque frio no ombro e fechou os olhos, sorriu desencorajado e logo sentiu um empurrão forte. O cheiro de suor misturado com o de pólvora o fez abrir os olhos e perceber que duas mulheres puxaram-no para dentro da cabana e seguido disso atiraram com duas pistolas cada, deixando todos os zumbis que seguiam o garoto sobre o solo frio da mata.

[...]

- Me chamo Fred - começou falando. - Fred Ashford.

- Sou Tania - Falou uma bela mulher negra de longos cabelos ondulados presos numa trança.

- E eu sou Deni - Continuou uma garota mais jovem de cabelos curtos de cor amarelada.


Adendos:
• Sei que o final ficou um pouco confuso, mas gostaria de ressaltar que foi tudo por conta da trama do Fred. Ele terá três mulheres em sua vida: Agatha Ashford (irmã) que seguiu com o pai para outro lado; Tania é uma viúva, mulher de um xerife, que luta pela sobrevivência; e Deni, uma garota simples com um sonho de que isso acabe, ou que tudo seja um sonho ruim.
• Para mais informações, ligue-se na trama da minha personagem.
•Obrigado!
Spoiler:
✶ {Faca} [Faca de cozinha inicial. É uma faca de cozinha comum, serrilhada na parte de baixo e com 15 centímetros. Seu cabo não prende tão fortemente a lâmina, podendo quebrar se muito forçado. Apesar de ser uma arma frágil, é afiada e de fácil manuseio, podendo qualquer pessoa usá-la com certa perfeição.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Administração por se cadastrar no fórum]

✶{Facão} [Possuindo uma lâmina prateada com cerca de 25,5 cm de comprimento, a arma muito bem afiada vem acompanhada de uma bainha de couro resistente que facilita tanto o acesso ao objeto quanto a movimentação portando este. Não é pesado e pode ser manejado por usuários sem muita dificuldade, mas seu uso é ampliado com a perícia adequada.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Evento de Lançamento]

✶{Canivete} [Um canivete simples com 10 centímetros de cabo e 8,5 centímetros de lâmina, totalizando 18,5 cm. Sua lâmina é considerada resistente, por mais que não possa ser forçado contra superfícies muito duras. Seu cabo é moldado em madeira rústica e envernizada com ótimo encaixa para ambas as mãos. Nele há também incluída uma pederneira que pode ser usada para gerar fogo, desde que saiba como fazer. Seu manejo não é complicado, mas melhora com perícias específicas.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Evento de Lançamento]

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Para uma mente bem estruturada,
A morte é apenas uma aventura seguinte.
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Noah B. Hastings em Sab Abr 16, 2016 12:22 pm


avaliando
a morte é apenas o começo


Fred Ashford: Fred, primeiramente gostaria de parabenizá-lo por ter pensado em uma história legal como essa para a sua trama, e pode ter certeza de que quando alguém para e pensa de verdade sobre o personagem, eu fico curioso mesmo e acabo querendo acompanhar a trama, então não me decepcione.

Sobre erros e afins, percebi que você vez ou outra coloca vírgula no lugar de ponto final e vice-versa, ainda que tenha ocorrido em apenas dois parágrafos de uma forma que realmente deixou um pouco estranha a leitura. Também existem alguns erros de digitação como: ”star” e a falta de acentuação na palavra ”irmã”. Em uma parte do texto você também escreve o seguinte:

“Os zumbis seguiu para o norte”.

Espero que se atente mais para erros do tipo, assim como mudanças de tempo verbal durante pedaços do texto e possíveis repetições desnecessárias de termos.

Fora errinhos do tipo, seu texto foi bom e coerente, ainda que os tiros no final possam atrair mais zumbis com o tempo, mas como acabou por ali, imagino que é algo a ser narrado futuramente. Tendo isso em mente, aqui está a sua avaliação:

— Coerência: 50/50
— Coesão, Estrutura e Fluidez: 20/25
— Objetividade e Adequação: 15/15
— Ortografia e Organização: 8/10

—  Recompensa Total: 93 exp  + 4 perícias (1 perícia inicial) + kit 2.
— Descontos: Nenhum.



