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Ficha de Especialização

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Ficha de Especialização

Mensagem por Anthony P. Corwell em Dom Nov 02, 2014 8:18 am


ficha de especialização
a morte é apenas o começo


Apesar de facultativas, as especializações dão vantagens quase que irresistíveis, e são de relevante importância na vida ON dos sobreviventes. Assim, a ficha a seguir tem a funcionalidade voltada somente para o adicionamento das especializações e suas respectivas vantagens, sendo o único modo de adquiri-las. A ficha deverá ser postada nesse mesmo tópico para que recebam a avaliação - seja a aprovação ou reprovação.


REGRAS

✶ Cada player pode ter no máximo três especializações, caso faça uma quarta ficha ela será ignorada.
✶ O nível mínimo para ter uma especialização é 1, e a partir daí só no nível 15 e depois no 30.
✶ Fichas incoerentes, com muitos erros ou fora do padrão serão reprovadas.
✶Caso o nível necessário para a segunda e a terceira especialização não tenha sido atingido, a ficha será automaticamente reprovada.


FICHA

✶ Qual especialização deseja adquirir? {Dentre a lista de especializações, deve escolher uma}
✶ Por que deseja ter essa especialização? {Aqui deve colocar o motivo de ter essa especialização}
✶ Seu nível: {Aqui deve colocar o seu nível}
✶ Qual a sua relação passada com a especialização? {Para uma maior coerência, seu personagem deve ter tido alguma relação pré ou pós-apocalíptica com a especialização almejada, por menor que seja}
✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela. {Aqui deve relatar uma experiência usando características da especialização.}

Especializações disponíveis:
Armas brancas
Acampistas
Atiradores de elite
Artilharia pesada
Analisas
Curandeiros
Saqueadores
Mecânicos

Death is only the beginning ♦ Walkers


Última edição por Anthony P. Corwell em Seg Nov 09, 2015 9:48 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Jake L. Dwyer em Sex Nov 06, 2015 8:36 pm

Especialização


----------------------------------------------------------------------
✶ Qual especialização deseja adquirir?

Analista.

✶ Por que deseja ter essa especialização?

Jake era uma criança até pouco tempo, então não seria coerente se ele fosse um experiente com armas, por exemplo. Além da personalidade dele, analista me parece ser algo legal, que possibilita histórias interessantes. E tem as perícias, claro.

✶ Seu nível: 1.

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

Após a morte da mãe, Jake ficou, por muito tempo, calado, então passou a ser um grande observador e detalhista, analisando, até hoje, as pessoas ao seu redor antes de falar com elas - no caso de ele julgar que esse é o certo a se fazer.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida e três perícias iniciais relativas à ela.

Saio do porão e, posteriormente, da casa, ainda desconfiado, esperando que algum zumbi apareça a qualquer momento e tente me matar. Mas o que vejo é completamente diferente: vazio. Quer dizer, ainda há restos do que um dia foi o bairro onde morava, mas não há ninguém. Pelo menos eu não encontro ninguém.

Reentro na casa e corro para a cozinha, ou para o que sobrou dela. Em meio aos destroços, encontro uma faca. É simples, afinal, é só uma faca de cozinha, mas é melhor que nada. Ou seria, se eu soubesse usá-la. Mas, de qualquer jeito, pego ela e volto para fora da casa.

Andando pelo que um dia foi uma cidade movimentada, olho ao meu redor, procurando qualquer sinal de vida humana. E então eu acho.

Ele me parece um pouco estranho. É bem magro, o que indica que está há algum tempo sem comer. Mais importante, indica que não está tão forte quando estaria se estivesse alimentado. Além de magro, suas roupas são todas pretas, e a camisa está um pouco suja. Ou ele é inteligente e usa preto para não chamar atenção no meio dos zumbis, ou é alguém solitário que só gosta de preto. E quanto à sujeira, significa que ele está vagando pelos destroços há um tempo.

"É, não parece representar riscos para mim", penso, minutos antes de me aproximar do homem.

— Olá — digo, e ele se assusta. Vira para a minha direção tão rápido que vejo que deixei passar alguns detalhes em minha "avaliação". Mas se ele se assustou, é porque tem medo. E eu diria que tem bons reflexos também — Não sou mais um zumbi, não precisa se preocupar.

— É, eu também não — ele diz, depois de assentir com a cabeça. Estende a mão, e eu o cumprimento — Alex.

— Jake — respondo enquanto apertamos nossas mãos.

— Você não acha que é novo demais pra enfrentar um apocalipse zumbi, não, garoto?

— Eu até acho, mas parece que os zumbis pensam diferente — sorrio — Mas seria mais fácil se eu tivesse alguém para me ajudar. E talvez eu saiba onde tem comida e água.

— Você me convenceu na parte da comida, garoto.

PS:
Como já dito, o objetivo é tornar-me analista. Perícias usadas: Leitura Corporal, Socializador e Persuasão.

Legenda


Ações Jake "Pensamentos"




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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Anthony P. Corwell em Sex Nov 06, 2015 9:53 pm


Avaliação

— Jake L. Dwyer: Novamente, encontra-se aqui uma ficha sucinta, sem grandes aprofundamentos, mas coerente quanto ao que foi proposto. Gostei da forma como usou as habilidades, conseguindo colocar de forma que eu me esforcei um pouco para conseguir entender - sim, foi natural a esse ponto. Sem mais, meus parabéns, analista!

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Tiberius Zaunberry em Sab Nov 07, 2015 9:03 am

Especialização


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✶ Qual especialização deseja adquirir?

Curandeiro.

✶ Por que deseja ter essa especialização?

Por que o que Tiberius mais gosta de fazer é ajudar as pessoas, mesmo que sejam desconhecidas. Quando o moreno ajuda alguém, ele sente-se em paz e pronto para qualquer coisa. Ver as pessoas melhorarem é algo que consegue deixar Tibers bem.

✶ Seu nível:

1.

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

No passado de Tiberius, este cursava medicina na faculdade e pretendia se tornar médico depois de alguns anos, mas acabou tendo que encerrar sua jornada na universidade por ter se iniciado uma epidemia.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida e três perícias iniciais relativas à ela.

Esta cena ocorreu num estágio que Tiberius fazia, antes mesmo do apocalipse ficar mais intenso.

Ser médico é interessante, eu poderia formar várias conclusões sobre como me comportar diante dos pacientes, mas me parece que nem sempre conseguiria fazer isso. Estive dentro da minha sala, o hospital estava cheio como sempre, vários doentes e alguns com fraturas, seria interessante se o povo se cuidasse mais. Me levantei da cadeira pegando a ficha do próximo paciente, me dirigi até a porta e gritei seu nome. - Christian Halford. - Pronunciei observando o garotinho se aproximar. Sorri de canto por ver que era uma criança. - Olá Christian, pode entrar. - Falei fechando a porta e me sentando esperando o garoto me cumprimentar.

- Oi. - Respondeu de forma seca e com medo, talvez algo tivesse acontecido com o garoto.

- Prazer, Tiberius. - Falei deixando a ficha do garoto sobre minha mesa, então o olhei o analisando. - Quantos anos você tem? - Perguntei curioso me levantando e ficando próximo do garoto.

- T-tenho oito anos. - Respondeu o menino gaguejando e desviando os olhares o tempo todo. Sorri de canto e me abaixei, eu era um pouco alto para ele.

- Então, o que aconteceu? - Esperei uma resposta com a maior paciência do mundo.

- É que, eu... - Começou e parou em seguida.

- Pode falar, confia em mim. - Ele me olhou tentando acreditar em minhas palavras.

- Eu fui a floresta, meus pais disseram que era perigoso, mas eu arrisquei. - O garoto continuou a contar, seus olhos se enxeram de lágrimas, mas falou o que aconteceu. - Encontrei uma faca enferrujada e velha, peguei ela e comecei a brincar. - Ele limpou algumas gotículas que tinham em seu rosto e segurou o choro. - Aí de repente eu escutei um barulho vindo de algum lugar, me assustei e corri para tentar sair dali, mas escorreguei e cai com a faca em mãos, sem querer deixei ela me fazer um corte. - O olhei de forma atenciosa e não acreditando em suas palavras, mas não o questionaria.

- Tudo bem, pode me mostrar onde foi o corte? - Perguntei enquanto ele levantava um pouco a camisa e mostrava na lateral de sua barriga uma ferida com sangue seco e inchaço em volta. Encostei em sua cabeça e percebi que o mesmo estava quente, era febre. - Olha, você sabia que a floresta era um lugar perigoso. - O olhei pegando um algodão com água para limpar o pouco de sangue que havia ali. - Você sentiu muito frio esses dias? - Perguntei para o garoto terminando de tirar a sujeira dali. - Sim, fiquei tremendo direto, por isso desses agasalhos. - Ele comentou envergonhado.

- Você precisa tomar uma vacina. - Falei analisando seu corpo e encostando em alguns músculos. Vários estavam rígidos e encontrei sinais de espasmos pelo corpo do menino, fiquei com medo de que acontecesse algo ruim com ele, mas me mantive calmo, já sabia o que ele tinha. - Você sabia que objetos enferrujados são perigosos quando não se tomam as vacinas contra algumas doenças? - Perguntei sem precisar de uma resposta.

- Vai doer? - Ele perguntou entristecido.

- Creio que não. - Fui até um armário onde se encontravam várias seringas, até então achar uma que funcionaria no caso do garoto. - Fale para sua mãe que você vai precisar limpar essa ferida diariamente, para então cicatriza-la. Além disso, para aliviar seus sintomas peça para ela comprar esses antibióticos e antitoxinas. - Falei me sentando na cadeira e escrevendo o que era necessário para o menino. - Não esqueça de pedir um suporte para respiração, talvez seja necessário. - Comentei observando ele concordar com a cabeça.

Me levantei e apliquei a vacina no menino, seus olhos começaram a escorrer lágrimas, mas ele segurou para não abrir um berreiro.

