Walkers RPG BR

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Mensagem por Anthony P. Corwell em Sex Abr 15, 2016 1:05 pm

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trama pessoal de Jade Collins

Anthony P. Corwell
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Re: Step by step

Mensagem por Jade Collins em Dom Abr 17, 2016 8:37 pm



Before everything




Era mais um dia comum, em um lugar qualquer e com pessoas normais. Os pássaros ainda nem haviam começado a cantarolar, quando a movimentação na casa dos Collins iniciava-se. Jade levantara primeiro naquele dia, seu pai tinha costume de deixa-la para trás em caçadas que ele julgava serem mais perigosas. A jovem já havia arrumado suas coisas quando ouviu o barulho do mais velho levantando-se e em passos rápidos desceu as escadas indo diretamente para a cozinha preparar o café. Não demorou muito quando o senhor de meia idade apareceu carregando seu arco favorito de madeira personalizada. De fato essa seria uma caça especial, já que ele evitava usar aquele arco e só em últimos casos ele o levaria.

- Bom dia, mocinha. – O homem disse ajustando habilmente seu arco. – Parece que você não vai me obedecer de novo. – Comentou balançando levemente a cabeça em sinal de reprovação.

- Bom dia. – Jade respondeu enquanto servia as xícaras. – Parei de fazer isso há muito tempo. – A jovem retrucou bebericando o café, observando a expressão preocupada do senhor. – Pai, já tenho vinte e um anos e sei me cuidar nessas temporadas de caça.

- Me preocupo é com o caso de você pegar a minha caça novamente. – Sr. Collins riu pegando a xícara que a jovem lhe entregava. – Eu não quero que você se arrisque demais, estamos entendidos?

- Depende do valor da aposta. – Jade piscou para o seu pai. – Se isso te faz sentir melhor, eu prometo não me arriscar muito. A garota disse levantando a mão direita como se estivesse fazendo um juramento.

- Você não tem jeito, Jade Cassidy. – O homem se deu por vencido, já fazia anos que ele tentava impedi-la de ir e nunca conseguira.
                             
                             
[...]

Cedo como o usual, os caçadores da redondeza encontravam-se na sala de estar dos Collins para arquitetarem a rota que fariam na floresta, já que nenhum deles gostaria de ficar acidentalmente no caminho de uma flecha em alta velocidade. Todos estavam muito afoitos para iniciarem as caçadas logo, mas eles não sairiam antes de dividirem as áreas, montarem um plano de emergência caso alguma coisa desse errado e especialmente fazerem as apostas. Nas temporadas de caças eles sempre uniam-se para apostar, quem pegasse o maior animal ganhava todo o dinheiro e ainda tinha direito a escolher sua área no próximo ano.

Já era o terceiro ano consecutivo de Jade participando das grandes temporadas, embora os caçadores não gostassem de ter uma garota envolvida, ninguém atrevia-se a dizer diretamente e isso ocorria por ela ter pego em seu primeiro ano o maior animal. Muitos não conseguiam aceitar que ela era a mais jovem caçadora, com melhores habilidades que a maioria e ainda por cima mulher.

- Eu e a Jade ficamos com essa área... – O Sr. Collins deslizava o dedo sobre o mapa – Até o rio. – Concluiu fazendo um risco vermelho, enquanto os demais escolhiam suas determinadas áreas.

- Vamos ver se esse ano você consegue pegar um animal grande, boneca. – Um rapaz disse levando a mão para tocar o cabelo da garota, fazendo-a o impedir com um tapa.

- Vamos ver se esse ano você consegue pegar alguma coisa, babaca. – Jade respondeu ríspida enquanto conferia suas coisas. Peter era seu pesadelo, desde criança ele a importunava e seu ciúme aumentou quando a garota iniciou nas caçadas.

Depois de dividir os locais, fizeram a aposta e logo iniciaram o carregamento dos carros com os equipamentos. Não demorou muito para todas as caminhonetes e caminhões estarem na estrada. Cada um seguiu para o determinado local onde deixariam os carros para começar a caçada.  Jade e seu pai ficaram em um campo mais afastado, deixaram a caminhonete no local aos cuidados de algumas pessoas que não participariam e seguiram para a floresta com seus arcos. Andaram horas um ao lado do outro sem encontrar nada que valesse a pena até que se embrenhassem mais no mato.