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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Melissa Kuznetsov em Sab Abr 16, 2016 4:56 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Melissa Kuznetsov.

❖ Características Físicas:

Melissa possuí cabelos alaranjados de forma que se destacam muito uma vez que sua pele branca deixe-os em evidencia assim como seus olhos verdes, detalhes esses que tornam a garota tão única. Uma garota magra, não muito alta, nem muito baixa tendo seus 1,70. Uma aparência que não lhe foge a idade, qualquer um que vê-la dirá que ela tem entre seus vinte anos.


❖ Características Psicológicas:

Melissa é do tipo que sempre está feliz, dificilmente as pessoas a veriam mal humorada ou irritada pois nada conseguia tirar o sorriso de seu rosto, simpática, integra, leal...são algumas das características que posso citar sobre as tantas que formam a personalidade da garota. Tipica companheiro que não desiste de um amigo, sempre disposta a ajudar e o mais importante, ela acredita que realmente as pessoas são boas, que as ruins podem mudar o que a torna um tanto ingênua e consequentemente vulnerável sentimentalmente. Facilmente impressionável, não é difícil obter a atenção de uma garota que tem seus olhos brilhando mesmo com pequenas bolhas de sabão. Apesar de Melissa ter vinte e tantos anos sua alma permance como a de uma criança que ainda está descobrindo o mundo.

❖ História do Personagem:

 Melissa é uma jovem russa que se mudou para os Estados Unidos da America ainda quando estava cursando o Ensino Médio, os motivos não vem ao caso agora já que nosso foco é está garota de cabelos ruivos, não demorou muito a se adaptar ao estilo de vida dos estadunidenses e com sua personalidade extremamente fofa logo estava com muitos amigos, o que ela mais gostava de lá era o fato de pelo menos metade do ano poder sentir o calor do sol, no verão, na Rússia as coisas eram diferentes, apesar do sol estar sempre lá, no céu, seu calor não lhe atingia o que a fazia sentir que não havia calor humano naquele local, todos eram tão...frios!

 Apesar de estar num novo país Melissa se sentia em sua casa, ainda na Rússia. Sentia a necessidade de fazer coisas, coisas pelos outros, serviços comunitários, cuidar de animais abandonados e até chegou a integrar algumas ONG's. Mesmo sendo uma menina Melissa, ou Mel, como lhe chamavam chegou até mesmo a ajudar seu vizinho Caleb a consertar alguns carros, ele era um mecânico que trabalhava na garagem de casa e elogia constantemente a garota por lhe ajudar e não achar ruim sair com o rosto cheio de graxa, enfim, o que quero deixar claro é que Melissa é extremamente boa, uma pessoa com bom coração.

 Podemos dizer que isso foi apenas uma fase, logo quando terminou o ciclo escolar toda essa coisa de atenção na internet ficou para trás, Melissa se sentia...perdida! Já era cobrada por tantas coisas, "você precisa de um emprego", "você precisa de um marido, ter uma família", blá blá blá. Melissa sabia de tudo isso mas, sinceramente não aceitava crescer, não queria ter uma rotina, ela via como era a vida de seus pais, eram tão programados. Nem mesmo pareciam casados, a única coisa que dividiam era a mesma cama, pois mal parecia que um dia haviam se amado, não digo que seja culpa deles, mas...essa era a verdade!

 Sozinha, a garota tinha um local que podia chamar de "seu", era uma casa na árvore que ficava num quintal de uma casa ao sul da cidade, era lá que a garota ficava depois da aula, era fácil entrar lá já que a casa estava sem residentes, a placa de "aluga-se" deixa isso claro. O que ela fazia lá? Lia, basicamente. O que ela lia? Livros, livros de guerra, Melissa tinha uma obsessão intrigante com isso, ela era viciada em simular situações. Pensava em cada detalhe, pensava em cada passo da guerra e o que o perdedor fez de errado para ser detido? Ela simplesmente estudava táticas de guerra. Estrategista. A linha inversível de um combate [...]

