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Lavanderia da Molly

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Lavanderia da Molly

Mensagem por Ellie Gatsby em Qua Jun 11, 2014 8:41 pm


Lavanderia da Molly

A morte é apenas o começo
Lavanderia da Molly - Nova York
Periculosidade: X
Descrição: Molly fora uma mulher de meia idade que notou uma queda substancial de clientes nos últimos dias, alheia a qualquer fato. Seus clientes nunca tinham tempo para conversar e para deixa-la a par das notícias que aconteciam. Até que alguns clientes um tanto agressivos visitaram a lavanderia da alienada senhora... E a devoraram, cada pedacinho, deixando um defunto sem carne no balcão. Os zumbis não perdoam ninguém, nem mesmo a pequena lavanderia de Molly, um local ainda incrivelmente cheiroso e bem cuidado. Embora não tenha nada útil ali, é possível ainda achar algumas roupas ali. Não fosse pelo sangue seco perto do balcão e o esqueleto de Molly, até que iria parecer um lugar intocado. A lavanderia fica perto do centro da cidade e continua em pé e em ótimo estado, até mesmo as janelas se mantiveram intactas. Por a porta estar aberta na hora do ataque, não houveram danos, mas não há espaço nem opções para se morar ali, tampouco defesas.



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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Michelle Greywood em Dom Nov 08, 2015 6:35 pm


Outro Dia..
… outra luta!
O dia acabara de nascer...

 “ …se eles me pegarem acabou de vez, não posso dar bobeira logo agora! “

    Repetia isso comigo mesma o tempo inteiro enquanto corria e me lançava contra um muro o escalando logo em seguida, o que eu mais temia que acontecesse finalmente aconteceu e eu não conseguia pensar em como me safar daquilo sem ter que lutar, mortos não corriam e não usavam facas ou tacos de beisebol.

 Se eu soubesse o que era aquele lugar não teria botado os pés ali de forma tão descuidada, ao menos eu havia pega algumas coisas que podiam me favorecer por uns dias caso eu sobrevivesse. Ouvia o baque dos pés batendo no chão metros atrás de mim, eu me forçava a correr ainda mais rápido enquanto ouvia as vozes irritadas e esbravejantes enquanto eu seguia correndo para fora daquele quarteirão indo para  área residencial afim de despistar meus perseguidores, minha sorte é que os caras que me seguiam não tinham veículos e nem mesmo armas de fogo, ou já teria morrido assim que me descobriram em seu acampamento.

 Invadi uma casa e segui para seu sótão pois a maioria das casas tinham uma janela que levava ao telhado, de lá eu poderia ganhar uns minutos de vantagem ao descer e correr deles novamente, do modo como eram grandes e lentos cada minuto de vantagem me favorecia em uma corrida, fortões idiotas!

Subindo a escadinha para o sótão ouvi eles arrebentarem a porta da frente da casa e se espalharem por ela, joguei a primeira coisa que achei na frente contra a pequena janela e os estilhaços os atraíram para o sótão, eu tinha poucos segundos para sair dali com vida antes que me pegassem e se isso acontecesse eu desejaria a morte com toda certeza, homens em um apocalipse onde raramente se encontra mulheres e eles se deparam com uma garota roubando suas coisas, isso com certeza me faria desejar a morte.

Me apressei e fui para a beira da janela e me joguei para o lado me agarrando na calha do telhado e subindo no mesmo em seguida,  fui para o lado do telhado onde era mais baixo e me joguei no canteiro com algumas plantas quase mortas, um dos galhos perfurou meu antebraço mas nada muito grave apenas a carne fora atravessada. O importante eram as pernas ainda funcionarem, minha mochila ainda estava intacta e com os mantimentos e objetos, corri de volta para a cidade por uma outra rota os deixando para trás, apenas pude ouvir a jura de um dos homens dizendo que mais cedo ou tarde iriam me achar, boa sorte para eles, ainda não vi uma lesma ensaboada ser pega!


