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Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

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Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Abigail Winters em Sex Nov 13, 2015 11:59 am


Just a Dream?

A morte é apenas o começo

Cora tentava organizar em sua mente todos os acontecimentos que se seguiram após a deflagração do apocalipse. Fugir para algum lugar? Um abrigo? Ficar em sua casa? O que fazer? Ela precisava tomar uma decisão, talvez a mais séria de toda a sua vida.

Pontos Obrigatórios:

- Narre a situação de acordo com o enunciado acima.
- Você precisa tomar uma atitude, seja ela sair imediatamente de casa com todos os suprimentos que conseguir ou ficar e ajudar quem ainda está vivo.
- De uma forma ou de outra, você sairá de casa e deverá seguir para o posto de gasolina mais próximo, no intuito de pedir informações sobre algum abrigo ou lugar onde possa evitar a confusão que presenciou mais cedo. Termine o post nesse ponto.

Pontos Adicionais:

— Local: Nova York
— Horário: 3:30 pm
— Clima: ameno
— Não utilize cores cegantes e/ou templates muito estreitos;
— Itens ou observações em spoiler, ao final do post;
— Prazo de postagem: 7 dias. Caso necessite de um aumento, solicite via MP. Boa sorte!


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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Cora Jones em Sab Nov 14, 2015 9:29 pm


"the will to death is  what keeps me alive."



Sabe qual é o lado bom de ter sido deixada para trás? Não ter de ouvir reclamações ou escutar aquelas perguntas estúpidas do porquê disso e o porquê daquilo. Além do fato de que seria poupada do compromisso de me preocupar com alguém. Desde o falecimento da minha mãe — praticamente —, fui criada por mim mesma. Meu pai era apenas o cara que pagava as contas, e isso porque a Lei o obrigava. Mas agora está mais do que confirmado, tinha que lidar com toda a merda do colapso da civilização sozinha. Enfim vou ter a chance de usar a minha formação no curso intensivo: “Bitch, surprise, se vira nos trinta!”.

A partir de agora teria que ser mais cautelosa. Ando de um lado para o outro, analisando as opções. Começo a discutir comigo mesma as consequências de ficar na casa colonial, enquanto houver mantimentos. Conto com provisões suficientes para algumas semanas, mas e se não for o bastante? Aliás, não posso ignorar o fato de que alguém já estivera aqui antes, e o encontro não foi nada agradável. E também há uma linha tênue entre estar protegida e ser prisioneira da casa. Ando na direção da escada, do outro lado da sala. Enquanto caminhava, reparei nas paredes. Os quadros pendurados, retratos da família, a foto do meu pai orgulhoso com o peito inflado, meu irmão e o cachorro da perua-madrasta, ela em seu vestido de noiva. Afastei-me dos retratos e subir a escada, depressa, indo direto para o meu quarto.

Pego a mochila jogada numa das cadeiras estufadas e a encho com tudo que acho ser útil. Passo o polegar nas bordas arredondadas do meu celular e o guardo no bolso da minha jaqueta. Em poucos minutos saio de casa pela porta da cozinha, seguindo em direção ao meu carro. Antes de pôr a chave na ignição reviso mais uma vez minhas posses. Objetos cortantes para a proteção, checado. Comida enlatada, roupa extra, remédios, checado e checado. Abro o porta-luvas e tiro dali a foto da minha mãe e um pacote de biscoito, guardando-os no compartimento da frente da mochila.

Em uma hora, as casas coloniais começaram a ser menos recorrentes. O sol refletia do alto, fazendo com que as sombras dos edifícios parecessem um manto negro, encobrindo a lateral das paredes vizinhas. Numa tentativa de esvanecer a mente, ligo o rádio. A maioria das estações tocavam músicas pré-gravadas, e quando mudava a frequência, os radialistas asseguravam as pessoas que tudo estava indo bem — que o maravilhoso e confiável governo estava no comando da situação — e que esse transtorno seria resolvido em poucas horas. Notícia dada antes de o sinal desaparecer em uma saraivada de chiados. Nas outras estações, pediam que as pessoas ficassem em casa e que era importante se afastar das regiões escassamente habitadas, lavar a mão regularmente, tomar somente água mineral e blá-blá-blá. Estalei a língua. Será que a situação tinha como piorar? Argh! É claro que tem, senão as leis de Murphy não fariam sentido. Estava na metade do caminho quando o carro começa a bipar freneticamente; e assim, sem mais, nem menos, o carro morre.

Fechei os olhos com força, não acreditando que a gasolina acabara naquele exato momento. O que eu faço agora? Precisava chegar à algum lugar seguro, com ou sem combustível. Merda. Expiro com um sopro tenso, controlando a irritação. Saber que existe uma doença que deixa as pessoas descontrolada e homicidas, ainda não foi totalmente processada na minha mente. “Eu devia ter abastecido antes de ir às compras com meu irmão”, penso, encostando a testa no volante. Não há outra solução a não ser andar. A sobrevivência me obriga a isso. Balanço a cabeça em negativa, mordendo os lábios. Talvez toda essa situação fosse uma brincadeirinha de Deus. Sacanear com a humanidade, e principalmente, comigo. — Okai, é assim que vai ser? Sem problemas, posso dar um jeito nisso, como sempre faço! — Pego a mochila no banco do passageiro, abro a porta, e a fecho com força.

O vento assobiava friamente, fazendo as mechas do meu cabelo oscilarem. Fito o horizonte, esquadrinhando a área de cima a baixo. Devo ter andando por uns vinte minutos, pois por ironia do acaso, encontro um posto de gasolina. Deixo um sorriso amargo escapar dos lábios. — Certo, acho que posso conseguir alguma informação por aqui, não é? — Sussurro. Pelo menos, é o que eu esperava.