- Isso, seja forte. - Falei enquanto ele me olhava com medo. - Tome cuidado, seus ossos estarão frágeis, terá difusão muscular e alguns problemas respiratórios. - Falei entregando para ele um papel com algumas informações sobre como tratar a doença. - Christian, Tétano é perigoso e não tem cura, mas se você se tratar, provavelmente tenha vários alívios. - Falei para o menino, como se fosse um irmão mais velho.

- Obrigado Tiba, Tiber... Como é seu nome mesmo? - Gargalhei de leve o olhando.

- Pra você pode ser Tibers. - O olhei abrindo a porta para o menino.

- Obrigado mesmo. - Me agradeceu novamente, me senti realizado então apenas acenei com a cabeça.

- Próximo. - Falei com um sorriso largo.


Legenda


Ações • Falas de Tiberius Falas de outras pessoas.



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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Noah B. Hastings em Sab Nov 07, 2015 9:28 am


Avaliação

— Tiberius Zaunberry: Então, moço. Sua ficha foi boa sim, assim como seu texto anterior na de sobrevivente. Achei um pouco bagunçada em questão de organização por conta das falar, mas nada demais, certo? Acredito que você possa ser um bom curandeiro, e sua história foi interessante. A proposta era narrar o uso das habilidades de curandeiro pós-apocalipse, mas não faz mal escrever como foi descrita. Além do mais, por ser sua primeira especialização, a avaliação não é muito rigorosa. Sendo assim, parabéns, curandeiro!

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Nicholls M. L. Heawrt em Sab Nov 07, 2015 11:23 am

✶ Qual especialização deseja adquirir? Saqueadora.
✶ Por que deseja ter essa especialização? Porque combina com a personalidade de minha personagem e porque ela já tem certa especialidade em roubar.
✶ Seu nível: 3.
✶ Qual a sua relação passada com a especialização? Nicole roubava lojas de departamentos para chamar atenção de seus pais ausentes.
✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

Avistei de longe a grande loja, coloquei o capuz sobre o rosto e comecei a armar o plano. Assim que entrasse, pegaria algo e colocaria na bolsa de alguém, acusaria essa humilde pessoa e iria sair de boa da loja. Provavelmente correr um pouco, já que perceberiam a falta em pouco tempo.

Caminhei para dentro da loja como qualquer outra cliente, não era a primeira nem a última vez que eu pegava um item emprestado de uma dessas lojas caras de departamento. Esbocei um sorriso falso ao chegar no balcão de óculos de sol. — Olá, querido. Por favor, me mostre aquele Calvin Klein azul. — Apontei o objeto, esperando o ruivo abrir a prateleira e me entregar o mais caro óculos do ano.

Assim que percebi a resistência, aproximei-me mais dele, repetindo o que havia dito antes de maneira mais doce. — Só irei provar, moço. Não vou roubar. — Me afastei, sorrindo satisfeita com o objeto que me era entregado. Coloquei-o no rosto, observando as pessoas ao redor, o plano precisava ser efetuado com perfeição, ou perderia o diamante que tanto queria e a minha mesada para o resto do ano.

Retirei o acessório do meu rosto quando notei o atendente se virar, indo até uma adolescente que olhava diamantes perto de sua mãe. Coloquei o óculos na bolsa dela, a moça era tão tapada que não percebeu eu enfiar a mão nos seus pertences. — Segurança! Ela pegou o óculos que eu estava olhando e o colocou na bolsa! — Gritei, vendo o caos se instalar onde me encontrava. Quando pararam de prestar atenção em mim, joguei todos os diamantes que estavam em cima do balcão na minha bolsa, era hora de um pequeno maze runner.

Corri para fora da loja, os alarmes soaram loucamente, mas não era hora de olhar para trás. Mamãe certamente poderia ignorar isso também.

Ps::
Habilidades usadas: Furtividade, Agilidade e Planejador.


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Marcio Voux em Sab Nov 07, 2015 11:23 am

Especialização


----------------------------------------------------------------------
✶ Qual especialização deseja adquirir?

Curandeiro

✶ Por que deseja ter essa especialização?

Marcio era um estudante de medicina antes do apocalipse zumbi, ou seja, seria interessante e até coerente que ele fosse um curandeiro durante sua jornada.

✶ Seu nível: 1.

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

Como estudante de medicina, Marcio é apaixonado por anatomia, criação e desenvolvimento de remédios naturais e principalmente por cuidar de pessoas. Não teve muitas oportunidades de estágio, mas sua paciência e confiança o ajudam na hora de alguma emergência.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida e três perícias iniciais relativas à ela.

Marcio estava um pouco ansioso. Era seu primeiro dia na tenda de atendimento do abrigo de Nova York. Todos os instrumentos estavam dispostos na mesa de operações e foram recentemente lavados. O rapaz usava luvas descartáveis e um jaleco branco de algodão por cima da blusa de moletom preta.

Cinco longos minutos se passaram. O tamborilar dos dedos indicava uma leve falta de paciência em relação ao "dia cheio" que fora prometido a ele na noite anterior. A luz do local piscava e parecia estar na mesma sintonia do tédio que tomava conta do rapaz.

Finalmente a porta branca abriu. Era um homem loiro que se arrastava e vestia uma blusa completamente empapada de sangue. Seu braço direito estava coberto de cortes e ele uivava de dor a cada passo que dava. Rapidamente Marcio se levantou e ajudou o paciente a se acomodar em uma maca. Ele fechou a porta e correu para pegar um pano limpo, uma esponja e um balde com água tratada.

— O que aconteceu? — seu tom de voz era calmo e concentrado.

— O cachorro da minha esposa enlouqueceu, me atacou — ele falava entre choros e berros. — Não estou contaminado, sei que aquele safado é muito bem tratado e vacinado. Mas o desgraçado resolveu me arranhar quando quis fazer carinho nele.

"Pelo tamanho do aranhão e a profundidade do corte, deve ser um cão de médio porte". Marcio pediu para o homem deitar e segurar na barra metálica da maca com o máximo de força que conseguisse, pois o processo seria doloroso. Limpando cuidadosamente a ferida, uma análise mais detalhada permitiu a identificação do padrão do corte.

Eram faixas na diagonal, o que significava que o cachorro atacou o paciente enquanto o mesmo se abaixava para fazer carinho nele e as garras atingiram aquela região sem muita profundidade. O que provocou o ângulo das diagonais foi a ação rápida do homem, que provavelmente se levantou antes da situação piorar, alterando o sentido do ferimento.

Marcio pegou uma garrafa com uma pomada de casearia sylvestris e aplicou o conteúdo em um pano limpo. Colocando a pomada cuidadosamente no local com ferimentos, ele esperou parte do conteúdo entrar em contado com a ferida para envolver o conjunto com gaze e esparadrapo.

Quando o braço do paciente ficou suficientemente coberto pelas bandagens mas ao mesmo tempo permitindo alguns movimentos, ele sorriu e dispensou o homem loiro. Guardando o pote de pomada e limpando a mesa, Marcio recordou dos tempos de faculdade. Várias simulações foram realizadas durante seu período de estudo. Seu primeiro atendimento não foi tão difícil quanto pensava e isso o animou.

OBS:
Usei as perícias habilidades curativas, detectar doenças e remédios naturais



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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Helen D. Stone em Sab Nov 07, 2015 12:26 pm


like a challenge?
avaliação
Nicholls M. L. Heawrt — então, eu gostei do enredo do seu texto, mas achei que ficou um pouco sem sentido. Primeiramente, você disse que roubava para chamar atenção de seus pais ausentes, mas em seguida disse que, se eles soubessem, você perderia a mesada pelo resto do ano. Como chamaria suas atenções se eles não estavam cientes do seus feitos? Fora isso, pude localizar algumas vírgulas mal posicionadas, pontuações falhas. Então, por favor, corrija tais erros e volte para que possamos te avaliar novamente!

Marcio Voux — não vi nada de errado em sua narração, gostei do jeito como descreveu seu atendimento ao paciente e sua pontuação foi impecável. Como não tenho nenhum erro para comentar, só peço que, em textos próximos, destaque suas falas. Dito isso, bem-vindo aos curandeiros!







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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Michelle Greywood em Sab Nov 07, 2015 8:03 pm

✶ Qual especialização deseja adquirir?

Saqueadora

✶ Por que deseja ter essa especialização?

Pode-se dizer que Michelle tendo corpo leve e esguio possui uma aptidão física natural para missões que exijam agilidade e velocidade, como por exemplo, buscar suprimentos que exige uma ação rápida e furtiva.

✶ Seu nível:

 Nível 1

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

A relação é singela e simples, Michelle sempre fora apaixonada por esportes e ginástica artística, o que lhe conferiu um corpo atlético e esguio desde pequena. Era apaixonada em correr e brincar de pique- esconde, roubar bandeiras e brincadeiras que exigiam velocidade e agilidade, sendo pequena e leve desde a infância ela sempre soube se aproveitar desses atributos o que acabou vindo a calhar num cenário onde a brincadeira poderia lhe salvar a vida e de muitos que dependessem de uma busca rápida e furtiva por alimentos e suprimentos.


✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

  O dia acabara de amanhecer o sol raiava e os murmúrios e gemidos dos errantes soavam como um despertador para quem já estava perdendo o pouco sono que restava, o cansaço de lutar pela vida durante todo o dia nos dava uma pequena porção de exaustão para dormir a noite. Me levantava e trocava meu “ pijamas “ de short jeans e uma blusinha com as beiras rasgadas pelo minha roupa comum do dia-a-dia, uma calça jeans velha e surrada rasgada nas laterais na altura da coxa, e atrás na panturrilha, uma blusa larga e frouxa de malha fina que era fresca e leve de cor acinzentada. Ia do quarto para a cozinha quando um garoto de aproximadamente 12 anos diz que não tínhamos mais muito suprimentos para todos, estávamos lá a poucos dias e eramos em torno de 8 pessoas contando comigo, fui até os armários e revirei todos os quartos daquela velha casa até o porão e sótão para ver se não encontrava algo, mas nada, peguei uma velha mochila e uma barra de ferro decidida a ir até o centro da cidade buscar algo que nos desse ao menos mais um dia sem passar fome.