 Onde ela estava durante o surto? O apocalipse? Exatamente lá, na casa da árvore, não posso dizer qual foi sua reação, durante todo o pânico a garota estava adormecida, enquanto todos que ela conhecia perdiam sua vida, nem mesmo seu sonho mais louco poderia prever tal coisa. Infelizmente aquilo era real e a garota apesar de não aceitar teve de encarar a realidade, estava sozinha, e querendo ou não agora era sua obrigação crescer. Crescer e sobreviver!  
 


Death is only the beginning ♦ Walkers


I'm fire"
...
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Ray Acceti em Sab Abr 16, 2016 5:09 pm


ficha de sobrevivente
a morte é apenas o começo
❖ Nome do Personagem:

Ray Acceti


❖ Características Físicas:

Um jovempor volta de seus vinte anos e com uma aparência atlética, tem quase 1,88m de altura e pesa 79 KG bem distribuídos entre os músculos, seus cabelos são curtos, um pouquinho cacheados e bem penteados. Os olhos azuis do rapaz tem um certo destaque sobre o seu rosto branco e com uma barba em serrilhado.


❖ Características Psicológicas:

Calmo, calado e sempre observador Ray não é um homem de muitas palavras e nem sempre de muita ação, desde pequeno preferiu observar e aprender e graças a isso cometeu poucas coisas que algum dia iria se arrepender, o que vale muito nos dias atuais já que qualquer arrependimento pode levar a uma mordida ou morte. É inteligente e adora pesquisar sobre diversos assuntos, conhecimentos considerados inúteis nos dias antes da praga agora são considerados supremos para a sobrevivência, embora tenta se agarrar a um conceito de moral de bom moço ele pode vir a reagir de formas extremamente diferentes dependendo da situação, se adaptando ao clima e mantendo-se indiferente.

Bem, isso é o "Ray externo", o interno está trancado e só consegue se libertar em momentos de extrema raiva e adrenalina, não ocorria a anos algum ataque de raiva, mas desde que a praga aumentou eles vêm se multiplicando a cada semana, o comportamento calado e indiferente de Ray é devido o fato dele tentar conter a sua verdadeira natureza, as suas vontades e se envergonhar de seus desejos... de colocar o mundo em chamas!


❖ História do Personagem:

O som de um objeto metálico acertando a carne podre de um errante e despejando o seu tecido e o líquido preto podre sobre a parede de concreto do galpão, eram no total 45 errantes vindo de todas as direções, entrando por todas as janelas e buracos que haviam sido tapados com tábuas que agora residem partidas no chão, uma batalha estava sendo travada ali a pouco menos de 5 minutos, quando tudo foi para o "caralho" como diz Mark, o homem de meia idade com um boné de policial e um bigode The Winnfield e a única arma de fogo do grupo de 7 sobreviventes de uma oficina quase falida de Utah, como diabos eles vieram parar aqui? Pergunte ao Wade, o motorista do grupo e antigamente um dos funcionários da oficina, ele trabalhava como atendente e levava os carros até os clientes que eram preguiçosos demais para buscar na oficina, ele se esconde atrás de um balcão de madeira e desesperadamente atira garrafas vazias de vidro bem antigas e empoeiradas em todas as direções e as cegas, quase acertando os outros mecânicos, um deles até manda um dedo médio para Wade e retorna a detonar a cabeça de um caminhante utilizando uma Chave de Cano. Os sons dos disparos da .45 e o eco que fazia no galpão se misturava aos sons das porradas com as armas brancas metálicas, todas sendo equipamentos da oficina e os grunhidos dos de morte dos errantes, com seus bafos pútridos que encobriam o local com o fedor de difunto, que pela adrenalina os sobreviventes nem percebiam o cheiro ou o horror da carnificina que estava ocorrendo ali, as paredes de concreto do galpão eram logo pintadas de sangue preto, miolos e restos mortais dos jorros que saiam das pancadas nos errantes. A maior parte do trabalho estava sendo feita por Mark com sua boa e velha .45. Nos tempos anteriores a praga o policial utilizava um revolver .38 como sua ferramenta de trabalho, é o mais confiável e o melhor para a profissão, mas no fundo sempre quis usar a sua velha companheira que deixava na gaveta do quarto na situação de "Ladrão Comedor de merda" como diz o próprio Mark, invadir sua casa. Hoje a pistola é a arma mais utilizada por ele, matando no mínimo umas 5 dúzias de caminhantes, tendo uma capacidade de balas no pente maior que o de um revolver e tendo uma excelente precisão é a arma que mandou de volta para a cova 29 caminhantes nesse ataque, os outros 16 foram despachados pelos outros 6 membros do grupo, incluindo Ray que carregava uma enorme chave de rosca e um macacão de mecânico cinza e com várias manchas antigas de graxa e outras recentes de restos de zumbi, quando os efeitos da adrenalina finalmente paravam, com todos ali respirando ofegantes e Wade se cagando atrás do balcão, finalmente percebem que é hora de meter o pé antes que venha uma cidade inteira de mordedores atrás deles.