  O sol da tarde ainda estava alto quando cheguei em casa, acho que já podia chamar aquele lugar de casa por me trazer boas lembranças e ter quem ao menos dizer um Oi, joguei a mochila em um canto e gritei para Donna:

_ Volteei! _

O galho em meu braço ainda incomodava então mordi os lábios e o puxei de uma vez contendo agudo grito, logo peguei uma das garrafas de água e despejei um pouco no ferimento aberto, a ardência se alivia logo me fazendo respirar com mais calma. Me sentei no chão apanhei um trapo que havia dentro dela e amarrei em torno do ferimento, suspirei calmamente enquanto despejava as cosias de minha mochila  no chão para ver se nada estava faltando.
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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Donna Marie Pinciotti em Dom Nov 08, 2015 7:27 pm


Nothing left to lose
A garota de pele tão branca que chegava a ser pálida adentrou o local jogando a mochila em um canto e gritando em um tom melodioso: —Volteei! — Um sorriso apareceu no rosto de Donna, aquela voz era música para seus ouvidos... Ou pelo menos estava sendo durante aqueles meses. — Já era hora! — Donna respondeu voltando-se para a garota de forma tão rápida que sua franja invadira seus olhos a incomodando. Donna olhou o braço da garota que estava ferido e se aproximou dela de forma relutante. — Teve problemas? —Após perguntar isso Donna se sentiu completamente estúpida. Claro que havia tido problemas, sempre haviam problemas quando se tratava de sair do lugar 'a salvo'. Donna viu Michelle lavar o ferimento e fechou os olhos respirando fundo. Donna odiava o fato de ter que aguardar a outra garota quando a mesma saia e odiava a incerteza de que Michelle voltaria, mas odiava mais ainda vê-la ferida e não ter ido junto para impedir que se machucasse.

Quando Michelle se sentou no chão Donna se sentou a sua frente, o silêncio se fez presente. Donna viu a garota despejar todo o conteúdo que estava na mochila, analisando com cuidado para ver se não estava faltando nada. Aquela preocupação fez Donna revirar os olhos. — Michelle, está tudo aí! Você sabe que sim, você é boa no que faz e nunca esqueceu de trazer nada! — Donna suspirou olhando o rosto da garota  que continuava a mexer nos itens da mochila, fazendo com que Donna segurasse suas mãos para que ela parasse e tentasse relaxar um pouco.

Donna sorriu passando os dedos levemente pelas palmas das mãos da garota sem tirar os olhos de seu rosto. — Fiquei preocupada. Você demorou mais do que o normal... Juro para ti que quase sai a sua procura! — A voz de Donna era sútil e quase falhava. — Da próxima vez, eu vou junto. E não adianta vir com mimimi, eu não estou pedindo permissão para ir, eu estou afirmando que eu vou, nem que tenha que segui-la! — Donna soltou as mãos da garota e com as mãos esparramou para os lados os itens que estavam jogados no chão a sua frente e então inclinou o corpo ficando de joelhos na frente de Michelle, e com delicadeza colocou uma mecha de cabelo da garota para trás de sua orelha e com a costa da mão destra acariciou a maçã de Michelle. — Coma alguma coisa, você precisa se alimentar! — Donna sorriu fraquinho e então se levantou e arrastou-se com passos lentos até a grande janela do local. Olhou para o lado externo com descrença e pode ver uma pequena movimentação de errantes. Ergueu seu olhar para o céu e desejou mais uma vez que o irmão de Michelle estivesse mais próximo possível. Não que Donna quisesse deixar a garota para seguir seu caminho sozinha, muito pelo contrário, almejava ficar ao seu lado. Mas no fundo Donna sabia que talvez, o irmão da garota tivesse mais habilidades e melhores condições de protege-la do que ela. 

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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Michelle Greywood em Dom Nov 08, 2015 7:57 pm


Outro Dia..
… outra luta!
O medo dera as caras ...

 “ …não posso ter esquecido nada, não posso.. não… “

    Foi enquanto repetia isso comigo mesma quando me dei conta da presence de Donna ali, estava cega e obcecada tentando me certificar de que meu saque havia sido perfeito como os anteriores, eu não me perdoava quando deixava algo para trás pois sabia que um mísero clip’s poderia ser a razão da sobrevivência ou da morte naquele mundo. Olho para Donna estando mais próxima de mim e movendo uma de minhas mechas para trás de minha orelha, seu toque em minha pele me fizeram fechar os olhos por um segundo e suspirar profundamente tentando relaxar. Ela se afastou indo até a janela, alguns mortos caminhavam lá fora o que me fez levantar e segurar um dos braços de Donna e a puxar para longe das janelas e indo para trás do balcão.

