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Treinamento de Perícias

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Treinamento de Perícias

Mensagem por Anthony P. Corwell em Dom Out 26, 2014 9:42 am

Treinamento de perícias



Este tópico é destinado às postagens dos treinos das perícias, visando upá-las. Para maiores informações sobre o sistema de perícias, veja aqui [CLIQUE].

Não há uma padronização na ambientação por causa da vasta gama de localidades em que os sobreviventes podem estar, por isso pede-se que os mesmos descrevam bem o local em que estão durante a narrativa do treino de perícia, que deverá seguir regras abaixo:

♦O sobrevivente deverá escolher uma perícia por treino, disponível para o seu nível, podendo ser encontrada neste tópico [CLIQUE]. A perícia escolhida deve ficar clara e ser destacada ao final do texto em quote, spoiler ou code, para que não haja confusão quanto a ela. No caso de treinos evolutivos (do nível {2/5} para {3/5}, por exemplo), deve-se deixar claro que é um up evolutivo, colocando a perícia atual (que, no exemplo, seria a {2/5}) e, logo depois, adicionando a perícia seguinte (ainda no exemplo, a {3/5}). Não seguir uma dessas regras causará o anulamento do treino de perícia;
♦O sobrevivente terá que desenvolver todo o treino, desde a ambientação até como treinou aquela perícia, deixando claros os motivos coerentes para ter aquela habilidade (um ex-policial ter habilidade com armas de fogo, por exemplo);
♦Deve-se lembrar as regras para se adquirir novas perícias, que podem ser conferidas no link da definição do sistema, mais acima;
♦A especificação de cada perícia e da quantidade de experiência de perícia ficarão num campo específico da ficha de sobrevivente, para que não hajam confusões;
♦Cada perícia terá um padrão de 100 exp para avançar de nível, sendo exclusivas para cada perícia: se eu adquiri a perícia de rastreamento e quero passar de nível, faço um treino voltado para isso, mas o meu rendimento extra (aquele que eventualmente sobrou no fim do up desta perícia) não poderá ser reaproveitado, ou seja, cada treino rende um máximo de 100 exp que não pode ser reaproveitado para outras perícias, mesmo que sobre ao fim do up;
♦No caso de perícias especializadas (os níveis que só podem ser adquiridos com especializações), deve-se ter a especialização que dá acesso ao nível, e no caso de não ter a mesma o treino será anulado;
♦ Além do nível na perícia, o treino pode render até 25 Exp para o personagem.
♦Outras dúvidas, pode mandar MP para qualquer ADM.

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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Jake L. Dwyer em Dom Nov 08, 2015 7:35 am

~ Treino ~


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Apesar da tristeza gerada e dos problemas, a morte de minha mãe serviu para me fazer parar de ser criança. Não no sentido de idade, claro, mas no de maturidade.

Passei a ver o mundo de outra forma. Passei a dar mais importância aos momentos bons, aprendi a superar os ruins e continuar com a cabeça erguida. Aprendi que o modo como uma pessoa está pode dizer muito sobre ela, então, por mais ferido que esteja por dentro, é difícil identificar minha dor. A não ser que você seja alguém próximo e que me conheça por trás da máscara de garoto fraco e incapaz.

E com o conhecimento de que uma aparência pode dizer muito sobre uma pessoa, analiso cada integrante do grupo de sobreviventes que encontrei. Mas se você quer saber como eu os encontrei, precisamos voltar um pouco no tempo:


Saio do abrigo, completamente vestido de preto e com uma faca na mão direita. Frágil, mas útil. Meu objetivo? Encontrar suprimentos ou qualquer outra coisa que sirva para me garantir mais alguns dias, que seja, de vida.

No caminho, sinto um doce perfume. Algo capaz de me lembrar dos meus momentos mais felizes com minha mãe. Mas me forço a voltar para o mundo real e continuar seguindo meu caminho. Meu caminho que agora me leva para seja lá de onde vem esse aroma.