Todos pensaram que estavam seguros.
Todos pensaram que ninguém foi ferido.
Ninguém viu um errante arranhar o Charlie
Ninguém viu o Charlie se transformar
Ninguém viu o Charlie devorar.

E foi assim que tudo realmente foi para o caralho, na cabine do motorista o Charlie mordeu o Wade, que perdeu o controle do caminhão e todo mundo capotou, para Ray tudo aquilo ocorreu em um instante, enquanto o caminhão capotava ele via sua vida se passar em um Flash, até bater a sua cabeça em algum lugar e perder a consciência, se perdendo na escuridão de seus pensamentos e do seu coração, "Acabou?" era a única coisa que vinha a sua mente, mas a resposta veio logo em seguida, quando começava a lembrar de sua época na Georgia University, a lembrança está um pouco embaçada, mas consegue quase que perfeitamente se lembrar do gramado próxima a universidade, aonde havia conhecido sua namorada Kate e aonde passavam horas e horas trocando ideias e se divertindo com os amigos em comum, tudo começava a ficar preto e branco, o gramado perdia a cor verde reluzente e as árvores perdiam a sua cor amarronzada e as folhas verdes e amareladas, uma tempestade se aproximava e caia sobre eles, essa tempestade era a morte do irmão e cunhada de Ray, que o deixou com uma sobrinha de 7 anos que devido ao acidente que carro que matou os seus pais, ela ficou paraplégica, o rapaz teve que sair da faculdade para trabalhar na oficina e manter a guarda de sua sobrinha querida, não podia a deixar cair em um orfanato ou nas mãos de um desconhecido, aquele momento era o que ela mais precisava da família e Ray também, ele nunca foi próximo a ninguém, nem mesmo de sua namorada que na verdade nunca foi próximo a ela, no fundo queria apenas experimentar o que era ser amado, o que era retribuir esse amor mas no fim acabou não retribuindo a Kate, ainda mais depois da morte dos pais da doce Kathlyn, em sua vida nada importou, apenas uma pessoa, apenas Kathlyn!

O único motivo para se levantar
O único motivo para continuar
Só há um motivo para viver
O que é não morrer.