Todos ainda dormiam em profundo sono então caminhava com passos leves enquanto me dirigia para a porta da frente lentamente, assim que estava do lado de fora olhei ao meu redor e vi que haviam poucos errantes no caminho até a cidade o caminho mais seguro seria pelo parque onde tinham algumas árvores, elas me dariam uma vantagem estratégia de pique-esconde. Me agachei e caminhei em uma corrida leve até uma das árvores e espiava para ver onde estavam os errantes, alguns à 5 metros à minha esquerda, então me virei para a direita e corri até a árvore mais próxima, segui essa ideia até poder chegar à cidade mas é claro que em alguns momentos tive de matar e fugir de alguns errantes. Com 10 minutos gastos eu estava finalmente na cidade, ela parecia limpa exceto por alguns pequenos grupos de mortos vagando e gemendo no meio das ruas, eu procurei um caminho mais seguro mas não achava pois os becos poderiam ter grupos maiores vagando, as ruas eu chamaria atenção muito fácil e seria muito ruim pequenos grupos se aglomerarem em uma manada. Achei uma lixeira encostada na parede de uma loja de roupas e a usei para chegar no telhado, ela dava acesso entre outras lojas com pouca distancia entre os telhados então me aproveitei disso até chegar em uma pequena loja de doces e bolos. Caminhei devagar por seu telhado até achar uma pequena tampa solta no telhado, deveria ser uma saída de ventilação do forro, a arranquei com a barra de ferro, ela era pequena para um homem poder passar por ela e para minha sorte eu não era um homem, me esgueirei passando apertada pelo buraco da tampa e desci contento a velocidade de queda até o forro com minhas mãos. Fazendo um pequeno buraco no forro pude ver que havia uma prateleira abaixo de mim e pelo menos naquela região não haviam errantes, sabia que faria barulho mas precisei quebrar parte do forro naquela região, escutei os gemidos e a movimentação dos errantes se dirigindo até aquele local, então fui até outra parte do forro um pouco mais distante e fiz o mesmo, logo o grupo se moveu para o novo local e eu fui para o buraco que havia feito anteriormente.

 Desci sobre a prateleira lentamente e  em seguida pulei caindo suavemente no chão, rapidamente olhei ao meu redor procurando qualquer coisa que fosse comestível, achei algumas barras de cereais e saquinhos de biscoitos, vencidos ou não eram eles mesmo que iriam para mochila. Olhava por cima das prateleiras vendo se nenhum morto havia se movido para minha direção, confirmado que ainda estavam longe percorri outras prateleiras e encontrei algumas bolachas e mais barrinhas de proteína, era pouco mas era o que aquele lugar tinha, notei uma lata de feijões próxima de mim e também a movimentação dos errantes o que dizia que meu tempo tinha acabado ali, tive que sacrificar meus preciosos feijões os jogando contra uma das janelas do local para atrair os errantes para longe de mim.  Assim que o vidro se estilhaçou os mortos foram em sua direção e eu corri na direção oposta até a prateleira onde eu descera, tive que saltar e me esticar como um felino para alcançar a beira do forro e poder subir novamente, joguei a mochila pelo buraco por onde entrara e logo sai por ele tentando abrir meus braços para que eles me prendessem dentro do tubo e eu não caísse, estava soada e tinha o risco de escorregar e me esborrachar no piso da loja e morrer devorada. Assim que voltei ao telhado do local sentei um pouco e respirei fundo, missão cumprida e bem executada pensei comigo mesma, agora era hora de levar o café da manhã do pessoal.
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Noah B. Hastings em Sab Nov 07, 2015 9:53 pm


Roubei mesmo
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Michelle Greywood — Aqui estamos mais uma vez, hein? É realmente notável sua capacidade e paciência para escrever. Pode-se dizer que você realmente gosta e é boa nisso, por sinal. Muito bem, eis aqui mais um exemplo ótimo de ficha! Não vejo como negar, apesar de que um pequeno detalhe ou outro poderia estar mais bem descrito, mas foram encobertos por outras partes que cumpriram seu papel. Também seria bom se você fizesse parágrafos menores. Os erros encontrador foram pequenos, então meus parabéns, saqueadora!







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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Donna Marie Pinciotti em Sab Nov 07, 2015 11:06 pm

-
Especialização

❖ Qual especialização deseja adquirir?
Armas brancas

❖ Por que deseja ter essa especialização?
Como eu entendo um pouco sobre o assunto e de ser uma paixão particular, tal especialização favorecerá não só a sobrevivência da minha personagem como também favorecerá posts mais elaborados.

❖  Seu nível:
Nível 01.

❖  Qual a sua relação passada com a especialização?
Donna teve contato com armas brancas desde muito nova, filha única de um casal de classe média alta, ela observou de perto a coleção de arcos, facas e punhais de seu pai. Quando Donna foi atingindo uma certa maturidade, ganhou seu primeiro arco, e costumava a treinar junto de seu pai em uma fazenda de um amigo pessoal da família Pinciotti. Quando Donna completou 14 anos começou a participar de Minis Torneios de Arco e Flecha e apesar de nunca ter tido um instrutor oficial ela ganhou dois anos seguidos conquistou o posto de melhor arqueira mirim de Newark.

❖  Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

— Aí está o nosso amigo de novo! — Disse Donna apontando para a escuridão do seu posto em cima de um dos prédios da imensa Nova Iorque.
— Como você sabe que é o mesmo? Está escuro Donna! — Graham disse se levantando e forçando seus olhos em direção ao andante que se aproximava com dificuldade por causa do nível de putrefação que sua perna já havia tomado.
— Graham, eu estava a menos de um metro de distância quando vi o desgraçado devorar sua irmã viva! Eu o reconheceria até pelo cheiro! — Donna disse de forma rude antes de pegar o seu arco de estimação nas mãos.
— Todos eles não cheiram igual?! Donna eu sei que seu nível de... Afeição pela minha irmã era mais do que somente uma amizade... Mas você só tem três flechas! Esse andante está sozinho, não tem como ele subir aqui então é praticamente inofensivo para nós! Vale a pena gastar uma das poucas flechas que te restam para se vingar de um andante que nem sabe se é o mesmo que matou a Miranda?! — Graham perguntou confuso enquanto se posicionava atrás de Donna. Donna revirou os olhos e se recusou a responder Graham enquanto posicionava seu braço esquerdo completamente esticado na frente de seu rosto de forma que todos os músculos de seu braço estivessem enrijecidos o bastante para que o mesmo não tremesse. Sua mão esquerda apertava com força mas ao mesmo tempo de forma delicada a grande estrutura de madeira que era quase do mesmo tamanho de Donna. A mão direita da garota agarrou uma das flechas de dentro de sua mochila aberta e o sangue já seco na ponta do instrumento fez Donna torcer o nariz. Donna posicionou a flecha fazendo com que a corda de fio vegetal se esticasse até que sua tensão quase a arrebentasse. Donna alinhou a flecha de forma perfeitamente reta no rumo de sua boca e então respirou fundo. Ela já estava na posição certa. Ao suspirar a mulher sentiu a adrenalina tomar seu corpo por inteiro e então Donna fechou os olhos. Pequenos momentos de sua vida vieram a sua memória, os treinos com seu pai quando o cheiro do vento era de grama recém molhada pela chuva, e Donna quase conseguiu sentir a brisa gélida do fim da primavera esparramar seus cabelos e logo depois em sua memória veio Miranda. Depois da morte de seus pais Donna não havia se apegado a mais ninguém até que Miranda apareceu. Os olhos verdes da ruiva faziam Donna querer chorar de emoção e suas palavras de positividade não motivavam Donna mas a fazia se sentir mais perto de casa. Mas quando a cena de ver Miranda ser devorada aos poucos, agonizando e berrando com a dor insuportável Donna não teve dúvidas de que completaria o que estava quase a fazer.

Donna voltou a abrir seus olhos soltando um rugido raivoso, seus olhos focaram na cabeça do andante que gemia de forma vazia. Sua mão esquerda se ajustou a nova posição que o zumbi tomara sua mão direita soltou a corda e flecha com uma delicadeza fora do comum. Graham nem ao menos viu a flecha voar mas ouviu o barulho do instrumento cortar o ar de forma tão rápida que fez um ruído parecido com um assovio, assovio esse que fora música pra os ouvidos de Donna. Os olhos atentos da dupla em cima do prédio faziam com que o ar pesasse e a expectativa daquela flecha que voava como uma bala de uma arma qualquer acertasse o andante fazia os ombros de Graham pesarem. O andante caiu no chão e então um suspiro de alivio saiu dos lábios de Donna que logo começou a chorar baixinho. Graham decidiu não interferir, apenas levou a mão direita até seu peito batendo forte o bastante para fazer barulho enquanto gritava e olhando pro céu: —  Essa foi por ti Miranda! Agora você pode descansar em paz minha irmã! —

O resto da noite foi mórbido. O silêncio dominou todo o lugar e Graham acabou pegando no sono enquanto Donna estava parada atônita, olhando para o errante caído por horas. A chuva fina que batia em sua pele como canivetes parecia não incomoda-la e as expressões vazias da garota logo se tornaram sonolência e Donna dormiu debruçada no parapeito do prédio.

O dia amanheceu da forma mais familiar possível. O Sol se escondia por dentre as nuvens pesadas e Graham já estava de pé quando Donna se levantou. Donna observou o rapaz revirar cada uma das três mochilas aflito e, mesmo já sabendo do que se tratava Donna resolveu perguntar: —  Nossa comida acabou?! —  Graham concordou com a cabeça e Donna praguejou baixinho. Ela e Miranda haviam saído no dia anterior em busca de comida mas não deu tempo de encontrarem nada. A grande tragédia aconteceu antes que pudessem ao menos, invadir qualquer casa. —  E quanto tempos de água? —  Donna perguntou completamente descrente. Graham levantou uma garrafa pet de dois litros com apenas dois dedos de água dentro. Donna chutou o ar nervosa. — Eu vou sair pra buscar comida e água! —  Donna disse colocando uma das mochilas vazias no ombro e colocando as 4 garrafas pet já vazias dentro da mesma e apanhando sua faca de caça. —  Eu vou com você! —  Graham disse determinado mas antes que pudesse se levantar do chão Donna o interrompeu. —  Não Graham! Você tem que ficar aqui e me dar cobertura! Eu vou fazer o mesmo trajeto que faria com a Miranda ontem, o plano continua o mesmo! Preciso de você aqui se a situação ficar feia! — Graham assentiu com a cabeça decepcionado enquanto Donna caminhava rumo as escadarias do prédio.