Ambos foram por caminhos diferentes sem falar uma palavra, apenas fazendo o sinal que eles costumavam usar. Jade caminhou por entre as arvores até ver rastros recentes marcados na terra, assoviando alto para que o seu pai pudesse ouvir e lentamente começou a segui-los. Não demorou muito para ver perto do rio o feitor dos rastros, um cervo que estava extremamente cansado e tinha muita dificuldade para se locomover. Sr. Collins aproximou-se lentamente para não fazer barulho, abaixando-se no mesmo local onde a jovem estava.

Jade ainda agachada preparou seu arco, levantou-se vagarosamente para evitar chamar a atenção do bicho e mirou bem na cabeça do animal. Com grande eficiência a flecha foi disparada atravessando a cabeça do cervo que nem teve tempo para reagir, caindo já morto no chão. Com uma faca a garota andou em direção do animal cortando os galhos que ficavam em seu caminho e o homem ia logo atrás acompanhando os mesmos passos da filha.

- Belo tiro. – Sr. Collins parabenizou depois de olhar o tamanho do cervo que a garota havia abatido. – Vai ser difícil carregar. – O homem disse pegando o walkie talkie para chamar ajuda.

Com a ajuda de seu pai Jade amarrou o animal, até tentaram puxar sozinhos, mas o cervo era grande demais para os dois. Depois de algum tempo, os amigos que não participaram da caça chegaram para ajudar e com grande dificuldade puxaram o animal até o local mais próximo que conseguiram trazer a caminhonete. Horas passaram até todos estarem presentes para conferirem quem havia ganhado. Claramente, o cervo dos Collins era o maior, mas eles também precisavam conferir qual era o mais pesado.

- Nada de novo, Piti? – A jovem perguntou enquanto passava para conferir o peso dos outros cervos. – Que novidade. – A garota sorriu esbarrando seu ombro no dele.

Depois de conseguir pesar e medir todos os animais o resultado saiu. Como o esperado o animal dos Collins era maior, porém o mais pesado era de um senhor que morava em uma fazenda perto e desta forma, Jade decidiu dividir o dinheiro da aposta com ele. Todos enfim estavam prontos para ir embora, pois no outro dia haveria mais uma etapa da caça e eles precisavam descansar.

- Boa caçada, Jade. – Sr. Collins disse enquanto estava dirigindo para a fazenda. – Vai participar amanhã? - O homem perguntou colocando uma mão levemente sobre o ombro da garota.

- Eu não sei. A jovem respondeu tocando o pequeno colar em seu pescoço. Jade realmente não sabia se participaria, já que no dia seguinte completava dez anos da morte de sua mãe e mesmo tendo passado muito tempo, a data ainda lhe afetava.      

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Re: Step by step

Mensagem por Jade Collins em Qui Abr 21, 2016 9:32 pm



Before everything II



Um dia isso passa. Eram essas palavras que todos usavam para consolar uma criança sobre a morte precoce da mãe. O Sr. Collins sempre evitou falar sobre o assunto com Jade, além de toda dor que ele sentia por perder a esposa, ele culpava-se por sua morte. Ninguém conseguia entender o que levara uma mulher tão jovem ao extremo que a fizera tirar a própria vida, era difícil explicar o que acontecia na mente de alguém que sofria de depressão profunda diagnosticada e ainda como conseguira esconder isso tão bem. Jade cresceu sem nunca realmente conversar com seu pai, todas as vezes em que eles tocavam no assunto, uma grande briga se armava e cada um ia para um lado. Desde então, decidiram evitar aquela conversa, mas era difícil ignorar todas aquelas memórias.

Flashback on: 10 anos antes

- É melhor se apressar, filha! – Jade ouviu sua mãe bater na porta insistentemente. Elas sempre iam passear pelo rio, mas nunca lembrava de arrumar suas coisas mais cedo.

- Pronto, pronto, pronto. – Disse a pequena garota cruzando com rapidez a sala, carregando uma cesta de palha. – Vamos? – Perguntou animada vendo seus pais abraçados.

- Estão com tanta pressa de se livrarem de mim? – Sr. Collins perguntou bagunçando os cabelos de Jade.

- Só um pouquinho. – A bela mulher de cabelos escuros deu um sorrisinho enquanto pegava a cesta da garota. – Voltamos antes do almoço. – Sra. Collins disse dando um beijo rápido no homem, fazendo a criança franzir o nariz.

As duas cavalgaram até perto da floresta, deixaram seus cavalos presos nas cercas e foram colhendo flores até chegarem no rio. Todos os anos na primavera as duas jogavam flores nas correntezas do rio, a mulher dizia para Jade que era uma forma de purificar a alma e manter somente coisas boas no corpo. Jade nunca havia entendido muito bem, mas adorava passar aquele tempo somente com sua mãe ao invés de ficar horas treinando pontaria com seu pai.