Cerca de 5 meses depois dos eventos no galpão, 6 meses depois do começo do fim, Ray, Kathlyn e Mark eram os únicos sobreviventes do grupo da oficina, fazendo parte agora da família dos Russos, Ivankov um senhor de 60 anos, alcoólatra e pai de 3 filhas, a mais velha de 22, a do meio de 18 e a mais nova de 15, todas tinham os cabelos loiros e olhos azulados do pai, tendo traços angelicais e característicos de um Europeu, a mãe latina-americana que se chama Carlita. Mark e Ivankov são grandes amigos, por compartilhar histórias violentas e coisas sobre os velhos tempos e família, embora já não demonstre sinais de tristeza sobre o acidente no caminhão, que matou 5 dos 7 homens, Ray ficou desacordado durante dois dias, aos cuidados de Kathlyn e Mark, que durante uma de suas buscas por suprimentos acabou por esbarrar nos Russos! A relação entre o grupo é amigável, Carlita cuida muito bem de todas as meninas e Mark e Ivankov são como irmãos gêmeos, Ray se dá bem com todos mas raramente fala com alguém, é assim desde pequeno e a praga não conseguiu soltar a sua língua, ele observa a todos do grupo em seu dia-a-dia e para se distrair lê algum livro ou participa de alguma missão de reconhecimento da área, eles estão em uma pequena cabana de madeira que provavelmente pertencia a algum caçador, o local ainda não havia sido saqueado e a movimentação de errantes era baixa, porém crescente, algo está os atraindo para os campos de caça, Mark desconfia que é devido aos animais selvagens da região e Ivankov vem informando a semanas que tem avistado luzes vindo da floresta, uma noite parecendo vir até mesmo de uma das janelas da cabana, para sua esposa, filha mais velha e ao seu amigo, ele estava ficando paranoico demais, mas Kathlyn afirma que já ouviu roncos de motor de moto quando brincava com a mais nova dos Russos na varandinha, Ray permanecia estar em um meio termo.

O que é mais assustador:
Ser o espiado
Ou ser o espiador?

Ray estava na varandinha, parecia estar com a mente em diversos lugares agora, pensava sobre as luzes que Kathlyn e Ivankov haviam avistados e a conversa que teve com Mark no dia anterior enquanto caçavam esquilos e lebres, alguém passou por um trecho do mar de árvores que estava em volta da cabana e deixou um machado enterrado em um errante qualquer, o mais estranho é que só havia aquele sinal de civilização, não havia mais nenhum errante morto ou marcas de luta ou arrastão, parecia que ele havia sido plantado ali, alguém o deixou como aviso para o pessoal da cabana, para os aterrorizar ou talvez seja apenas algum infeliz que matou um errante e se deparou com um grupo deles e correu, deixando sua ferramenta ali! É o que Mark disse ao grupo, ele não quer os deixar mais paranoicos do que já estão, Ray volta a realidade e de canto de olho consegue perceber um vulto sumindo para uma árvore, como uma aparição de um filme de terror se desviando do campo de visão justamente quando o personagem virava o rosto. Ele rapidamente erguia a enorme chave de rosca que carregava desde a oficina e rapidamente se locomovia até a árvore a uns 30 metros dali, evitando qualquer barulho para não alarmar algum animal caso seja um ou assustar alguém de dentro da casa. Ao chegar na árvore na qual o vulto desapareceu, ele levantava a chave de rosca e lentamente se virava, preparando para dar um golpe e BAM, algo atinge sua nuca com a fúria de 300 rinocerontes, o rapaz já cai no chão inconsciente, aquilo já estava ocorrendo com uma frequência bem maior. Sentia alguém remexer seu corpo, um chamado distante chegava aos seus ouvidos, desta vez tinha certeza que estava morto e que era algum ser superior que estava o chamando, talvez para o dia do julgamento, até que finalmente consegue abrir os olhos ainda zonzo e vê Mark desesperadamente o sacudindo, ele não consegue entender nem 90% das palavras que saem da boca desesperada de Mark, só consegue captar as palavras "Katlhyn, Ivankov, cabana, bandidos, perigo" o que já era o bastante para o fazer se levantar e pegar a Ruger .22 que só tinha apenas 5 balas no pente, deveria ser o suficiente para pegar a crescente quantidade de caminhantes que se aproximava e 5 atacantes que disparavam contra a cabana, alguém de dentro disparava contra eles, balas e insultos, sem dúvidas era um Ivankov bêbado, era uma cena quase que cômica, mas Mark e Ray não achavam graça, partiam em direção a cabana e se escondiam entre as árvores, os 5 atacantes estavam tão drogados que nem percebiam o movimento atrás dele, nem percebiam que aquela pancada não foi o bastante para Ray, nem percebiam o primeiro disparo até que um deles caísse, o líder dos drogados-motoqueiros-carecas logo desabava sobre o chão com o tiro de uma .45 o segundo disparo vinha do homem bem ao lado direito deles, enquanto eles se viravam para Mark, Ray se aproximava chegando a uns 3 metros e disparando 2 vezes com a Ruger, a primeira derrubava um dos homens, a segunda bala derrubava o mais novo, que aparentava ter 17 anos e tinha o rosto completamente espinhento e magro, todos na cabeça. Um deles já ia disparar em Mark, quando recebeu o quarto tiro vindo de Ivankov, o último vendo que não tinha mais jeito logo largava a arma e levantava as mãos, quando ia abrir a boca para dizer algo tinha os miolos estourados por Ivankov, com sangue nos olhos, Ray logo se dirigia para dentro e o seu coração parava de bater quando via Kathlyn estirada no chão, murmurando umas palavras ilegíveis para as filhas dos Russo e Carlita tentava desperadamente estancar o sangramento vindo de 3 buracos de bala no peito da garota, já estava claro que ela não ia conseguir, Mark entrava na cabana bem a tempo e Ray ia até ela, mas antes de chegar a 2 metros dela, um disparo era ouvido, atingindo a testa de Kathlyn que olhava pela ultima vez Ray, sabendo que seu irmão viria para a salvar, ela havia morrido com um sorriso no rosto e seu assassino foi Ivankov, vendo que não havia mais jeito para a garota e que se ela se transformasse ali seria um problema. — Me.... Ra... Ray... Sint... Não... Tinha jeito... — Dizia Ivankov entre lágrimas para Ray, o rapaz ficava imóvel, olhando para o corpo de sua irmã estirado no chão, não emitia nenhuma palavra ou emoção, nenhum gesto, seu olhar estava vazio, dentro dele o outro Ray acordava, o seu lado sombrio, o lado vingativo, que queria salvar a sua irmãzinha, que culpa Ivankov por isso, que culpa a si mesmo por isso, ele levanta a Ruger e descarrega as ultimas 3 balas no rosto de Ivankov.