   - Não os deixe te ver, por favor. – Abraçava um de seus braços enquanto continuava a falar.

 -  Só fui buscar algumas coisas, acabei caindo de uma árvore mas não foi nada grave, não precisa se preocupar. -  Minha voz soava baixa e um pouco insegura, tinha medo de que ela percebesse que não fora isso, mas não podia arriscar preocupa-la sem necessidade.

Ouvia os gemidos dos errantes enquanto me esticava puxando algumas barrinhas de cereais para perto e entregava uma para ela, e abria uma para mim, apoiava minhas costas questionando:

 - Já devo estar lhe dando muitas dores de cabeça não? Esse meu impulso de querer fazer algo e sempre voltar precisando de cuidados, se quiser.. – sentia um pequeno nó se formando em minha garganta.  - ... se quiser eu deixo os suprimentos aqui e posso ir, consigo me virar até encontrar meu irmão, não quero ser um fardo para você, acabaria te atrapalhando mais cedo ou tarde. -

 Olhava para ela preocupada, não com sua resposta mas que mais cedo ou tarde aqueles caras me encontrassem realmente e para o bem dela seria melhor que eu estive longe dela, não gostava de imaginar o que poderia acontecer se me encontrassem e ainda estivéssemos juntas. O assunto parecia surgir do nada e poderia levantar suspeitas mas era melhor assim, então pego minha mochila e jogo duas garrafas de água e vejo que tinha algumas barras ainda dentro dela e a fecho, dando um breve beijo no rosto dela e indo agachada até próximo de uma janela verificar onde estavam os errantes.
 
   
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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Donna Marie Pinciotti em Dom Nov 08, 2015 8:31 pm


Nothing left to lose
—Não os deixe te ver, por favor. — Disse Michelle agarrando o braço de Donna e puxando-a para longe da janela até atrás do balcão. — Calma Michelle! Você é sempre tão pilhada, eles são poucos! Eu posso cuidar deles! — Donna disse baixinho porém em um tom quase ríspido. Michelle soltou o braço de Donna que olhou para ela de forma preocupada. Michelle se preocupava tanto que as vezes Donna achava que o seu excesso de cuidado traria a ela uma morte precoce. —Só fui buscar algumas coisas, acabei caindo de uma árvore mas não foi nada grave, não precisa se preocupar. — A voz de Michelle era baixa e insegura, mas Donna estava ocupada de mais perdida em pensamentos para perceber. — Deus! Caiu de uma árvore? — Donna perguntou em um tom sarcástico. — Me poupe! Você quer que eu acredite que você, que está acostumada a pular de muro em muro, despencou de uma mísera árvore? Eu te conheço Michelle. Mais do que você imagina! — Donna disse incrédula.

O som dos cadáveres andantes do lado externo da lavanderia irritava Donna, que suspirava e fechava os olhos tentando imaginar como a vida dela estaria naquele momento se o mundo não tivesse mais gente em decomposição do que sobreviventes nas ruas. Michelle fez Donna voltar a abrir seus olhos ao entregar uma barrinha de cereal que, apesar de Donna ter segurado optou por não abrir.   —  Já devo estar lhe dando muitas dores de cabeça não? Esse meu impulso de querer fazer algo e sempre voltar precisando de cuidados, se quiser...— Michelle começou a falar atraindo os olhos de Donna que tomaram expressões melancólicas. —   ... se quiser eu deixo os suprimentos aqui e posso ir, consigo me virar até encontrar meu irmão, não quero ser um fardo para você, acabaria te atrapalhando mais cedo ou tarde.— Prosseguiu Michelle deixando Donna boquiaberta. Donna olhou para Michelle com olhos semicerrados tentando encontrar palavras para dizer o quanto aquilo soava absurdo e então entrou em choque ao ver a garota arrumar uma mochila com garrafas de água e barras de cereais.