E eu encontro meu destino. As manchas vermelhas, provavelmente de sangue, destacam-se nas paredes claras da lavanderia. Por fora, uma simples limpeza a deixaria como antes, mas, ao olhar pela porta, vejo que, por dentro, a situação é completamente diferente.

Ainda há algumas roupas e alguns produtos de limpeza — acredito que eles que exalam esse cheiro —, mas a maior parte das coisas foi destruída. Apesar disso, entro no edifício e começo a procurar algo que pareça ser útil. Na busca, quase não percebo o som de uma voz. Uma voz grossa e animada, o que não é nada bom. E, além disso, ou a pessoa é louca, ou está acompanhada. Não sei qual parece pior.

Independente de qual seja, vou para perto de umas das janelas e me abaixo, de um jeito que consiga ver tanto a porta da lavanderia quanto a área ao redor desta.

Quando eles chegam, me assusto com o número de pessoas: seis. Um grupo de sobreviventes, a maior parte deles — quatro, para ser mais exato — tem músculos facilmente visíveis e parecem saber lutar bem. Os outros dois são mais magros e, para entrarem num grupo desses, suponho que um seja extremamente inteligente e o outro seja extremamente ágil.

É claro que um grupo desses não iria querer uma pessoa de catorze anos como membro, então continuo escondido, apenas observando e absorvendo qualquer informação que consiga: um deles possui uma pequena mancha de sangue, o que indica que estavam em uma batalha. E se apenas um está sujo, ou ele entrou para o grupo há pouco tempo, ou eles têm um lugar para se limpar e esse acúmulo de sangue em uma região tão pequena provém de um corte ou arranhão praticamente inexistente, de tão minúsculo.

Outra coisa que me alerta é que todos eles estão rindo, demonstrando serem bem unidos e, consequentemente, mais difíceis de serem manipulados, pois teria que manipular todos, e não um só. Também demonstrando felicidade, e, se eles estão felizes depois de uma luta, com certeza não são inimigos fáceis.

E depois de toda essa análise, percebo que eles estão andando na direção da porta da construção. Pego um recipiente contendo algum produto de limpeza líquido — para jogar nos olhos de alguém, caso seja preciso — e engatinho até a máquina de lavar roupas mais perto da janela. Quando eles entrarem pela porta, já terei uma rota de fuga. E depois é só correr. E correr muito.

E é assim que eu faço. Os dois magros — o inteligente e o ágil — entram primeiro, cada um acompanhado por um "guarda-costas" cujo os braços têm alguma medida entre o dobro e o triplo dos meus, enquanto os dois que sobraram, também bem fortinhos, ficam como vigias.

Subo na máquina, pulo pela janela e sigo o plano mais bem formado de todos os tempos: correr. Eles ouvem o barulho e ouço passos velozes atrás de mim. Se eu não fizer alguma coisa, vão me alcançar rápido.

E então eu paro de correr e me viro. Eles se aproximam mais de mim e lanço o pote. Não paro para ver onde acertei e volto a correr.

Percebo que o intervalo entre um passo e outro aumenta, o que mostra que uma das duas pessoas parou de andar. E esse intervalo está bem longo, então o outro está andando um pouco mais devagar. Fala algo com o outro, mas não me preocupo em entender.

Não sei como, mas tive a sorte de acertar em algum lugar que tenha salvo minha vida, então corro de volta para o abrigo. Não encontrei suprimentos e quase fui morto, um dia maravilhoso.

PS:

Treino de Leitura Corporal: {1/5] ~> {2/5}
Coisas:

✶ {Blusa de Moletom} [Uma simples blusa de moletom preta sem detalhe algum. Não é muito grossa, mas serve muito bem para se esquentar. Possui um capuz ligado à blusa e este também não é muito grosso.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente]

✶ {Faca} [Faca de cozinha inicial. É uma faca de cozinha comum, serrilhada na parte de baixo e com 15 centímetros. Seu cabo não prende tão fortemente a lâmina, podendo quebrar se muito forçado. Apesar de ser uma arma frágil, é afiada e de fácil manuseio, podendo qualquer pessoa usá-la com certa perfeição.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Administração por se cadastrar no fórum]