Eu prometi que sempre iria a salvar
Ela prometeu que não iria morrer
Mas no fim só ela poderia me salvar

Ray caminhava sem rumo por um lugar escuro, havia sido expulso do grupo, o deixaram com nada além de seus pensamentos, nada além de sua culpa, nada além de seu sangue em suas mãos. Desde pequeno Ray sempre perdeu as coisas, sempre deixou a vida tirar tudo sem dizer uma palavra, apenas observou, apenas observou seu destino ser selado, apenas observou sua sobrinha crescer, apenas observou ela morrer, nunca disse uma palavra, nunca disse uma palavra quando Kate foi embora, ele não estava no hospital com seu irmão, sua mãe, seu pai, nunca deu apoio a família, nunca disse uma palavra de conforto a Kathlyn, nunca disse a Mark o quanto o admirava, nunca disse a Kathlyn o quanto ele a amava, apenas dizia o quanto o pai dela amava, no fundo sentia que era o pai dela, a única coisa que importava em sua vida, agora se foi, restando apenas o silêncio, o maldito silêncio em que Ray viveu durante toda a sua vida, o silêncio sufocante e a dor da perda, que ele nunca sentiu antes pois ainda tinha seu irmão e Kate, depois teve Kathlyn, agora não tem ninguém, nem Mark, todos se foram, restou apenas ele e isso continuará assim, quase sempre foi assim, o que mudou é que agora ele realmente sabe o que é amar alguém, o medo de perder alguém, a dor de perder alguém, é como arrancar um braço e quando você acordar sempre saberá que ele nunca mais vai estar ali, nunca mais verá o sorriso de Kat, nunca mais sentirá os lábios e o abraço de Kate, nenhuma lágrima saia de seus olhos, ele se ajoelhava e quebrava o silêncio infernal que era seu coração, soltando um grito que mais parecia um rugido, a agonia e a raiva eram todas refletidas pela primeira demonstração de sentimentos de sua vida, tudo saia em uma explosão que era aquele grito que fazia a sua garganta arder, algo nele havia mudado... não... havia surgido, o verdadeiro Ray havia nascido ali, aquele grito metaforicamente foi como o choro de um recém-nascido, pronto para desbravar a sua vida.