- Jade, vamos sentar aqui. – A mulher puxou a garota para uma pedra grande que havia perto da cachoeira. – Tenho uma coisa para te dar. – Disse enquanto tirava o colar com um pequeno pingente de pedra verde. – Um jade para minha Jade.  – Falou colocando no pescoço da garota. – Sabe por que eu coloquei esse nome em você? – A mulher perguntou colocando a garotinha em seu colo.

- Papai disse que foi porque ele perdeu a aposta. – A menina respondeu simples fazendo sua mãe rir.

- Ele achou que seria um menino e eu sempre soube que era uma garotinha. – Sra. Collins disse apertando levemente Jade em seu colo. – Mas além disso, eu escolhi esse nome por causa do significado. – A mulher falou enquanto deslizava os dedos pelos cabelos da garota. – Os chineses definiam ela como uma das pedras mais bonitas, mas não somente isso, eles a associavam também como um amuleto que carrega a pureza, nobreza, perfeição, constância, o poder e a imortalidade. Disse enquanto a menina jogava algumas flores na correnteza. – E você é minha Jade que trouxe tudo isso para as nossas vidas. Falou colocando um cravo amarelo entre os cabelos da garota.

- Por que está chorando, mãe? - Jade perguntou abraçando com força a mulher.

- Não precisa se preocupar, meu amor. - Disse retribuindo o abraço da menor. – Tudo vai ficar bem. A Sra. Collins afastou-se levemente para olhar nos olhos de Jade - Eu te amo e sempre vou estar com você, jamais esqueça disso. A mulher disse puxando novamente a garotinha para um abraço. Jade não sabia, mas aquela era a última vez que faria aquilo com sua mãe.


Flashback off

Mesmo tentando fugir de qualquer coisa que lembrasse o que aconteceu no passado, aquele dia do ano fazia tudo voltar à tona. Quando sua mãe morreu, Jade passou a fazer na data a mesma coisa todos os anos. Sentia obrigação de ir ao local favorito de sua mãe, ao invés de ir ao cemitério como todos, isso fazia sentir-se mais próxima do que ela era e não do que se tornou depois de tudo.

Seria mais um dia de caça se não fosse pelo fato de Jade não estar preparando-se para isso. A garota tirou suas flechas da aljava colocando no lugar uma garrafa de Whisky e algumas flores que havia colhido mais cedo, decidiu deixar seu arco em casa e levar apenas uma faca para caso achasse mais algumas flores. Conferiu os bolsos de seu casaco em busca de um maço de cigarro e isqueiro, era tudo o que ela precisava para aguentar aquele dia. A jovem preparou seu cavalo e saiu sem despedir-se de seu pai, mesmo estando ciente de que ele a observava da janela do quarto.

Em galopes rápidos não demorou muito para que chegasse próximo ao lugar, Jade deixou o cavalo solto e entrou na floresta. O vento balançava o topo das grandes árvores fazendo os pássaros cantarem mais alto, na medida em que adentrava o lugar, mais era possível ouvir o barulho da água correndo. Jade fora recolhendo flores que cresciam rente as raízes de algumas árvores, fazendo uma espécie de buquê de flores silvestres.

Não demorou muito para conseguir ver o rio, desceu o barranco rapidamente até chegar nas pedras. Sentou-se em uma das pedras maiores, enquanto jogava flores no rio precisou diversas vezes olhar para cima tentando evitar que as lágrimas caíssem. A jovem abriu a garrafa de whisky, dando generosos goles que desceram queimando sua garganta, mas que não se comparavam a queimação que sentia no peito. Jade perdera a noção do tempo em que ficara deitada em uma pedra, revezando entre tragar um cigarro e beber diretamente da garrafa. Não era exatamente o que ela tinha em mente quando criança para manter a memória de sua mãe, mas era o que ela passou a fazer e nunca poderia imaginar que seria a última vez.

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Re: Step by step

Mensagem por Jade Collins em Dom Abr 24, 2016 7:04 pm



Falling apart




O mundo estava ruindo desde que uma epidemia que ninguém conseguia combater espalhou-se, pessoas enlouqueciam e atacavam umas às outras de maneiras brutais. Lentamente, as coisas começaram a sair do controle, alguns meios de comunicação que ainda funcionavam passavam mensagens para que as pessoas ficassem em casa ou procurassem os abrigos oferecidos pelas forças armadas, mas isso já não era mais possível depois que todos os governantes caíram. O mundo passou a ser um lugar sem regras.