Quando Michelle deu-lhe um beijo no rosto, Donna sentiu seu rosto corar e acompanhou Michelle que  se arrastava até a janela para olhar onde estavam o errantes. — Onde você pensa que vai? — Donna perguntou firme porém baixo se arrastando até Michelle e ao chegar perto da mesma colou sua testa na testa da outra garota a olhando nos olhos. — Você não é um fardo! Longe disso! — Disse Donna passando os dedos na alça da mochila que estava pendurada no ombro de Michelle. — Se você não quer me atrapalhar, vai ficar ao meu lado, até encontrarmos seu irmão! — Donna prosseguiu segurando na alça da mochila e a erguendo de leve para que pudesse tira-la das costas da garota. — Porque se você for embora agora, juro por Deus que te seguirei até o inferno e te trarei de volta! — Donna acabou de retirar a mochila das costas da garota e descolou suas testas se distanciando de Michelle enquanto voltava para junto do balcão.  

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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Michelle Greywood em Dom Nov 08, 2015 8:54 pm


Outro Dia..
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 “ … o que fazer? Não posso ficar, mas eu quero… “

    Estava observando a movimentação dos errantes até que noto Donna se aproximando e tocando sua testa na minha dizendo para não ir, caso fosse ela me seguiria, isso tornava as coisas ainda mais complicadas para mim. Ela retira minha mochila de minhas costas lentamente e eu não pensei duas vezes ao coloca-la uma vez mais indo até Donna a abraçando e dizendo:

 - Donna sei que não acredita sobre a árvore, mas se eu ficar vai ser pior para você, melhor que fique sozinha. -  Logo me afastara dela e me aproximava da porta devagar.

Olhava para ela ainda hesitante até que me sento e abaixo a cabeça e suspiro fundo deixando minha mente trabalhar um pouco, mesmo desejando ir embora pensava em como ela ficaria mesmo sabendo que não faria grande diferença eu estar perto ou não já que era ela o nosso elo forte.

- Eu gostaria muito de estar com você sempre, mas acho que a situação ficou meio complicada agora Donna, não sei o que fazer mas sei que se eu ficar vai ser mais perigoso. -

Olhava para o teto em deseja muito que Cameron estivesse ali agora, tudo seria diferente e estaríamos a salvo dos problemas nos quais eu acabei envolvendo Donna, eu tinha cometido uma falha em voltar direto para “ casa “ deveria ter lutado ou enrolado um pouco mais, talvez não me matassem se eu não tivesse armado toda uma fuga e os irritado ainda mais, ao menos não teria posto a vida de Donna em risco também.

 Ao longe escuto um agito dos errantes, vozes altas o longe e meus olhos se arregalam subitamente fazendo meu coração disparar como um trem bala e o desespero cai sobre mim, me lança sobre os objetos e os recolho o mais rápido que podia, minhas mãos tremiam freneticamente e eu mal conseguia raciocinar direito.

- Dddd .. – minha voz travava e eu não conseguia falar direito, sentia que estava em um estado de choque praticamente.

   - ..Sai daqui, agora, por favor. -  Saiu baixo e como um ganido agudo devido o nó em minha garganta.

Não queria acreditar mas eles estavam perto de nós, talvez umas duas quadras no máximo ou talvez nem isso, eram poucos porém eram homens e grandes e eu não conseguia me conter naquele momento exato, logo aprontei tudo de qualquer jeito e pedi para Donna sair dali pelos fundos e ir para longe, ouvia as vozes ficando mais alta com o passar do tempo e isso me fazia ter a certeza de que estavam se aproximando, tínhamos pouco tempo.
 
   
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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Donna Marie Pinciotti em Dom Nov 08, 2015 9:49 pm


Nothing left to lose
Michelle colocou a mochila nas costas mais uma vez e foi até Donna a deixando preocupada. Ela abraçou Donna que a envolveu com os braços de forma terna. —Donna sei que não acredita sobre a árvore, mas se eu ficar vai ser pior para você, melhor que fique sozinha. — Donna soltou um longo suspiro beijando o topo da testa de Michelle pensando que o pior sempre, seria perde-la.

Michelle se afastou de Donna indo lentamente até a porta o que fez os olhos de Donna se encherem de lágrimas e seu corpo fraquejar. Donna estava de costas para Michelle mas ainda sim sabia que a garota estava relutante em ir. Donna passou a mão pelos cabelos começando a ficar nervosa, queria chorar, jogar coisas e gritar que Michelle não tinha o direito de deixa-la sozinha, mas sabia que isso iria deixa-las em uma situação ruim. Donna iria começar a falar quando ouviu vozes altas próximas a lavanderia e então levantou bruscamente virando de frente para porta e encontrando Michelle sentada com feições desesperadas. Michelle balbuciou sons sem sentido enquanto Donna corria para perto da porta. — ...Sai daqui, agora, por favor! — Michelle grunhiu de forma aguda enquanto guardava tudo que estava esparramado na mochila. — O que? De quem são essas vozes Michelle? — Donna perguntou confusa — Essas pessoas te fizeram mal? — Donna perguntou irada segurando o braço de Michelle forte sem se preocupar se isso a machucaria.