Não é a história de como eu vivi
É a história de como eu morri.





Death is only the beginning ♦ Walkers


So what if you can see the darkest side of me?
No one would ever change
This animal I have become
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Re: Ficha de Sobrevivente

Mensagem por Felix Hominum Mors em Dom Abr 24, 2016 2:42 pm


Ficha de Sobrevivente
The Born of The Madness
 

☠ Nome do Personagem:

Felix Hominum Mors.


☠ Características Físicas:

Tem olhos azuis muito claros, é magro, mas acabou criando músculos após o apocalipse zumbi. Mede cerca de e 1,76 de altura, pesando incríveis 80 kg. Tem cabelos pretos lisos que descem à sua boca. Com seus traços ciganos e sua barba sempre por fazer acaba ficando com uma loucura implícita em sua face.


☠ Características Psicológicas:

Obcecado por poemas mórbidos, Felix tem constantes variações em seu humor, o rapaz não consegue compreender emoções que não sejam medo, alegria, excitação e seus derivados. É praticamente louco, sádico, traiçoeiro e inquieto, mas está sempre sorrindo insanamente com olhos assustadoramente cheios de crueldade. Sente prazer ao matar qualquer coisa viva. Nunca tenta tomar a liderança, entretanto sempre tenta levar o grupo para o lado mais sombrio usando argumentos fortes e chocantes.


☠ História do Personagem:

Sabe, ainda me lembro daquele primeiro dia como se fosse ontem, não, lembro-me como se ainda estivesse ocorrendo nesse instante. Consigo ainda sentir todo aquele medo e prazer. Ainda posso ver meus pais.

...


Eu estava em casa jogando paciência com o velho baralho do meu pai. Ele odiava quando eu fazia isso, mas ele fora ao teatro com minha mãe então peguei escondido de sua gaveta de meias. Meus pais sempre tão certinhos, tentado me convencer de que eu ficaria viciado naquilo, não, eles queriam que eu fosse um médico ou um advogado renomado.

Ouvi a porta da sala bateu forte ouvi uma voz feminina gemendo, achei que meus pais estavam velhos demais para essas coisas. Saí em direção à escada e dopei com meu pai, minha mãe estava apoiada em seu ombro.

– O que houve? – A falta de interesse era nítida em minha voz

– Um mendigo mordeu sua mãe enquanto saíamos do teatro.

– Eu digo que essa gente é selvagem, são como animais – Retruquei

– Não vamos discutir isso de novo filho. – Pediu minha mãe com a voz cansada

– Tudo bem. Querem alguma ajuda? Quer que eu a carregue?
– Sim, por favor. Leve-a para o banheiro, preciso ir à farmácia comprar alguma gaze para o tornozelo dela. Jane, você consegue limpar seu ferimento sozinha?

Minha mãe assentiu e esticou o braço livre enquanto eu a içava para o topo da escada, meu pai a soltou e desceu apressadamente para a porta. Guiei minha mãe pelo corredor até o banheiro de seu quarto e a deixei lá, apenas a ouvi ligar o chuveiro.

Voltei para o meu quarto e, de porta fechada, continuei meu jogo. Cerca de duas horas depois meu pai chegou, estava suado e tinha um rasgo na roupa. Perguntei o que havia acontecido e ele apenas respondeu que:

– As pessoas estão ficando loucas com o passar do tempo.

Foi para seu quarto com a sacola da farmácia e trancou a porta. Novamente continuei minha partida. Não ouvi um ruído sequer do quarto dos meus pais pelo resto do dia. Quanto mais escurecia mais gritos ouvia nas ruas ao redor, mais carros passando e mais gemidos estranhos, o quê diabos estava acontecendo?

Desci, apanhei uma faca na cozinha e tranquei todas as portas e janelas da casa. Voltei ao meu quarto e tentei dormir um pouco em meio ao caos que havia do lado de fora.

Acordei umas duas horas depois com um grito rouco vindo do quarto dos meus pais, mesmo estando preocupado, um sorriso passou pelo meu rosto como uma sombra. Peguei a faca da minha mesinha e corri para o quarto deles, tremia de medo e excitação.