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Desculpa pelo texto meio grande, é só o post de apresentação mesmo -q. Usei o veiculo para dar mais sentido na história, mas logo o abandonei ficando só com essencial. Espero que não tenha problema. :<

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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Abigail Winters em Dom Nov 15, 2015 6:13 am


Just a Dream?

A morte é apenas o começo

Estacionando no posto de gasolina, Cora percebe que o mesmo está completamente vazio. Uma nota em uma das máquinas de abastecimento chama sua atenção.

Pontos Obrigatórios:

- Narre a situação de acordo com o enunciado acima.
- Segue o que está escrito na nota: "Fechados por motivos de urgência, favor dirigir-se ao ponto de abastecimento mais próximo".
- Depois de ler a nota e constatar que o lugar está praticamente vazio, um gemido poderá ser ouvido logo atrás dos tanques de gasolina. Um rapaz com o uniforme do posto está atrás dos tanques com um torniquete no braço esquerdo e a blusa cinza coberta de sangue. Interagir ou não é uma opção sua.

Pontos Adicionais:

— Local: Nova York
— Horário: 3:40 pm
— Clima: ameno
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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Cora Jones em Dom Nov 15, 2015 5:45 pm


"the will to death is  what keeps me alive."



Caminhei a passos largos na direção das maquinas de abastecimento enquanto examinava a entrada com uma certa ansiedade. O lugar estava completamente vazio e quieto, nem o vento ousava gerar algum ruído. Sentir os pelos da minha nuca se eriçarem. Não sei bem o porquê, mas tinha aquela leve sensação de que algo estava errado. Cravei os olhos além das máquinas, e notei que as luzes da loja de conveniência encontravam-se apagadas. Isso não é um bom sinal, penso logo após de ler a nota grudada em uma das máquinas de abastecimento.

"Fechados por motivos de urgência, favor dirigir-se ao ponto de abastecimento mais próximo."

Enterrei os nós dos dedos nos olhos. Droga. Droga, dez vezes droga. Isso só pode ser um pesadelo. Pior do que a probabilidade de que a notícia da praga já chegara ali, era a probabilidade de não saber a motivação deles de se mandarem daqui com tanta urgência. Solto um suspiro amargo. Muitas ideias dançavam na minha cabeça, mas, o primeiro indicio do motivo acontece numa fração de segundos, quando sinto o odor da combinação escura, melada e oleosa de proteína apodrecida e decomposição. Tentei usar a mão para impedir que o fedor se embrenhasse ainda mais nas minhas narinas, porém o empenho foi totalmente em vão.

De repente, um gemido baixo irrompe o silêncio do posto. Estagno os passos, girando o corpo rumo ao som. Permaneci inerte, analisando a silhueta se mover — daquele jeito pesado e retardado, como se fosse uma vítima de derrame — na minha direção. Ele não diz nada, e nem eu.

O que eu vi foi um homem com o seu uniforme do posto, mas que agora tinha se transformado numa alma penada com a blusa cinza coberta de sangue, dentes pretos e expostos, os olhos vítreos de um peixe pré-histórico, e um torniquete no braço. “Ele foi ferido, mas pelo o quê?” A sua voz saiu na forma de um gemido grave e rouco que me lembrou um órgão de igreja quebrado. Por instinto, recuo. Pisco algumas vezes tentando expurgar a ideia de que aquilo não é uma alucinação. Levei a mão direita ao alcance do facão — pendurado na minha mochila —, e o puxo para perto, de forma impaciente. “Não faça nada por impulso garota! Lembre-se, analise as probabilidades. Calcule os riscos.” Inspiro e expiro devagar.

Nos instantes seguintes, passo a cogitar se havia outros iguais a ele. Olho em volta, assegurando-me que mais nenhum iria aparecer; trabalhando não somente a visão, mas também a audição. — Você... não está “lúcido”, não é? — Eu digo, com a voz meio tensa. Não houve resposta, a não ser pelo gemido mórbido. Ele continuou a avançar tropegamente, e eu ainda permanecia no mesmo lugar. “Quer morrer? Se não quer, então mexa-se! É matar ou ser morta. Sobreviva!” Apertei o maxilar com raiva, e instintivamente retesei os músculos, esperando o momento certo de atacar. E naquele milésimo de segundo decidi correr na direção dele. Pressionei a mão direita no cabo do facão, e em seguida, inclinei o corpo para frente e para baixo, flexionado a perna esquerda quase encostando no chão, afim de perpassar pelo lado da criatura sem ser tocada. Desviando dele, minha intenção foi acerta-lo por trás, na posterior do joelho, fazê-lo perder o equilíbrio e intentar um golpe incisivo em seu pescoço.


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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Abigail Winters em Sex Nov 20, 2015 7:43 am


Just a Dream?

A morte é apenas o começo

O zumbi tombou com o ferimento na perna e no pescoço, mas o ataque não foi suficiente. O morto-vivo gemeu mais uma vez, liberando um hálito podre e agarrando o pescoço da sobrevivente. O que ela faria agora?

Pontos Obrigatórios:

- Narre a situação de acordo com o enunciado acima.
- Você deve pensar em uma forma de se livrar do aperto no pescoço, pois no próximo turno perderá a consciência se nada fizer.

Pontos Adicionais:

— Local: Nova York
— Horário: 3:50 pm
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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

Mensagem por Abigail Winters em Qua Dez 23, 2015 5:38 am

mesmo depois do término do evento, a jogadora não postou. Missão cancelada. Punições devem ser aplicadas.
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Re: Just a Dream? - Missão Narrada Fácil para Cora Jones

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