Donna puxou Michelle para mais perto a olhando nos olhos. O fogo raivoso nos olhos de Donna eram intimidantes, tudo o que Donna queria saber era se aqueles homens que se aproximavam haviam causado os ferimentos em Michelle. — Eu. Não. Vou. Embora. — Donna disse pausadamente com uma voz baixa porém pesada. Donna soltou o braço de Michelle sem desgrudar os olhos do rosto da garota — Eu vou lá de fora. Você fica aqui, quieta e em segurança. E se você ouvir tiros, ou gritos de qualquer tipo, você vai pegar o meu arco, pular aquela janela e correr para o mais longe que conseguir! — Donna disse empunhando sua faca de caça e empurrando levemente Michelle para longe da porta.

Donna andou em direção a porta torcendo para que, seja lá quem fosse que estivesse se aproximando topasse uma trégua em troca de comida, água e até mesmo remédios, pois pelas vozes diferentes que se aproximavam sabia que estava em desvantagem. A mão de Donna repousou levemente a maçaneta da porta e Donna encarou a madeira por breves segundos antes de tirar a mão do objeto e leva-la até seus cabelos, mexendo neles de forma ansiosa, fazendo com que as ondulações do mesmo se movimentassem de forma rápida. Após soltar um longo suspiro Donna virou-se para a outra garota e se aproximou com passos lentos. A mão livre da faca segurou firme a cintura de Michelle a puxando com cuidado para mais perto e então Donna a olhou nos olhos e sorriu confiante — Mil desculpas, mas eu não vou encarar a morte de frente sem antes fazer isso — logo após acabar de falar, Donna selou os lábios junto aos de Michelle e fechou os olhos, o beijo foi calmo e rápido, mas Donna pode sentir uma força crescer dentro dela, força que a faria proteger Michelle com a própria vida sem nem ao menos pensar duplamente.

Donna abriu os olhos soltando a cintura de Michelle esperando que a reação da garota não fosse tão negativa quanto ela esperava. Após um longo suspiro e um momento de silêncio, Donna estalou a língua no céu da boca erguendo o olhar e balançando a cabeça rapidamente para sair de seus devaneios. — Bom... — Donna começou a falar — Melhor eu ir antes que eles entrem aqui! — Finalizou mordendo o lábio inferior enquanto apertava a faca em sua mão e dava meia volta caminhando rumo a porta mais uma vez. 

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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Michelle Greywood em Dom Nov 08, 2015 10:17 pm


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 “ … agora eu sei a resposta … “

    Tu estava me apavorando enquanto as vozes se aproximavam cada vez mais e mais, sentia meu corpo perder calor cada vez mais e em certos momentos sentia minha mente ficar turva como se fosse desmaiar, mas o interregatório e tons de voz de Donna me trouxeram ao mundo real uma vez mais me fazendo tentar falar para ela o que realmente havia acontecido. Tudo foi tão rápido, ela disse que iria para fora e que eu deveria ficar lá dentro, meu coração parou e minhas pernas estremeceram ao imaginar o que aconteceria se eles a vissem então me levantei rapidamente, antes que eu pudesse fazer ou dizer qualquer coisa Donna parou e se aproximou em passos lentos com uma faca de caça em sua mão, ao contrário das mil ideias que se passaram em minha mente ela me envolveu pela cintura e disse algo que não consegui ouvir de imediato devido ao fato de me perder em seu olhar tão próximo de mim como nunca havia acontecido antes.

 Minhas pernas perderam um pouco da escassa força que ainda tinham ao sentir seus lábios sendo selados ao meu, meu corpo se arrepiou e formigou intensamente naquele momento e me fez me sentir como se tudo o que vivíamos naquele mundo não existisse de fato eu estaria no colégio ou na faculdade desfrutando de um delicioso instante com alguém que eu descobrira sentir uma intensa paixão. Assim que se afasta de mim e torna a ir até a porta eu seguro seu braço e a puxo bruscamente para trás, me aproveitando do momento inesperado todo a faca de sua mão e fico em seu lugar à frente da porta e digo:

  -  Espere um pouco, não precisamos nos arriscar e sair morrendo, ninguém vai lá fora agora. -

Minha voz era trêmula devido o medo que sentia, me aproximei dela e lhe disse o que havia acontecido de fato e por que eu temia por ela também.