Pisar na rua em tais circunstâncias era como pisar em areia movediça. Donna sentia-se como se fosse ser engolida pela morte precoce a qualquer momento. Para a sorte de Donna a área parecia estar limpa. Alguns andantes tentavam segui-la mas eram poucos de mais para que se preocupar e lentos de mais para alcança-la se ela corresse. Donna passou pelo zumbi que havia matado na noite anterior, e finalmente teve certeza de que matara a criatura certa. Removeu sua flecha da cabela do andante e a guardou na mochila e então seguiu rumo ao pequeno amontoado de casas que havia um pouco mais a frente. Graham a acompanhava com os olhos segundo por segundo e a viu sumir quando ela virou a esquina.

Donna já havia entrado em três casas e matado cerca de cinco andantes quanto invadiu o que seria a última casa que entraria naquele dia. Tudo estava correndo perfeitamente bem quando Donna ouviu barulhos. Primeiramente pensou que era mais um andante, empunhou a faca com destreza e foi caminhando na direção dos sons quando parou de frente para um homem. O homem tinha cabelos loiros e olhos castanhos, seus músculos eram literalmente extravagantemente definidos e ele era bem mais alto que ela. — Ora o que temos aqui? Uma princesa! — A voz rouca e provocativa do homem fez Donna se sentir suja e atraiu seus outros dois amigos que pararam um de cada lado do homem. Um desses amigos, o mais baixo, de pele morena puxou a bolsa de Donna de suas mãos  o que fez com que a garota se irritasse. — Acho melhor você me devolver! —  Donna disse em um tom raivoso quase infernal. — Se não o que? A princesa vai nos bater?! —  O homem de cabelos loiros disse com o mesmo tom provocativo de antes. — Exatamente! —  Donna sorriu de forma sádica apertando ainda mais a faca em mãos. O homem de pele morena riu ironicamente jogando a mochila para o loiro e partiu para cima de Donna que desviou do ataque sem muita dificuldade. Donna poderia ser mais fraca e menos pesada, mas com certeza era mais rápida. O homem pareceu surpreso e voltou a partir para cima de Donna que apenas ergueu a mão cuja segurava a faca e a levou pra frente de forma com que a lâmina da mesma ficasse completamente virada para o lado oposto do rapaz. Ao perceber a rápida reaproximação do homem Donna deu as costas para o mesmo fazendo um movimento brusco para trás com o braço fazendo com que a faca furasse a garganta do homem que caiu em cima das costas da garota sem forças, porem vivo. Donna o jogou pro lado e se virou para vê-lo caído na própria poça de sangue que escorria de seu pescoço. Os outros homens pareceram não se importar com o homem que pereceria em pouco tempo apenas arquearam a sobrancelha enquanto o loiro voltava a falar, dessa vez com um tom mais respeitoso: —  Impressionante! Seu namoradinho te ensinou isso? —  Donna ergueu a mão a espera da devolução da mochila enquanto dizia: — Sou humilde o bastante para admitir que não posso lutar contra vocês dois ao mesmo tempo! Eu perderia. Então porque a gente não faz assim, vocês pegam toda a comida da mochila e duas garrafas de água? Eu preciso das outras duas para a minha família que esta refugiada aqui por essas redondezas. Aí eu vou embora, e vocês não vão ver o rosto da "princesa" nunca mais! —  Ao ouvir o que Donna disse o loiro olhou para o outro rapaz que assentiu com a cabeça. Abriram a mochila e retiraram quase tudo que havia lá de dentro. — Uma caixa de cereais é o suficiente para que você e sua família se alimente por essa noite?! — Desta vez  quem disse foi terceiro rapaz, que não havia e pronunciado ainda. Donna confirmou com a cabeça e o loiro jogou a mochila para ela. — Aí está, duas garrafas de água e uma caixa de cereal! Espero que você nunca mais se esbarre na gente princesa, porque o seu fim será o mesmo dele! —  O rapaz disse apontando para o companheiro que estava agonizando no chão. Donna apenas colocou a mochila no ombro e correu para fora da casa o mais rápido que conseguiu.
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Noah B. Hastings em Dom Nov 08, 2015 7:44 am


Roubei mesmo
avaliação
Donna Marie Pinciotti — Donna! Já amei seu post quando vi o PP e a especialidade escolhida, mas isso, é claro, não interfere nessa avaliação. Seu texto foi muito bom, sua escrita é ótima, sua história envolvente e coerente. Os erros que encontrei foram pequenos como falta de vírgula em um ponto ou outro, assim como um travessão fora de posição no final do segundo parágrafo. Outra dica que eu dou é a de colocar cores específicas nas falas, mas é apenas uma dica. Por fim, tudo que era preciso para passar foi colocado na ficha, então, meus parabéns!







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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Jack V. Petrov em Dom Nov 08, 2015 2:03 pm


Especialização

❖ Qual especialização deseja adquirir?

Armas brancas


❖ Por que deseja ter essa especialização?

Primeiramente, porque meu personagem terá uma postura mais ofensiva - em um grupo, seria um dos soldados -, e esse estilo de arma é o que mais me agrada, melhorando a narração do combate, até porque é o tipo de arma mais fácil de se encontrar - então tem uma familiaridade maior.


❖ Seu nível:

1


❖ Qual a sua relação passada com a especialização?

Jack era militar, passou uns bons anos no exército russo, então já tem uma familiaridade com armas (de vários tipos). Ele costuma sempre andar com pelo menos uma faca para defesa pessoal, e quando jovem teve alguma prática com o seu pai, um tenente que valorizava o combate com armas brancas.


❖ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela:

Minha roupa possuía marcas de sangue - que não era meu -, além de pedaços rasgados. A única arma que possuía era a faca que pegara na cozinha do hotel. Pelo que parecia, era o único sobrevivente naquele lugar.

Errado.

As lágrimas já haviam secado do meu rosto, não sentia mais nada. Meu interior era apenas um vazio. Estava de pé, andando pelos corredores do local; o corpo de Natalia enrolado em lençóis no meu colo. Um grito pareceu ter vindo de outro quarto, mas continuei andando. Não iria me arriscar por ninguém. E todo aquele remorso bloqueava qualquer sentimentalismo.

Até que uma voz ecoou na minha mente, e poderia jurar que via Natalia em minha frente. "Sobreviva por mim", dizia a tal voz. "Um aliado pode te ajudar nisso. Sozinho as chances são menores". Passei a mão no rosto, saindo daquela alucinação e voltado à realidade. Respirei fundo e fui em direção ao cômodo, cedendo à razão.

A porta estava destruida, os móveis revirados. Uma bagunça total no quarto. Deitei sutilmente o corpo de Natalia na cama e retirei a faca do cano da minha bota, caminhando lentamente até o banheiro, de onde o barulho vinha, evitando chamar atenção.

O chuveiro estava ligado, e em baixo dele estava uma mulher, se escondendo. Um dos mortos-vivos batia na parede de vidro do box, que já estava rachando. A humana logo me notou, surpresa ao me ver. Mantinha o dedo indicador na boca, para que ficasse quieta, e então levei o braço livre ao redor do pescoço da criatura, tentando enforcá-la, enquanto direcionava a mão com a arma na lateral do mesmo local - onde meu membro superior não cobria -, retirando a mesma em seguida e esfaqueando outras duas vezes. O oponente caiu no chão, praguejando e tentando me acertar, mas apenas lhe dei um chute na costela e voltei ao quarto.

- De nada. Agora arrume-se. Teremos que ficar juntos para sobreviver. - Disse para a mulher enquanto virava-me.

Ela mantinha as mãos em suas partes íntimas, tampando-as. Possuía cabelos longos e ruivos e olhos castanhos; seu corpo não tinha grandes medidas, mas era bem detalhado, com curvas bem distribuídas em uma altura mediana, além de sardas e tatuagens ao longo deste. A jovem mulher logo saiu do banheiro também, vestindo calça jeans e uma camiseta preta.

- M-Muito... Obrigada. - Forçou um sorriso, provavelmente ainda abalada e envergonhada. - Acho que somos os únicos normais por aqui. - Suspirou, cabisbaixa. - Meu nome é Margot. Vim com meus amigos de Paris comemorar a formatura e... - Ela não completou a frase, segurando o choro.

- Jack. Moscou. - Respondi, pegando de volta a pequena garota sem vida no colo. - Essa é a Natalia, minha filha. - Engoli em seco. - Era o sonho dela conhecer uma princesa.

Mais barulhos eram audíveis de algum canto lá fora. Mais zumbis apareceram.

- Segura ela, ainda tenho que fazer um enterro digno. - Entreguei a criança morta entre os lençóis. - Toma cuidado e me segue. Vamos ter que achar um lugar seguro, fugir daqui. Não dá pra ficar e enfrentar tantos deles. - Preparei-me novamente com a faca já manchada de sangue.

"Isso não vai resistir por muito tempo, e preciso de algo mais poderoso", pensei comigo mesmo. Mas, por ora, já bastava. Como um bom russo, sabia sobreviver. Havia aprendido coisas na base militar e com meu próprio pai. "A faca é a melhor amiga do homem".



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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Noah B. Hastings em Dom Nov 08, 2015 2:12 pm


Roubei mesmo
avaliação
Jack V. Petrov — Moço, já nos conhecemos? -q Bem, vou direto ao assunto. Já sabia o que esperar de uma narração sua, e o nível foi alto como o esperado. O que realmente precisei avaliar foi a história em si, o conteúdo descrito nas palavras tão bem encaixadas. Não vi problemas nisso também, inclusive é a sua cara entrar em um banheiro na situação que foi citada. Por fim, não vejo motivos para não te colocar no grupo.