Na fazenda dos Collins as coisas ainda não haviam fugido totalmente do controle, eles já tinham perdido alguns ajudantes e vez ou outra algumas pessoas tentavam saquear o local, fazendo com que eles aumentassem as inspeções nos arredores da fazenda. Alguns familiares da cidade hospedaram-se na casa até que as coisas passassem, em troca da estadia eles ajudavam nos afazeres. Era estranho estarem todos juntos, já que mal se encontravam em datas comemorativas e agora moravam por tempo indeterminado na mesma casa.

FLASHBACK ON

- As coisas na cidade estão insanas. – Elliot Collins, o primo mais próximo de Jade, dizia segurando o saco de pancadas enquanto a jovem desferia golpes, um atrás do outro.

- Pessoas literalmente comendo umas às outras. – A garota disse secando o rosto na própria blusa. – Quem diria que isso um dia aconteceria.

- Se eu não tivesse visto com meus próprio olhos aquelas coisas comendo um de meus alunos não acreditaria. – Elliot comentou sentando-se em um feno que havia por perto. Ele treinava Jade desde quando ainda lutava e isso acontecia regularmente no celeiro da fazenda.

-  Pretende voltar para a cidade? – Jade perguntou sentando-se próximo a ele.

- Tenho que buscar a Maya. – O homem pegou o celular para mostrar a foto de sua namorada. – Acredita que essas porcarias não funcionam mais? – Disse guardando novamente no bolso.

- Eu posso ir com você. – Jade disse enquanto retirava as faixas de seus pulsos. – É mais seguro do que ir sozinho.

- Nem pensar. – Elliot falou, rapidamente ajudando a garota terminar de retirar as faixas. – Seu pai ia ficar completamente perdido sem você por perto e acho que uma arqueira do interior iria chamar muita atenção. – O homem riu apertando Jade em um abraço de lado. – Você tem que ficar aqui e ajudar a tomar conta do lugar enquanto o resto da família não chega.

- Você que sabe, está perdendo a companhia de uma ótima boxeadora. – A garota disse dando de ombros. – Só tome cuidado. – Jade falou levantando-se para fazer sua ronda.

- Eu vou. – Elliot assegurou ficando em frente da garota puxando-a para um abraço. – E você continue treinando enquanto eu não volto. – O rapaz disse dando leves batidas nas costas da garota.

Seria uma longa viagem para fazer de moto, especialmente agora, com a maioria das ruas congestionadas de carros e pessoas fugindo das cidades. Jade o acompanhou a cavalo até um pedaço, antes dele de fato entrar em uma rua asfaltada. A garota mudou o caminho de volta com receio de ser seguida, aproveitando também para afastar qualquer coisa que estivesse por perto e averiguar a situação de outras moradias próximas.

Semanas passaram e Elliot nunca mais retornara, todos na casa achavam que talvez ele pudesse ter mudado o caminho, já que as coisas realmente estavam mais ruins, mas Jade não conseguia parar de pensar no pior e culpava-se por não ter insistido para ir junto. A garota o procurou por dias em todos os lugares que talvez ele iria, iniciou sua busca na academia indo até a residência de Maya, mas a única coisa que encontrou no caminho foi rastros de morte.


FLASHBACK OFF

Nada se comparava com o sentimento de incerteza. Jade não sabia se seu primo estava vivo ou se já havia se tornado uma daquelas coisas e isso a consumia lentamente. Os dias arrastavam-se e apesar do perigo eminente, raramente a jovem estava completamente sóbria. Isolar-se do mundo evitando falar dos sentimentos era uma característica típica dos Collins, e como a garota nunca fora boa em demonstrar sensibilidade, isso a fazia passar mais tempo em caçadas. Jade já estava a dois dias na floresta atrás de algum animal que pudesse ser suficiente para as oito pessoas que estavam em sua casa. A cada esquilo que a jovem matava, bebericava um pouco de vodca no cantil e aumentava a frequência dos goles especialmente porque já sabia que estava perto da região onde morava.

Amanhecia o terceiro dia quando saíra da floresta seguindo em uma das ruas a menos de três horas de casa, sentia-se derrotada por ter pego apenas alguns esquilos, mas era o melhor que conseguira em semanas. Tragando seu último cigarro, a jovem caminhava distraidamente no meio da rua quando um barulho a despertou de seu transe momentâneo. Em um girar de calcanhares mais desajeitado que o habitual, Jade puxou seu arco apontando para alguma coisa que a espiava por entre as arvores.