 _ As coisas que consegui hoje, eu invadi um local que parecia abandonado e peguei tudo o que podia, mas o local não estava de fato abandonado! Era o acampamento desses caras e eles tentaram me pegar e eu fugi, o machucado no meu braço foi devido minha fuga, eu saltei de uma casa em uns arbustos e um galho perfurou meu antebraço. _

A olhava atenta sem saber o que faria dali em diante, então completei:

_ Foge daqui por favor, eles não precisam te encontrar aqui também! Não sabemos o que vão fazer se te virem aqui também. _

As vozes se aproximavam e eu pude ouvir claramente alguém dizer:

“ Aqui! Ainda tem umas marcas de sangue vindo por aqui! “

Olhei pelas janelas e notei os homens vindo direto para nós, estavam em menor número do que antes, rapidamente algo veio em minha mente.

_ Eu vou leva-los para longe e você nos segue com seu arco, é nossa única chance, os pegando desprevenidos não precisamos tentar nos sacrificar e você sabe que ainda está pra nascer alguém que me pegue em uma corrida. _

 Tentei sorrir um pouco para quebrar o clima tenso enquanto a abraçava com ternura e lhe dava um breve beijo com carinho, logo aproximo minha boca de seus ouvidos sussurrando baixo:

_ Fiquei feliz com o que fez, tinha medo de tentar algo e levar outra bofetada._

Logo me afastei com a faca e fui até a porta com a faca na mão olhando para ela uma vez mais, minha mente traçava a rota que eu deveria seguir até uma região onde eles ficassem encurralados e eu pudesse fugir em segurança.

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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Donna Marie Pinciotti em Seg Nov 09, 2015 10:16 am


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Michelle segurou o braço de Donna a puxando bruscamente para trás. Donna virou o seu corpo na direção da garota, confusa com o que estava acontecendo. Donna abriu a boca para começar a se pronunciar mas a voz doce de Michelle a interrompeu. — Espere um pouco, não precisamos nos arriscar e sair morrendo, ninguém vai lá fora agora. — Donna percebeu o medo na voz da garota e tentou retrucar mas antes que pudesse Michelle se aproximou ainda mais contando-lhe o que havia acontecido: — As coisas que consegui hoje, eu invadi um local que parecia abandonado e peguei tudo o que podia, mas o local não estava de fato abandonado! Era o acampamento desses caras e eles tentaram me pegar e eu fugi, o machucado no meu braço foi devido minha fuga, eu saltei de uma casa em uns arbustos e um galho perfurou meu antebraço. — Donna arregalou os olhos assustada, sabia que, naquele novo mundo, as pessoas matavam umas as outras por diversão, imagina então por causa de um pequeno furto de mantimentos. Donna levou a mão na cabeça pensativa mas a voz de Michelle a tirou dos devaneios novamente: —  Foge daqui por favor, eles não precisam te encontrar aqui também! Não sabemos o que vão fazer se te virem aqui também. — As vozes estavam cada vez mais próximas e Donna sentiu um arrepio dominar seu corpo e aproximou sua boca de forma que a mesma roçasse na orelha de Michelle sussurrando: — Eu não vou deixa-la para morrer Mich! — Donna raramente chamava Michelle por algum apelido mas naquele momento resolveu abrir uma exceção.

—  Eu vou leva-los para longe e você nos segue com seu arco, é nossa única chance, os pegando desprevenidos não precisamos tentar nos sacrificar e você sabe que ainda está pra nascer alguém que me pegue em uma corrida. — Michelle contou um plano de última hora, inicialmente Donna achou que aquilo era loucura mas admitiu para si mesma que aquele plano era o único que poderia realmente dar certo. Donna suspirou se distanciando de Michelle, completamente frustada porque a outra garota iria colocar sua vida em risco novamente. Michelle então sorriu se aproximando e abraçando Donna e logo um breve beijo terno acalmou o coração das garotas. — Fiquei feliz com o que fez, tinha medo de tentar algo e levar outra bofetada. — Tal comentário fez Donna rir, sabia que no outro dia havia passado dos limites em agredi-la mas era a única forma que Donna conseguira demonstrar a frustração e a angústia que sentira.