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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Cassie Hudsson em Dom Nov 08, 2015 4:33 pm

✶ Qual especialização deseja adquirir?
Curandeiros
✶ Por que deseja ter essa especialização? Em meio a um apocalipse zumbi, as condições climáticas e até mesmo rurais, contribuirão para o fortalecimento de algumas doenças, até mesmo o surgimento de novas. Ter um membro especializado em cuidados médicos é de muita importância para alguns grupos, especialmente se estes forem numerosos. Cassie apenas deseja amenizar o grande problema
✶ Seu nível: 1
✶ Qual a sua relação passada com a especialização? Cassandra cursava medicina em uma das maiores universidades, Stanford, nos Estados Unidos. Além de sua média estar no rank dos dez melhores alunos, trabalhava como cirurgiã no hospital regional, adquirindo um certo conhecimento sobre o corpo humano e podendo operar um paciente com poucos recursos e de última hora.
✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.
A noite caía lá fora, e o silêncio espreitava como um monstro na escuridão. Era possível ouvir com nitidez a respiração ofegante da silhueta em sua frente, esparramada em uma cama velha. Cassie tentou manter a calma, o pânico não a tiraria daquela situação.

Pouco antes do entardecer, Gwen, Cassie e Danny permaneciam em sua caminhada pelas ruas estreitas de Texas. Gwen alegara possuir um pequeno posto de saúde mais adiante, onde poderiam residir por algumas noites. A provabilidade do posto estar emergido em uma grande quantidade de mortos-vivos assustava a garota, entretanto, a amiga insistira em leva-los até lá, garantindo uma segurança temporária.

Cassandra encontrava-se então naquela situação. Certamente não havia mortos-vivos, o que lhe causava suspeitas de estarem trancafiados em alguma sala, mas o perigo era eminente. Danny escorregara em uma poça de água, atravessando sua barriga em uma cadeira quebrada. Conseguiriam o mover com cuidado, deixando apenas a fina madeira que afundava em seu corpo.

Em motivos do apocalipse, boa parte dos aparelhos e utensilios haviam sido roubados ou quebrados, e tiveram de o carregar por um tempo até encontrar aquela pequena salinha, onde alguns materiais ainda permaneciam intactos. Infelizmente, morfina não estava entre eles, e Danny teria de lutar contra a dor.

— Ele está horrível — Gwen estava perto a porta, com seus longos cabelos ruivos colados ao rosto, motivos do suor que escorrera até ali — Ele vai ficar bem?

A maioria das pessoas não pareciam enxergar o real problema, e acreditavam em um fim prospero. De qualquer forma, Cassie sorriu da maneira mais agradável que pode, e levantou de sua cadeira — Sim, sim. Eu espero. Preciso que me ajude a tirar a madeira, e logo após, preciso que o segure.

— Segurar? — Cassie ignorou a pergunta da garota, levando seus dedos para o objeto que permanecia no peito de seu melhor amigo. Seus olhos fechados reviraram de um lado para o outro, e o pulmão fazia esforço para repuxar o ar. Conteve as lágrimas que emergiam em seus olhos castanhos, lembrando da situação que o mundo encontrava-se. Inevitável, pensou.

Gwen segurou o homem pelos ombros, cautelosamente. Minuciosamente, a médica enrolou seus dedos no pé da cadeira, colocando força em seus braços e a puxando com rapidez. Danny abrira seus olhos azuis, e o rosto tomara uma coloração avermelhada. Sentia dor, embora não estivesse agoniando, era perceptível sua dor.
Buscou na prateleira um pequeno frasco de Nabacetin, um pano velho, agulha e linha. Fixou seus olhos nos de Gwen, que parecia tão assustada quanto ela, temendo pela perda de seu amor platônico. Rasgara a blusa azul de Danny, expondo a profunda ferida ao centro de sua barriga. Uma lagrima escapara de seus olhos, mas não dera espaço para outras — Segure, o mais forte possível.

Levou o pano branco até o local, limpando-o suficiente para o procedimento seguinte. Cassie enfiara a linha sobre a pele pálida do homem, e o tempo pareceu congelar. Danny acordou-se, e os gritos fluíram como liquido, ecoando pelos corredores e atingindo o lado externo do posto de saúde. Gwen tratou de enfiar um tecido na boca deste, abafando o som rapidamente.

— Ele não pode...ele não pode — as palavras tratavam em sua garganta, e Cassie lhe jogou uma expressão inquieta. Desde os acontecimentos, ela não sabia como lidar com momentos referentes aqueles. Gwen chorava, e sua melhor amiga nada fazia.

Não demorou para fechar o buraco, embora o homem persistia em remexer-se, tomado pela agonia e dor que o matava aos poucos. Ignorou o vazio que surgia em seu estomago, e abriu o frasco de Nabacetin, despejando o pouco que ali tinha em cima dos pontos. Geralmente utilizado para amortecer feridas e as cicatrizar, o remédio faria efeito em alguns minutos, mas era esta espera que decidiria o fim. Dali por diante, dependia apenas de Danny.

Mais tarde, estavam as duas socadas ao canto do quarto. O peito de Danny já não subia, e sua respiração não existia. Jazia ali alguém que tanto amavam, que escolhera a morte ao invés da vida. Gwen, como esperado, apertava o rosto em um travesseiro, abafando o choro que fazia seus braços e pernas tremerem. Cassie, por outro lado, apenas observava o branco doentio de uma parede, perdida em sua própria dor que a corroía por dentro.


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Lily Wölf Green em Dom Nov 08, 2015 5:44 pm

✶ Qual especialização deseja adquirir?
Armas Brancas.
✶ Por que deseja ter essa especialização?
Devido as circunstâncias, será bem útil uma especialização em armas, pois isso irá me
ajudar com posts mais elaborados e a sobrevivência da personagem.

✶ Seu nível:
1
✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

Lily desde pequena apresentava uma paixão peculiar por armas, seu avô um ex militar, fazia questão
de ensina lá como manusear uma faca, e para Lily não passava de uma simples brincadeira acertar uma flecha no alvo.  

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

Lily estava treinando no quintal da família, lançando suas facas no alvo, estava cada dia melhor ela tinha que admitir.
Pegou outra faca e arremessou no meio do alvo, sorriu ao vê lá acertar. Ouviu um grito vindo de dentro da sua
casa e logo o sorriso se desfez. Seu coração disparou e de imediato reconheceu a voz de sua mão pedir por socorro, pegou
uma de sua facas e foi em direção a casa.
Olhou em volta e parecia tudo normal até ouvir outro grito, mas agora era de seu pai. Subiu as escadas correndo e
quando chego a porta do quarto, seu coração se apertou ao ver os pais caídos com sangue em volta deles.

Com lágrimas nos olhos se postou ao lado dos dois e chegou a cabeça no peito de sua mãe e em seguida no de seu pai, ambos
já não tinham mais batimentos cardíacos. Na cabeça de Lily se passavam mil coisas, mas no momento ela só sabia chorar, havia
se deparado com os pais mortos e o que ela se perguntava era quem havia feito isso, quem tinha matado aqueles que ela
mais amava. Ouviu um barulho vindo de um dos quartos e logo se lembrou de seu avô.

Depositou um beijo na pele fria de seus pais e limpou as lágrimas, caminhou esperançosa em encontrar se avô são e salvo. Mas
suas esperanças se esvaíram quando ao entrar no quarto se deparou com o corpo caído. Viu um morto vivo ir em sua direção, pegou
a faca e  deu alguns passos para trás com receio em atacar. Visto que ele continuava  ir em sua direção a passos lerdos, a garota
em um movimento rápido insistiu contra ele faca o acertando, mas o morto vivo  ainda se via resistente então ela repetiu, o
esfaqueando. Ele caiu no chão se contorcendo e Lily o chutou com toda força que tinha. Não queria ficar para ver se ele  havia morrido, apenas
deu um beijo breve em seu avô e saiu do quarto. Diferente de antes, ela não estava chorando, pelo contrário, em seu peito
nascia uma sede por matar aqueles mortos vivos, que tirara da vida dela, os únicos que Lily amava.
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Cameron Ayden em Dom Nov 08, 2015 6:45 pm

Especialização


----------------------------------------------------------------------
✶ Qual especialização deseja adquirir?
Atirador de Elite.

✶ Por que deseja ter essa especialização?
Dentre todas as especializações essa é a mais interessante para a trama do personagem, e também por saber manusear muito bem armas por ser policial.

✶ Seu nível:
1

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?
O rapaz aprendeu a usar armas desde pequeno por causa do pai ser do exército e terem várias armas em casa, caçava quase todo final de semana com seu avô e suas irmãs. Quando se tornou policial seu relacionamento com armas se tornou ainda maior. Por ser ambidestro consegue usar duas armas ao mesmo tempo.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.
O silêncio pairava sobre o lugar, caçar com seu avô e suas irmãs era algo que para Cameron já havia se tornado uma tradição de finais de semana. O rapaz estava observando um cervo com o seu avô, iria dar de presente de aniversário para ele a cabeça do animal pelo fato de ser uma grande colecionador de cabeças empalhadas. O Animal estava caminhando em direção ao lago, a mira do rapaz exatamente na cabeça do bicho, Cameron então respirou fundo e prendeu a respiração para que o movimento de seu corpo fosse o mínimo possível, começou a contar em sua cabeça, o animal ainda estava em movimento então atirar seria algo totalmente inútil, por que além de assustar a sua caça ele iria perder uma bala atoa, quando a sua conta chegou ao 12 ele voltou a respirar normalmente mas ainda assim mantinha a mira apontada para o pequeno animal. Ao chegar bem próximo do lago o cervo inclinou a cabeça para saciar a sua sede, aquele seria o momento perfeito para acertar ele se não fosse Michelle chamar a atenção do bicha, o rapaz ficou bravo com a intromissão, a garota estava do outro lado do lago em cima da plataforma chamava o animal e ficava balançando os braços para ele, foi quando seu avô colocou a mão no ombro de Cameron e sorriu para o rapaz:

-Meu Jovem, observe em volta! Ache possibilidades, nem sempre tudo está perdido, aproveite sempre a situação!