Legenda


Ações Jake Introdução




Thanks Thay Vengeance @
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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Anthony P. Corwell em Dom Nov 08, 2015 12:36 pm


Avaliação

Na condição de uma perícia como a de leitura corporal, arrisco-me a dizer que seu treino foi, de fato, perfeito. Sim. Você conseguiu analisar cada um dos participantes do grupo nos mínimos detalhes, como mesmo eu já tinha dito em sua última avaliação, com uma naturalidade que é de se assustar. A situação em que se colocou, usando de uma ambientação existente, também me fez acrescentar uns pontinhos aqui, juntamente com a sua saída ágil e deveras sortuda. Sem mais, meus parabéns, analista!

— Coerência: 50/50
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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Jack V. Petrov em Dom Nov 15, 2015 4:19 pm


Welcome to the new age


Training - I


Nenhum sinal de vida. Pelo contrário, apenas morte.

Vagava pelos corredores do hotel, à procura de algo que poderia saciar a fome que viria ou até armas. Mas nada aparecia. Após um bom tempo em que o local tinha sido tomado por grunhidos daqueles demônios, o silêncio havia finalmente se estabelecido. Todo o clima era tenebroso, macabro, a tensão voltara a se instalar. Era como se vivesse um filme de terror.

Ao entrar no que antes era o restaurante, a imagem à minha frente fizera meu estômago revirar-se em repulsa: um homem de aparência deplorável e monstruosa devorando um outro, inerte, com uma roupa que parecia ser garçom, que ironicamente repousava sobre uma das mesas.

Tinha em mãos a faca de cozinha - que raramente soltava -, já cheia de sangue e um tanto desgastada, mas que ainda era útil. Antes que pudesse dar meia-volta e tentar escapar daquilo, a criatura me notou, largando o corpo - ou o que restara dele - e vindo até mim. Continuei caminhando até a porta mais próxima, mas sabe-se lá por qual motivo ou a entidade que interviu naquilo, o enorme e luxuoso lustre - que já estava aos pedaços - despencou de vez (só os fios elétricos das lâmpadas prendiam-no ao teto). No caminho até a saída, o que não era tomado pelo objeto, era pelos cacos de vidro.

"Fugir não é minha praia mesmo", concluí mentalmente, sorrindo e dando de ombros. Virei-me novamente, encarando o zumbi então a pouco menos que dois metros à frente. Ele mantinha os braços esticados, como se tentasse me pegar. Retirei do bolso o canivete, armando-o.

"Link start!"

Com as duas armas em mãos, levei-as nos pulsos do morto-vivo, retirando-as em seguida. Desenhei um 'x' no ar, como se tentasse afastar seus membros superiores, e em seguida repeti o movimento, nas diagonais inversas, descruzando meus braços. O inimigo continuava ali, avançando, sem sequer se preocupar com as lâminas cortando sua carne podre. Parecia que não sentia dor alguma. Tinha um único foco: me comer (literalmente).

Recuava, já que não conseguia matá-lo daquele jeito. Entretanto, estava cercado - era bem difícil sair dali e, caso conseguisse, vários outros dos canibais estariam me esperando. Em um momento acabei escurregando em algo que parecia ser óleo, deslizando pelo chão. Não tinha me ferido, mas a tal criatura ainda insistia em me pegar. Não demorei muito para levantar, recuperando os itens em mãos.

Utilizando a faca e o canivete, procurava ao máximo me defender das investidas do oponente, que não atacava de outra forma além de tentar me segurar para morder. Olhei ao redor, procurando algo no ambiente, mas nada serviria. Praguejei baixo, me jogando para o lado quando percebi o adversário na minha frente. Esquivava sempre que podia, mas sabia que não ficaria me defendendo para sempre. Não tinha como vencê-lo se continuasse daquele jeito. "Nunca recuar", lembrei das palavras de meu pai. "A faca é a melhor amiga do homem", o general russo dissera. E Petr não era famoso apenas por saber lutar, mas principalmente pela sua inteligência e frieza em combate.