- Calma, boneca. – Peter apareceu com as mãos levantadas. - Sou eu. – Disse aproximando-se.

- Droga Peter, quase te mato. –  Jade suspirou aliviada. - Se bem que vontade não falta. – A jovem disse colocando o arco novamente no ombro.

- Eu preciso da sua ajuda. – O rapaz falou rapidamente parecendo aflito. - Meu pai está preso na cabana de apoio. – Disse enquanto segurava Jade pelo braço.

- Preso? O que? Como? – A garota se deixou ser puxada, estava claramente mais lenta que o normal.

- Não sei. – Peter respondeu áspero fazendo Jade franzir o cenho. - Ele precisa de ajuda. – Disse voltando ao tom normal.

Jade não fez mais perguntas e apenas seguiu o rapaz silenciosamente. A cabana a qual ele citara não ficava tão distante e se Peter a pedia ajuda realmente era algo importante. Não demorou muito para que eles avistassem a cabana e Jade preparou seu arco seguindo Peter que ia em sua frente. Assim que chegaram em frente a porta o rapaz sinalizou para que a jovem ficasse na frente. Jade concordou e lentamente abriu a porta entrando em passos silenciosos.

- Aqui não tem nada. – Disse virando-se para Peter, surpreendendo-se com ele apontando lhe uma arma.

- Exatamente. – O rapaz concordou enquanto fechava a porta com o pé. - Me dê essas coisinhas ai, boneca. – Disse apontando a arma para a bolsa e o arco.

- Peter, o que diabos você pensa que está fazendo? – Jade perguntou entregando suas coisas.

- O que eu deveria ter feito há muito tempo. – Peter respondeu jogando as coisas da jovem em uma cadeira. - Você vai ficar quietinha enquanto eu faço o que quero, estamos entendidos? – O rapaz aproximava-se cada vez mais.

- Peter, por favor, não… - Jade disse recuando, mas ele apenas riu do semblante assustado da moça.

Aquele homem em sua frente ela jamais reconheceria como sendo o Peter, seus olhos doentios analisavam de cima a baixo o corpo da jovem, nos lábios mantinha um sorriso sádico e que vez ou outra eram umedecidos com a língua. Jade deu passos para trás até encostar-se em uma mesa na medida em que ele se aproximava ainda apontando a arma, sentia que sua respiração estava descompassada e ela buscava alternativas para escapar.

Peter estava apenas um passo de Jade, suas respirações já se misturavam, ele mantinha a arma na mão esquerda enquanto com a direita levou na direção do rosto da garota. Jade, em um movimento rápido, bateu na mão que estava armada, fazendo com que ele disparasse sem querer. A garota aproveitou para chutar entre as pernas do rapaz que soltou a arma. Jade tentou pega-la, mas ele conseguiu empurrar para baixo de um móvel. Peter segurou a garota pelo cabelo dando-lhe um soco fazendo-a bater com o corpo em uma parede, aproximou-se dela segurando um de seu punhos e novamente a golpeando no rosto.

O rapaz derrubou Jade no chão enforcando-a com o arco que estava próximo, a garota rebateu deferindo socos e arranhadas que não o afastaram, até que lentamente ela fechou os olhos. Peter soltou o arco ao lado do corpo da jovem, o sorriso perturbador que entregava o que ele ia fazer. Enquanto estava distraído desabotoando a calça, Jade abrira os olhos deferindo um chute no rosto do rapaz, fazendo com que ele caísse batendo a cabeça com força na parede, Jade rapidamente passou uma perna de cada lado do corpo do rapaz acertando um soco atrás do outro até que ele ficou desacordado.

Rapidamente a jovem levantou-se procurando por sua bolsa e tirou dela uma corda que usava nas armadilhas, prontamente amarrando os pulsos de Peter. Jade o arrastou prendendo-o em uma pilastra de madeira dentro da cabana. O barulho do tiro havia atraído alguns mortos que estavam na entrada. Jade deu mais um chute no meio das pernas do rapaz que gemeu de dor ainda despertando, pegou suas coisas indo na direção de uma das janelas que fez questão de deixar aberta quando saiu. Jade embrenhou-se entre as arvores novamente caminhando o mais rápido que conseguia para se afastar da cabana. Cuspiu o sangue que tinha na boca e limpou algumas lágrimas que desciam em seu rosto ensanguentado, era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Muita coisa ruim.

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