Cameron olhou para a cena a sua frente, sua irmão de um lado chamando a atenção do cervo e do outro lado o cervo a observando imóvel, o que para ele era uma tentativa de fazer o animal fugir era a chance perfeita de acertar o seu alvo em cheio, sem responder o seu avô ele olhou pela luneta novamente, respirou fundo e segurou a respiração novamente, começou a contar em sua cabeça e quando chegou no numero 5 ele disparou, o tiro havia acertado em cheio o animal, e se podia ver do outro lado do lago a cena de sua irmã comemorando aquela situação, ele então sorriu para o seu avô e disse calmamente:

-Olha Vô, o senhor é muito inteligente sabia?

O velho olhou para o rapaz e deu um sorriso amarelado para ele, Cameron sabia que sempre que o seu avô dava aquele sorriso era por que estava se lembrando do seu passado no exército, aquela foi a melhor época que ele tinha vivido:

-Meu filho, tem uma coisa que eu aprendi, e que você também deveria aprender. Diante do fogo o papel queima e o ouro brilha. O impossivel é questão de ponto de vista, quando estiver em uma situação em que parecer que você é papel, olhe ao redor e veja como você pode se tornar ouro.

Cameron abraçou o seu avô. De fato iria levar aquela frase pro resto de sua vida.



Thanks Thay Vengeance @


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Seiko Norwood em Dom Nov 08, 2015 6:56 pm

ficha de especialização

✶ Qual especialização deseja adquirir?

Saqueadora.


✶ Por que deseja ter essa especialização?

De todas é a que mais se adequa à minha personagem, já que esta tem um passado que envolvia muito furto para a sua própria sobrevivência e mesmo com o apocalipse continua a ser necessário.


✶ Seu nível:

Nível 3.


✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

Seiko sempre precisou de muita habilidade para conseguir furtar sem que fosse apanhada, pois sendo de uma família pobre que pouco fazia por ela, ela mesmo teve de conseguir um método para sobreviver. Foi assim que começou a roubar aos outros, aperfeiçoando a habilidade ao longo do tempo. Para saquear tem de fazer quase o mesmo, em ataques rápidos, usando a sua furtividade.


✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

Dorme um pouco. — foi a única coisa que pôde dizer para confortar a criança nos seus braços. Mais uma vez discutiam, pois a mais nova não queria perder a sua irmã quando esta arriscava a sua vida para tentar encontrar suprimentos para ambas. Esperou um pouco e quando sentiu a pequena adormecer nos seus braços, pousou a sua cabeça na cama, fechando a porta do quarto ao sair. Procurar suprimentos à noite não era propriamente agradável, afinal os mortos eram assustadores em qualquer ambiente e à noite a sua visão era reduzida, mas não via outra alternativa naquele momento.

Desceu habilmente as escadas de incêndio, não encontrando qualquer tipo de movimento na penumbra que a rodeava. Aproveitou-se disso e correu mais depressa. Tinha de percorrer uma maior distância à medida que os suprimentos das lojas mais próximas acabavam. Fazia quase um ano desde que tudo aquilo começara. No entanto, ela continuava no mesmo sítio. Encontrara outros sobreviventes e por vezes diziam-lhe que havia grupos mais seguros noutros locais, mas nunca saíra dali. Até à data interrogava-se se isso seria sensato, já que era na cidade em que se encontravam mais zumbis. Mas ela sempre ali vivera e tinha imensos suprimentos, para além de que conseguira se manter segura ali durante todo aquele tempo.

Teve de parar ao ver um número grande de zumbis mesmo à frente do mercado. Escondeu-se no canto de uma parede, observando toda a situação. Tão cedo não iam sair dali, mas ela não estava disposta a voltar para casa de mãos vazias. Tinha de os fazer sair dali... mas aquele não era o único lugar com os suprimentos de que precisava. Não queria preocupar a irmã. Virou-se de costas para o edifício, voltando um pouco para trás e mudando a sua rota para conseguir encontrar um mercado. Não encontrou muitos zumbis pelo caminho e quando encontrou conseguiu apenas passar sorrateiramente por eles, ou contorná-los.

Chegou por fim ao pequeno mercado. Ainda tinha alguns suprimentos, mas não demasiados, afinal ela não era a única sobrevivente. Procurou por comida prática, levando consigo algum pão e ia procurar também algumas latas de comida quando ouviu algo a cair não tão longe dela. Olhou rapidamente em volta, sem encontrar nada. A sua respiração acelerara. Não tinha ainda muitos suprimentos, mas devia sair dali. Não tinha muito com que se defender e nesta altura tanto zumbis como humanos eram agressivos. Zumbis queriam comer a sua carne e humanos queriam os seus suprimentos. Embora fossem suficientes para todos, humanos continuavam a ser egoístas, mesmo no meio do apocalipse.

Congelou no seu lugar ao ver um zumbi ali. Na sua cara esquelética haviam várias manchas de sangue. Um dos seus braços fora arrancado, mas mesmo antes do seu ombro era visível uma parte do seu esqueleto, que se encontrava manchado de sangue. Quem sabe se seria dele ou de alguma vítima. Virou-lhe costas e correu até à saída mais próxima, fechando a porta atrás de si. Deixou-se ficar encostada à porta, tentando recuperar o seu fôlego, mas haviam mais zumbis à sua frente. Voltou a correr pela sua vida. Era do que mais fazia agora.


(ross)


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Anthony P. Corwell em Dom Nov 08, 2015 7:46 pm


Roubei mesmo — o retorno
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— Cassie Hudsson: Então, moça, vamos lá. O seu motivo e a sua ligação passada superaram as minhas expectativas de alguém que tá começando por aqui, mesmo. Foram bem arquitetados, concatenados e descritos. E também posso dizer isso da sua narração, que me deixou em choque (isso não é tão fácil assim de se fazer). Soube usar muito bem as suas habilidades e mais: descreveu incrivelmente bem todo o processo, deixando-me boquiaberto. Uma pena que Danny tenha morrido. Quanto a erros, só um pequenino: você escreveu "eminente" no lugar de "iminente" quando quis dizer que o perigo espreitava no local em que estavam; lembra que eminente é algo importante, superior, e que "iminente" é algo próximo. Sem mais. Meus parabéns, curandeira!

— Lily Wölf Green: Então, moça. Eu gostei da sua ficha, realmente gostei, mas acho que você poderia ter dado mais de si nela. Não senti de fato um aprofundamento; você foi rasa, por assim dizer. Poderia ter descrito mais o treino, ou ter descrito melhor as mortes, mas não o fez. Contudo, cumpriu o necessário para ser aceita no grupo, narrando seu contato com a especialização. Meus parabéns!

— Cameron Ayden: Rai, rélhou. Eu não posso dizer que a sua ficha ficou ruim, de forma alguma. Mas também não posso dizer que vi cuidado nela. Aparentemente, você não revisou (tem muitos "irmão" no lugar de "irmã", etc. e tal), o que deixou o seu texto um tanto quanto indigesto. O fato de ter um parágrafo muito grande também me incomodou um pouco, ainda mais numa ficha tão curta - mas isso não quer dizer nada se focar-se em sua narrativa propriamente dita. Foram bons motivos e uma boa situação, coisas inegáveis, e de certa forma com um desenvolvimento até legal. Por isso, ficha aprovada. Bem-vindo ao grupo, atirador!

— Seiko Norwood: Hey, hey, hey, moça, aqui estamos nós de novo. Primeiro, amei o seu template, deixou o texto bem organizado como deve ser, além de ser esteticamente agradável. E sobre seu post, apenas uma palavra: incrível. Uma segunda: perfeito. Não há nada para se reclamar, absolutamente nada, e por isso te dou parabéns. Garanto que será uma ótima saqueadora, bem-vinda ao grupo!

atualizado!

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Herkko P. Niklas-Salminen em Seg Nov 09, 2015 8:51 am








Especializando-se


✶ Qual especialização deseja adquirir?


Especialista em armas brancas;


✶ Por que deseja ter essa especialização?


Num mundo caótico como o atual, em que vivencia-se um apocalipse zumbi aterrorizante, o mais recomendado é o silêncio. O ato de se esconder agora é sagrado, e nada melhor que uma proteção baseada em armas que não causem problemas com as criaturas horrendas que vivem lá fora. A especialização em armas brancas é mais que necessária para ''conviver'' com os zumbis.


✶ Seu nível:     2


✶ Qual a sua relação passada com a especialização?


Herkko viveu sua infância na Finlândia com seus pais. A mãe, professora de história numa renomada faculdade do país, e o pai, aficcionado por armas. Unindo esses dois pontos, existia um depósito de armas no sótão da casa, onde a família colecionava armas da antiguidade, dentre elas Khopeshs, Katanas, diversos tipos de facas, e até mesmo uma Tewhatewha, arma rara de uma civilização neo-zelandesa.


✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.


O Sol despertava mais uma vez no céu estadunidense, e com ele, Herkko. Ao som dos pássaros piando,  o garoto levanta-se de sua cama improvisada e separa suas coisas. Seria um longo dia de treinamento. Já se passaram três semanas desde o início do caos, e o finlandês não tinha nenhuma preparação pra sobreviver por muito mais tempo. Possuía alguns suprimentos consigo, mas nada suficiente para se manter vivo por árduos meses. Precisava aprender a se defender. Nas circunstâncias atuais, era preciso ser o melhor, sem se importar com o próximo. E Herkko era simplesmente craque nisso.

Juntou suas coisas numa mochila velha que achara na casa em que estava, e saiu do recinto apenas com uma faca de cozinha nas mãos. Ainda estava na cidade, o que era perigoso, e em alguns dias estaria pronto para abandoná-la. A rua estava suja e vazia. O cheiro de podridão era predominante, embora os indícios de que houvesse mortos-vivos na região era baixa. Os pássaros montavam o único cenário audível do perímetro. Sem eles, o silêncio era total.

Com a mochila nas costas e a faca na mão, caminhou por um longo período a procura de zumbis para treinar sua aptidão com lâminas. Quando encontrou o primeiro, o Sol já estava imponente no céu. O calor era insuportável. O cansaço já chegava ao corpo de Herkko, mas não o suficiente para desistir. O caminho era tão extenso que já pensava em abdicar de voltar para casa. Respirou fundo, e em seguida bateu com firmeza o pé no chão, para que a criatura notasse o finlandês.