Quando reparei, estava encurralado, com uma bancada tocando minhas costas. Respirava fundo, estudando a situação e analisando o ambiente. Guardei de volta o canivete e segurei mais firmemente, com ambas as mãos, a simples faca de cozinha. Por um segundo, ao olhar o reflexo no metal, pude lembrar das únicas pessoas que tive na vida, e que as vidas não pude salvar.

- Talvez realmente seja crucial ser frio na guerra. - As palavras saíam da minha boca de forma sutil, como se estivesse falando com aquela arma; ou até para a imagem de meu pai. Mas não, estava afirmando aquilo comigo mesmo. - Mas guerreiros movidos por emoções podem ser imbatíveis também. - Então poderia jurar que o reflexo era o de Natalia. - Encontre a força na sua fraqueza.

"Ele é lento, fraco e burro", concluí. E deveria usar aquela vantagem. Antes que o zumbi tentasse me abocanhar novamente, pulei a bancada. Ele continuava a todo custo achando que conseguiria de alguma forma mágica passar por aquilo e me morder.

"Star... burst... stream."

Assim que se impulsionou para frente, levei uma das mãos até sua cabeça e a bati contra aquela barreira entre nós, logo depois segurando seu pescoço, mantendo-o ali, e enfiando a faca na lateral do seu crânio. Continuei com a lâmina ali, apertando-a contra o mármore, até pegar novamente com a mão que o segurava o canivete, cravando-o na parte de cima de sua cabeça. O morto-vivo parou de se debater, e então puxei de volta minhas armas. Mas nada era perfeito. Não havia nem um minuto de descanso.

Assim que olhei para trás, mais daqueles monstros surgiam pela cozinha, outros entravam pela porta (ignorando os cacos de vidro que estavam na entrada). Matar um zumbi não era se livrar dele. Era como cortar uma cabeça da hidra. A morte era apenas o começo.




Inventário

✶ {Faca} [Faca de cozinha inicial. É uma faca de cozinha comum, serrilhada na parte de baixo e com 15 centímetros. Seu cabo não prende tão fortemente a lâmina, podendo quebrar se muito forçado. Apesar de ser uma arma frágil, é afiada e de fácil manuseio, podendo qualquer pessoa usá-la com certa perfeição.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Administração por se cadastrar no fórum]

✶Canivete [Um canivete simples com 10 centímetros de cabo e 8,5 centímetros de lâmina, totalizando 18,5 cm. Sua lâmina é considerada resistente, por mais que não possa ser forçado contra superfícies muito duras. Seu cabo é moldado em madeira rústica e envernizada com ótimo encaixa para ambas as mãos. Nele há também incluída uma pederneira que pode ser usada para gerar fogo, desde que saiba como fazer. Seu manejo não é complicado, mas melhora com perícias específicas.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Evento de Lançamento
Perícia treinada

✶ Perícia em armas pequenas e laminadas de curta distância: {1/1}

Acho que na minha ficha era pra estar 1/5, não? Enfim, eu queria upar essa perícia aí, e ir pra 2/5.
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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Noah B. Hastings em Dom Nov 15, 2015 6:23 pm


Avaliação

Então, Jack, como já conversei com você, não tenho muito que falar aqui. Foram alguns erros com vírgula, algumas referências que bugaram sua mente na hora de escrever, mas no geral foi um ótimo treino. Acho realmente estranho quando usa parênteses no meio do texto, ele deixa de fluir ao máximo como deveria e tal... Mas nada demais, apenas um detalhe que vai do meu gosto.  Bem, como já falei contigo, nem vou enrolar. Avaliação:

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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Cora Jones em Ter Nov 17, 2015 10:28 am

treinamento — living in a whirlwind
Despertei desorientada imersa na escuridão. Sentei-me de forma ereta, puxando ar para os pulmões, e tossindo de volta por inalar o odor de mofo e tapete embolorado. Por um milésimo de segundo, fiquei paralisada. Achei que estava sonhando, que toda a era apocalíptica não passava de um maldito pesadelo, mas a pontada de dor nas costas e na bunda me puxou para a realidade. Então, de repente, as lembranças regressam como um soco no rosto. Meu corpo age mais rápido que a mente, alcançando a faca caída ao meu lado e a lanterna no outro.