Michelle tomou a faca em mãos e foi até a porta olhando para Donna como se não quisesse se desprender daquele momento. Donna colocou a mochila com mantimentos nas costas e pegou seu arco deixando uma das flechas já ao alcance de suas mãos caso fosse necessário. Donna sabia que nenhum daqueles caras venceriam Michelle em uma corrida e que provavelmente ela daria um perdido neles, mas o ponto negativo era que assim como eles Donna não era tão rápida e boa em fugir quanto Michelle e talvez se perdesse da garota também.

Um suspiro nervoso saiu dos lábios de Donna que mordeu o lábio inferior.  — Vai dar tudo certo!  — Donna disse alto e claro, tentando convencer mais a si mesma do que a Michelle.  — Michelle... Caso a gente se perca, você sabe onde me encontrar!  — Donna disse com uma voz fraca quase falha se lembrando o único lugar que marcara sua vida pós apocalipse, o prédio em que Graham, Miranda e ela haviam passado algumas semanas antes da morte de Miranda, e o prédio da qual sempre falava e apontava para Michelle quando estavam próximas a ele.  

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Re: Lavanderia da Molly

Mensagem por Michelle Greywood em Seg Nov 09, 2015 10:47 am


Outro Dia..
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 “ … respire fundo e corra, respire fundo e corra … “

   Estava chegando o momento de por um fim naquela história definitivamente, ouvir Donna dizer que não me deixaria morrer fez com que eu me sentisse mais segura e protegida naquele instante, porém eu deveria ter medo, eu precisava sentir pavor naquele instante para poder correr sem deixar brechas para que aqueles caras me pegassem, me sentir segura poderia me dar algum excesso de confiança que poderia por um fim nessa história e este fim seria o meu.

   Donna me fala sobre onde encontra-la caso nos separássemos, era bom ter um local para caso isso acontecesse porém eu não deixaria isso acontecer tão fácil, tinha que garantir que ficássemos à vista uma da outra para caso as coisas se complicassem para alguma das duas.

 - Tudo bem eu sei, tome cuidado por favor, não sei o que fazer se acontecer de eu te perder Donna, só peço que não os deixe te notar. -

 Suspirei fundo e então abri a porta segurando com firmeza a faca em minha mão e passei pela mesma ainda dizendo à Donna:

 - Se algo acontecer, saiba que te amo. -

 Logo bati a porta chamando atenção dos homens que já estavam na mesma quadra da lavanderia, assim que me viram começaram a bradar e me insultar, os provoquei dizendo:

  -  Demoraram para me achar! Isso que dá ter apenas músculos e poucos miolos! Bundões!-

Antes que pudesse terminar a sessão infantil de insultos, algo que por acaso eu não era muito boa diga-se de passagem, os homens se lançaram em disparada em minha direção o que me fez começar a correr rapidamente para longe dali e ir em direção aos becos, eu contava que lá eu conseguiria deixa-los encurralados para que a armadilha desse certo e Donna tivesse facilidade em pega-los. Minha mente pensava o tempo todo em não ser pega e não deixar que notassem Donna, seria melhor para nós duas não nos separarmos antes do tempo.

 Os becos estavam próximos então acelerei um pouco minha velocidade e mantive cerca de 4 metros de vantagem dos homens, não era grande coisa mas assim eu os controlava para que Donna nos alcançasse sem dificuldades, o primeiro beco estava limpo de primeira vista o que me deu a oportunidade de me enfiar nele sem receio algum. Uma pequena parede à minha frente não foi obstáculo tão difícil, porém eu não saltei para o outro lado, caminhei em ligeiros passos sobre o mesmo e saltei para o telhado de uma loja andando próximo à beirada deixando os homens me enxergarem e ficarem me seguindo, notei tona ao longe vindo em nossa direção ela estava segura e isso me fez ficar aliviada.  Saltei para outro prédio onde daria vista para Donna saber onde eu estava,  logo seria o momento para agirmos, seria arriscado porém seria necessário para termos um pouco da nossa “paz” outra vez.

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Michelle Greywood
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Re: Lavanderia da Molly

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