E assim foi feito.

O zumbi, que apenas caminhava sozinho e sem direção, voltou-se em 180° e observou Herkko por alguns instantes, até começar a andar novamente. Seus passos irregulares faziam o garoto ter uma certa dose de pena do errante, mas quando se baixa a guarda, pessoas morrem. E neste caso, a pessoa em questão era o próprio Herkko. Segurou sua faca com firmeza, e caminhou lentamente até a criatura. Seu coração pulsava por medo e ansiedade, raiva até mesmo.

Mas suas mãos não se deixaram abalar. Quando aproximou-se do zumbi, chutou-o com toda a força, fazendo com que este tombasse no chão com força. Logo em seguida, Herkko se aprontou, abaixando-se e cravando a faca na cabeça do zumbi. Sempre na cabeça. Aparentemente, para ele não parecia tão difícil. Lembrou-se de seus pais vagamente, do depósito de armas em sua casa. Desistiu imediatamente. Não queria contato algum com seus pais.

O garoto se levantou, exausto, com o Sol queimando sua pele. Precisava agora, mais do que nunca, de um lugar para se instalar. Seus ombros ardiam pelo calor, que desitratavam o finlandês lentamente. Apesar de estar no país americano a um tempo, ainda não se acostumara com a temperatura elevada.

[…]

Caminhando por mais um tempo, encontrou um pequeno grupo de errantes vagando pelas ruas de sua cidade. ''Merda'', pensou, mas fora alto demais. A palavra saiu de sua boca, fazendo ruído suficiente para chamar a atenção dos zumbis, que viraram-se, provavelmente famintos. No calor do momento, não parou para contar, mas tinha uma noção de que havia uma faixa de 5 a 10 zumbis atrás dele. Precisava armar uma emboscada. Certamente, com aquela lâmina tão frágil, não conseguia eliminar um grupo como aquele só com sua coragem e uma faca de cortar queijo.

Correu, tentando abrir qualquer porta que encontrasse pela frente, até que conseguiu entrar num prédio abandonado. Entrou e trancou a porta, já que a chave estava na fechadura. Sentou-se, recostando seu corpo na porta enquanto parava para pensar. Conhecia parcialmente o perímetro, já havia passado por ali em algumas raras ocasiões.

Deu uma olhada de relance no edifício, que possuía escadas estreitas, permitindo a passagem de, no máximo, duas pessoas lado a lado.  A lâmpada em sua cabeça surgiu. Atrairia os zumbis para as escadas, e assim mataria um por um. Caso precisasse, poderia recuar, já que as escadas eram praticamente infinitas.

Abriu as portas. Os errantes não estavam muito longe. Herkko gritou, e os zumbis como belos obedientes, foram atrás do garoto. Ele esboçou um sorriso nervoso, com medo e pena ao mesmo tempo. Pena porque caíram numa armadilha extremamente tosca.

Subiu alguns degraus correndo, com cuidado para não tropeçar. Veio o primeiro. Segurou seu rosto e cravou a faca de cima para baixo, acertando seu pescoço. Empurrou-o, derrubando alguns dois ou três zumbis com ele. Depois, o segundo. Herkko recuou um pouco, subindo mais uns quatro degraus, fazendo ruídos para atrair os zumbis.

O segundo foi bem mais simples. Pressionou sua cabeça contra a parede e cravou sua lâmina lateralmente, matando-o instantaneamente. Arrastou a faca contra o corrimão, criando um barulho horrível até mesmo para os ouvidos humanos. O que lhe surpreendeu era que apenas mais um zumbi veio de encontro ao finlandês. Os outros devem ter sido atraídos por outra coisa – talvez outro humano passando na rua – ou ficaram presos por um cadáver.

Herkko tentou fincar a lâmina de frente em sua cabeça, mas a faca resolveu colaborar com o zumbi e quebrou, com a lâmina soltando-se do cabo. Apenas restara o cabo na mão do garoto. Assim, o zumbi acabou por cair em cima de Herkko, que entrou em um ataque de pânico, esperneando-se para tentar sair de baixo do errante. Conseguiu empurrá-lo para baixo. A criatura rolou por uns dois degraus e se bateu na parede. O finlandês levantou-se rapidamente sem deixar que o zumbi se levantasse.

– Hoje não. – disse Herkko, pisando com toda a força sobre o crânio no zumbi. Eca.

Tudo estava tranquilo novamente. Não queria saber o que acontecera com os outros zumbis do grupo. Subira a escada, e achou um quarto vazio e aberto. Limpo.  Jogou sua mochila na cama e foi ao banheiro. Talvez pudesse permanecer ali por algumas horas. Um dia, no máximo. Sua cabeça borbulhava em ódio e estresse. Não queria ver aquelas coisas tão cedo.

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Cora Jones em Ter Nov 10, 2015 1:32 pm



ESPECIALIZAÇÃO


✶ Qual especialização deseja adquirir? Analista.

✶ Por que deseja ter essa especialização? Por combinar perfeitamente com a personalidade da Cora, ela acredita que nem tudo pode ser resolvido na força. O maior problema durante tempos difíceis é que nós tendemos a pensar de acordo com o que “sentimos”, e isso multiplica a sensação de estresse e pânico ou raiva. Em tais situações Cora tenta não agir de imediato, já que aprendeu desde cedo que deve raciocinar, observar, analisar, e só então, agir, assim minimizando a margem de erros ou como gosta de pensar, acrescentando mais um dia na sua vida. Quando não há ninguém para te ajudar, ser imprudente não é uma opção.

✶ Seu nível: 1.

✶ Qual a sua relação passada com a especialização? Seu hobby é imaginar-se num jogo de xadrez, onde pessoas são as peças. Um simples movimento sútil de uma peça mudaria o destino de todas as outras. Sendo assim, cada decisão que tomasse, poderia trazer uma consequência negativa ou positiva. Além disso, Cora pretendia cursar jornalismo antes do ‘desastre’ e tendo uma mente curiosa e imaginativa, tem a capacidade de ver além, gosta de observar as pessoas e os ambientes, nada foge de sua percepção. Ela sempre busca algo mais intenso na vida, algo que a desafie, que atice sua curiosidade e que satisfaça sua sede por conhecimento e poder. Adora descobrir como tudo funciona, para depois usar a seu favor.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.  

Sabe o que é ser forte? É ver o mundo desabando e ainda crer que o melhor virá. É quando tudo diz que "não" e você carrega consigo a certeza de que a última palavra vem de Deus. É ver tudo dando errado, e ainda sim, não desistir de tentar. É acreditar na capacidade de vencer... essa frase cairia perfeitamente bem no status do facebook. Agora, se alguém dissesse isso em voz alta, seria chamado de doido varrido. Quando o colapso da civilização bate, ou melhor, escancara a sua porta, ninguém se importa com a ‘fé’. O novo slogan do momento é: Dane-se o mundo, dane-se o bom senso, a minha vida é mais importante.

Ao invés de perder o controle, tento manter calma, inspirando e expirando várias vezes. Correr, gritar e chorar não vai adiantar de nada. Não. Provavelmente me transformaria num alvo fácil e suculento para eles. Eles quem? A droga dos monstros, demônios, mordedores, seja lá o que fossem, conseguiram criar uma cena digna de um filme de terror. O fluxo da multidão na rua principal fluía como um rio turbulento, remoinhando e girando, rápido aqui e lento ali. Metade das pessoas correram sem rumo, e a outra metade permanecia no mesmo lugar, combatendo os indivíduos mórbidos ou chocadas demais para se mexer, esperando o próprio funeral.

Não escolho nenhuma dessas opções. O meu plano era simples, enquanto atento as pessoas se acotovelarem para o centro da cidade, pego o caminho contrário. Sair do meio da rua era a primeira coisa a se fazer, caso não quisesse ser atropelada ou atingida por uma bala perdida. De início caminho devagar, mas logo mudo o ritmo dos passos; o chão passava acelerado sob meus pés. A maré diminui e consigo escapar da zona de guerra. Então institivamente pego meu celular e disco o número do meu irmão. Pela primeira vez há muito tempo, rezo para que ele atenda. Na terceira chamada escuto a sua voz rouca e meio trêmula. “Indo para casa... papai... policiais... casa...” Disse antes do sinal cair numa saraivada de chiados. Mas que merda é essa?! Maneio a cabeça, espantando a negatividade. Sigo por outro caminho até chegar no estacionamento de uma cafeteria. E, lá estava meu querido carro, esperando pela mamãe. Inspiro algumas vezes antes de pôr a chave na ignição e seguir na direção à casa do meu pai.

A graciosa casa colonial de dois andares, uma construção de padrão arquitetônico estilo Europeu fica numa ruela muito bem cuidada no meio de um labirinto cercado de arvores, num condomínio fechado. O elegante portão principal abria automaticamente, mas dessa vez, nada aconteceu. E conforme eu observava as sinuosas ruas, percebi que o lugar estava, quase totalmente, morto. Nenhuma luz acesa nas janelas. Pouquíssimos carros se encontravam nas calçadas ou na frente das casas. Provavelmente os vizinhos estão entocados, as notícias por aqui voam com muita facilidade, se é que me entende. Saio do carro calmamente, uso as minhas chaves na entrada lateral que leva à cozinha e entro. A casa é toda — ridiculamente — enfeitada graças a perua-madrasta. De imediato tive a sensação de que algo estava errado.

Deixei meus olhos sondarem o cômodo. Uma tigela de cereal estava na pia, as flores em cima da bancada recém trocadas emanavam um delicioso aroma adocicado, e ao lado o porta-retrato da família. Noto que o tecido de renda Battenberg abaixo do jarro de flores está torto e o porta-retrato virado para o corredor que dá para a sala espaçosa e bem-decorada. Alguém mexeu e não deu a mínima de colocá-lo no lugar. As luzes estão apagadas e um lado da cortina, fechada. E o mais intrigante, um torrão de cereal no chão. Se conheço bem a perua-madrasta, ela teria um piti se visse isso. Enfim, havia alguém na casa e não era da família. Quase como que a casa tivesse adivinhado, os primeiros estalos vêm do segundo andar. Foi aí que tirei a faca do meio do cepo em madeira. Normalmente não sou de usar a violência, mas quando se está lidando com um estranho, você nunca sabe o que vai acontecer.