Acendo a lanterna led para enxergar, segurando o cabo da faca com força. Minutos atrás era perseguida por zumbis, e do nada, tudo ficou escuro. Tento analisar o lugar enquanto me levantava devagar. Sala de mármore branco, espaço aberto; no centro mesas, nas paredes quadros grandes e pequenos e no chão mais quadros empilhados. Além disso, vazia. Não há uma alma por perto, nem um som, exceto o de minha respiração. Olho para cima e, nesse momento entendo como cheguei naquela saleta. Devo ter caído daquele buraco no teto, e por sorte, despenquei nessa espécie de cama antiga, amortecendo a minha bunda gorda. Respirei fundo, levando os nós dos dedos até os olhos, apertando-os. A dor era suportável, mas a perseverança dela começava a me irritar.

Observando melhor, percebo que aquilo que eu achava serem mesas são, na verdade, mostruários. Estou numa espécie de sala de exposições. Começo a circular, verificando o que está dentro deles. Encontro uma cópia do Alcorão e uma foto de Malcolm X ajoelhado sobre um tapete. Ele tem um rosto bonito. Maneio a cabeça e me afasto. Coisas do passado. Decido sair dali por me sentir desconfortável. Dentro da minha bolha de luz, chego a um corredor longo e largo, decorado com murais gigantesco sobre mármore rosa. Todas as pinturas são sobre leitura e escrita. Moisés e os Dez Mandamentos. Monges com cabelos horríveis copiando livros à mão. Por acaso estou num museu?

Encontro uma grande escadaria de mármore suave, mas antes de ir até ela, verifico se há presença de zumbis. Quanto mais desço, noto que a área fica mais escuro — apenas a luz ocasional vinda do lado de fora quando passo por uma sala com janelas. Sem luz elétrica, um edifício comum na cidade é apenas uma pilha de cavernas quadradas com alguns buracos. Mas este lugar é como um complexo de túneis. Apontando a lanterna à direita, atento a uma porta. Vejo uma grande sala — talvez de nove metros quadrados —, cheia de mesas, quadros nas paredes e divisórias por toda a parte. Absurdamente silencioso, absurdamente limpo. Sem sangue, sem lixo. A impressão é de ser um lugar sereno, mas sinto que tem alguma coisa muito estranha aqui. Perdendo o interesse, meus olhos seguem para o canto mais fundo da sala, onde uma porta dizia: ESTANTES DA ALA SUL e SAÍDA. Atrás dela, descubro todo um andar — mais iluminado — apenas com estantes de metal como se fossem quarteirões da cidade estendendo-se para os dois lados. Milhões de livros e pura informação. Então, quando menos espero, escuto passos e um gemido grave, sem palavras distintas. O fedor de gordura, podridão e carne em decomposição infesta o ambiente.

Não. Não. Agora não. Passo de uma prateleira a outra quando os passos recomeçam. Sem pensar duas vezes, guardo a lanterna e a substituo pelo facão, já que podia enxergar muito bem sem a ajuda dela. Com os sentidos hiperalertos, corro na direção da saída ultrapassando estantes uma a uma, sem causar muito barulho. Porém, a silhueta corcunda aparece à minha frente gemendo tão alto que quase perco a compostura. Rangi os dentes forçando meus pés a pararem. O morto-vivo era uma mulher vestida com roupa de secretária, agora tinha a carne pálida e inchada, suja, rasgada e com uma parte da saia e da blusa amarelada ensanguentada. Tento permanecer calma, não quero chamar atenção de outros, mas do jeito que vejo a situação, a única saída é seguir em frente. Voltar é muito perigoso. Um risco.