Tentei a porta, ainda trancada, mesmo não sendo nada comparado ao grito que me acordara eu ainda podia ouvir gemidos e sons estranhos do quarto dos meus pais. Eu já disse que eles estavam velhos para isso? Voltei para minha cama.

Acordei novamente, dessa vez já estava de madrugada, quase cinco da manhã. Algo batia incessantemente na porta dos meus pais. Levantei com a faca em punho e fui até lá novamente, o gemido ainda era audível, mas o som vindo da porta não parecia ser de sexo.

– Mãe? Pai? – Primeiro ouve silencio, em seguida os gemidos ficaram altos e em uníssono.

Tentei a porta novamente, continuava trancada. Dei um passo para trás e chutei a porta com toda a minha força. A primeira coisa que senti foi um cheiro forte de podridão, em seguida vi uma mão acinzentada segurar a borda da porta e então surgiu a cabeça.

Achei que era minha mãe, mas com uma fantasia realista demais de zumbi, que merda era aquela? Ela veio em minha direção, eu recuava mais a cada passo dela, então meu pai surgiu. Seu pescoço e seu braço estavam abertos, sua roupa estava toda ensanguentada, assim como a da minha mãe.

Na altura da escada minha mãe me alcançou. Eu esperava que fosse uma daquelas coisas idiotas que eles viam na TV, mas quando ela segurou meu braço e tentou me morder no pescoço, simplesmente atirei-a da escada. Medo percorreu minha quando vi e ouvi o pescoço de minha mãe se quebrando, sua cabeça virou 90º para trás.

Meu pai me alcançou poucos segundos depois, eu o segurava e empurrava enquanto ele tentava me morder, ele não vira o estado da minha mãe? O que tinha de errado com ele? Pude ver pelo canto do olho minha mãe se levantar e, vagarosamente, subir as escadas.
Atirei meu pai da escada e ele acertou minha mãe no peito, ambos caíram com um enorme estrondo. Virei e olhei pela janela. Dez? Vinte? Trinta? Não sei dizer ao certo quantos eram, mas a rua estava repleta daqueles monstros semivivos, andando lentamente de um lado para o outro.

Voltei-me para a escada, já tinham subido metade. Com a faca pronta desci três degraus e enterrei a faca na cabeça do que fora meu pai. Excitação e felicidade, um sorriso obsceno estampado em meu rosto. Ele caiu e arrastou o segundo consigo.

Desci a escada até o final, minha zumãe tentava se mover com meu zumpai morto em cima dela, enterrei minha em seu pescoço. Sangue jorrou por todos os lados, ela ainda se movia e gemia e mordia. Enterrei a faca em sua testa, ficou imóvel. Ao menos eu já sabia como matá-los.

Saí de casa pela porta dos fundos, dois deles. Matei-os antes que chamassem muita atenção. Segui por cerca de dois quarteirões, foi quando dopei com Derek. Ele era uns 20 centímetros maior que eu, forte, cabelos ruivos e cheios de sardas. Usava um terno que um dia fora caro, agora estava cheio de sangue, sujeira e rasgos.

– Foi mordido? – Perguntou com sua arma em minha cabeça

– Não.

– Vem comigo. – Cara de poucas palavras.

Ele acabou me levando para um hospital, bancos barravam as portas contra os zumbis. Havia mais de vinte pessoas lá dentro. Hoje todos daquele grupo estão mortos, menos eu.



Perícias:

Perícia em Luta Corporal;
Perícia em Armas de Fogo Pequenas;
Perícia em Armas Pequenas e Laminadas de Curta Distância;
Perícia em Armas Medianas e Laminadas de Curta Distância

COM: Alone ONDE: Washinton D.C. POST: 001 MUSIC: Highway To Hell - ACDC



Não sou um louco ou lunático
Mas um assassino fantástico!
Sou um grande palhaço
Que veio te alegrar
Mas se proteja meu amigo
É de rir que vou matar
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Re: Ficha de Sobrevivente

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