Começo a recordar cada ensinamento do meu treinamento de combate. Distribuir o peso igualmente entre os pés é essencial. O joelho frontal fica levemente flexionado, os cotovelos nas laterais, mantendo a mão esquerda com a faca na frente e o facão — mão direita — atrás. “Se for um local pequeno ou estiver encurralada, quanto mais você recuar mais área vai deixar para o agressor... encurtar o caminho às vezes é a melhor solução.” Dizia meu instrutor. Maneio a cabeça, concordando. O trabalho de pernas é a chave. Inspirando fundo, encurto a distância sem hesitação. Num movimento rápido, corto as juntas das mãos da criatura. A cena não é bonita, graciosa, legal ou heroica, nem sequer bem executada. Mas não nego, a sensação é boa. Sangue e tecidos jorram. Em um humano o ataque causaria uma bela hemorragia, mas num zumbi, isso não é nada.

A criatura cambaleia, porém, os gemidos e aquela fome descontrolada característica de um morto-vivo não cessa, pelo contrário, parecia mais agitada e decidida em tirar um pedaço de mim. Ela se joga de encontro ao meu corpo. Desvio com um grunhido, chutando-a na barriga para afasta-la. Retrocedi vários passos. A coisa não pensa, mas age por instinto. Inspiro fundo mais uma vez. “Não demonstre fraqueza. Um predador deve levar em consideração se vai se machucar ao derrubar a presa, mesmo que saiba que vai ganhar.” As palavras do meu pai ecoam na minha cabeça várias e várias vezes. “Seja o predador, não a presa.” Sem perder o foco e o ritmo, libero toda a raiva e magoas acumuladas numa enxurrada de golpes brutais. Levo a faca até a boca da ex-secretária, infligindo um corte profundo do nariz até os lábios, arrancando-lhe vários dentes podres da frente. Com o facão, encaixo ferozmente no crânio como se fosse um martelo, esmagando sua carótida. A Sra. Zumbi fica paralisada e então, desaba no chão.

Expelia o ar em lufadas, sentia as bochechas queimando, o tênue suor escorrer da testa até o pescoço, a ardência nos músculos das pernas, braços e as calorosas fisgadas nas costas, tudo ao mesmo tempo. Posso estar sendo meio contraditória e lunática sobre o que vou dizer agora, mas todas essas sensações, faziam-me sentir mais viva do que nunca. Isso é bom ou ruim? Ignoro esse fato por um segundo, pois o embate chamou a atenção dos amigos adormecidos. Não iria enfrentar mais zumbis por causa do risco. A sobrevivência fala mais alto. Dou meia volta, e vou na direção da porta da saída.


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✶{Facão} [Possuindo uma lâmina prateada com cerca de 25,5 cm de comprimendo, a arma muito bem afiada vem acompanhada de uma bainha de couro resistente que facilita tanto o acesso ao objeto  quanto a movimentação portando este. Não é pesado e pode ser manejado por usuários sem muita dificuldade, mas seu uso é ampliado com a perícia adequada.] (Sem uso mínimo) [Recebimento: Evento de Lançamento]

✶ {Mini Lanterna Led} [Uma pequena lanterna preta que, mesmo com seu tamanho pequeno e portátil, pode iluminar uma grande área. São necessárias pilhas específicas para usá-la.] (Sem nível mínimo) [Recebimento: Prêmio Pela Ficha de Sobrevivente] (Vem com um par de pilhas necessárias para ligá-la)


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Re: Treinamento de Perícias

Mensagem por Lindsey Johnson em Qui Dez 10, 2015 3:42 pm


avaliando
a morte é apenas o começo

Olá, Cora!

Antes de tudo, preciso te dizer uma coisa: você escreve muito bem! Sério, fiquei presa na leitura do início até o fim e fiquei muito curiosa sobre a história da sua personagem. Sobre o treino, ele foi ótimo. Adorei o modo como usou as falas de conhecidos de sua personagem como modo de lembrá-la a como agir em uma luta. No entanto, tiveram alguns errinhos de gramática - errinhos bem bobos que podem ser evitados com uma revisão.

No mais, ótimo treino, parabéns!

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Re: Treinamento de Perícias

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