Os passos se arrastam na direção da cozinha. Num movimento rápido, me escondo atrás da porta, e ao ver a sombra entrar, agarro a gola da jaqueta do estranho e o derrubo até o chão frio, jogando todo o meu peso sobre ele. Para a minha surpresa, era só um garoto. Possivelmente, da minha idade. Antes de solta-lo aviso que possuo uma arma, mas que não iria usa-la se não tentasse nenhuma gracinha. Concordando, mantenho distância e espero ele se acalmar antes de questionar — num tom bastante amigável — o que aconteceu com a família da casa.

— Eles foram embora. — Falou dando de ombros e limpando o nariz sujo de sangue com a palma da mão. — Vi dois carros da polícia apareceram e os levaram. Talvez transferidos para a base militar mais próxima, vai saber, não prestei atenção. Seja como for, eles foram espertos em cair fora daqui. Tudo está indo para o ralo tanto quanto o resto da população. Se ficassem era só uma questão de tempo para aqueles troços aparecerem aqui. Mas sorte a minha de terem deixado toda a comida para trás. Se eu fosse você também seria esperta e cairia o fora enquanto há comida.


observação:
a história é a continuação da minha ficha de sobrevivente, só no caso de ficar confuso o começo.
Perícia em armas pequenas e laminadas de curta distância; Auto-didata; Perícia em luta corporal;

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Brooke Weizsäcker em Qui Nov 12, 2015 9:39 am


✶ Qual especialização deseja adquirir? Analista

✶ Por que deseja ter essa especialização? Uma das especializações que mais se condiz com o psicológico de Brooke, sendo uma garota observadora, sempre preferiu que a parte da ação e da luta fosse entregue as outras, sempre optando pela área do planejamento e análise, no controle e observação.

✶ Seu nível: 1

✶ Qual a sua relação passada com a especialização? Brooke era estudante de Engenharia de Produção, prestes a se formar pela Universidade de New York; a área abrange diversos pontos analíticos, lógicos e estratégicos de forma que se encaixe bem com a especialização escolhida.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.
Seus olhos ainda nem foram abertos e o mau cheiro a atingiu como se um balde de esgoto houvesse se derramado sobre si. Forçou as estranhas a se acalmarem, com os olhos ainda fechados e respirando de forma profunda pela boca. Suas íris azuladas analisaram o ambiente que estava com certa desconfiança e prudência; o mau cheiro havia sido justificado plenamente. Era um frigorífico industrial de carne inativo. Várias carcaças de animais estavam penduradas com gancho sobre uma esteira, onde os funcionários deveriam ficar atrás limpando e trabalhando com os animais.

— O que aconteceu? - ela indagou, repousando a palma da mão na cabeça e direcionando o olhar em direção a Marco, um de seus companheiros daquela "aventura"; a irmã dele, Ronnie, estava quieta no chão, com a pele estranhamente num tom oliva. — Deixemos explicações para depois, o fato é que estamos presos aqui e lá fora, na cozinha, tem um grupo de zumbis nos esperando. Precisamos sair daqui rápido... Acho que vou vomitar com esse cheiro, céus! - a raiva que ele sentia era evidenciada pela seu tom de voz. Sua resposta havia preocupado Brooke, que sentia o coração bater acelerado.

Brooke se aproximou da porta, a única saída que tinha daquele lugar. Observou então um sutil aparelho, uma combinação manual o qual parecia destrancar a porta. A jovem bufou, revirando os olhos de forma lenta. Estava quase se acostumando a respirar pela boca, então o odor não lhe atrapalhava mais, todavia isso não significava que ela não tinha pressa em sair dali. Explorou o lugar de forma superficial, em busca de algo que ajudasse, Marco e Ronnie também executavam tal tarefa. Se dirigiu ao fundo da frigorifico, analisando as prateleiras, mexendo nos potes e utensílios.

— Encontrei umas barras de ferro! - gritou Ronnie, do outro lado. Brooke se virou na direção dela, vendo-a segurar os objetos encontrados.
— Vai ser de grande ajuda quando conseguirmos sair daqui. Você e Brooke fiquem com uma, e usem o facão de vocês também. - ordenou Marco. Nesse meio tempo, uma ideia passou pela cabeça de Brooke, algo que poderia ajudá-los a sair dali.  

Achou que poderia dar um jeito com o segredo manual. Desfrutou daquele tipo de aparelho por anos na escola, sempre perdia a senha, sempre girava o dial de forma errada, mas nos da escola era só dá uma pancada que a porta se abria, e, tempos depois, Brooke se acostumara com ele. Mas naquele momento, incertezas não tinham espaço, Brooke sentia a necessidade de que seus planos saíssem de forma impecável, que seu raciocínio e ações fossem corretas. Não era para provar nada para ninguém além de si mesma. Se ajoelhou em frente a porta, colocando a mão no segredo manual e colocou o ouvido num ponto bem próximo do mesmo. Começou a girar o dial para a esquerda de forma lenta, atenta a qualquer tipo de barulho diferente. Girou cerca de cinco vezes, até ter certeza que a combinação não começava por aquele lado. Depois disso, o padrão de giro seria mais fácil de se decifrar. Brooke apagou a combinação e voltou a girar o dial, desta vez para a direita até que ouviu um barulhinho diferente. Então ela girou o dial para a esquerda até que novamente pudesse ouvir algo. Tal processo se repetiu até que a porta se abrisse, sempre intercalando entre girar o dial no sentido horário ou anti-horário.

— Como fez isso? - exclamou Ronnie de forma surpresa. Brooke umedeceu os lábios, levantando-se do chão e encarou os dois a sua frete.

Brooke pegou a barra de ferro com a mão esquerda enquanto sua outra mão retirava o facão do suporte. Girou o cabo da arma branca em sua mão direita, começando a planejar o que iria fazer em sua mente. Teriam que encarar aqueles zumbis e sair da cozinha. Não tinham outra opção. Brooke estava calma naquela situação, não sentia medo e sabia que não hesitaria em abrir aquela porta e passar por aquele obstáculo. Só precisava de um plano. E rápido, antes que as criaturas se amontoassem na porta e ficasse mais difícil para ela passar.

— Depois explico. Agora precisamos de um plano... Vamos despistar aqueles zumbis com essas carnes, depois precisamos ir rápido para um lugar seguro. Como sempre, Marco na linha de frente, seguida por você e por mim. Corram muito, porque, realmente, sua vida depende disso.

Brooke caminhou até uma bancada, retirando um generoso e pesado pedaço de carne, segurando a peça podre pelo gancho. Segurou a vontade de vomitar e esperou que seus amigos fizessem o mesmo. A porta se abriu com um rangido e logo um odor mais forte e repugnante atingiu seu olfato, Marco já estava preparado - e nem ao menos avisara que abriria a porta, o que foi imprudente de sua parte, e essas pequenas coisas começavam a irritar Brooke. A jovem, no entanto, tomou sua posição atrás de Ronnie. Suas íris azuis se congelaram no que havia encontrado. Várias pessoas em estados quase de deterioração balbuciavam coisas incompreendíveis, as roupas em frangalhos não era o suficiente para esconder as feridas profundas e nojentas sobre a pele. Com olhos arregalados, quase vidrados de horror, Brooke encarou o grupo de mortos-vivos. Nunca se acostumaria com aquele horror.

Com toda a força que conseguiu reunir, ela jogou a peça de carne bem longe dela e da porta de saída, torcendo para que aquilo atraísse uma quantidade significativa de zumbis. Com uma arma branca em cada mão, Brooke começou a correr atrás de Ronnie, tendo como único objetivo a porta da cozinha. Suas mãos começaram a trabalhar de imediato, afastando e atingindo qualquer zumbi que aparecesse em sua frente. A jovem não era ambidestra, mas sabia que para sobreviver ela até viraria comediante. A barra de ferro na mão direita não lhe ajudou muito a não ser fazer com que os zumbis dessem alguns passos para trás, mas o facão realmente fazia um estrago e conseguia deixar os zumbis atingidos fora de seu caminho por mais tempo. As mãos das aberrações tentavam a todo custo agarrá-la, e num momento de quase desespero Brooke havia diminuído suas passadas, por conta de tantos zumbis que a rodeavam. Felizmente Marco lhe ajudara e ela voltou a correr o mais rápido que conseguia até a porta, saindo daquele lugar fétido. Ronnie já estava lá fora. Segundos depois Marco apareceu, fechando a porta de forma ruidosa enquanto as meninas começavam a pegar coisas para impedi-las de se abrirem.

Finalmente pode respirar profundamente. Os batimentos estavam acelerados e suor escorria de seu rosto, o cabelo desgrenhado não lhe dava a mais bonita das aparências.

— Apenas mais um dia sobrevivendo no inferno - comentou Brooke, se afastando da porta. — Acho que sei um bom abrigo, vamos...


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Sky Wëhrl Wermöhlen em Qui Nov 12, 2015 6:46 pm


roubei mesmo, e aí?

❖ Qual especialização deseja adquirir? Atiradores de elite.

❖ Por que deseja ter essa especialização? É a que mais se adéqua à história da personagem, ao que ela se tornou, além de ser o melhor caminho a seguir à risca da personalidade fervente de Sky.

❖ Seu nível: Um.

❖ Qual a sua relação passada com a especialização? Sky trabalhou por anos no exército holandês, sendo artilheira e perita com armas de fogo. Subiu de cargo até tornar-se sargento, quando fugiu para os EUA.

❖ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela:

A primeira coisa que viu quando abriu os olhos cinzentos foi o azul do céu limpo, sem qualquer vestígios de nuvens. Sob seu corpo sonolento, a grama úmida de orvalho matinal. Ao seu lado, o corpo adormecido de Jacob. Jacob, aquele rapaz que insistira em continuar viajando sob seus cuidados tão precários. A munição não duraria para sempre contra todos aqueles zumbis famintos, e ela só precisava salvar a si mesma. Todos aqueles que lhe eram realmente caros sob proteção haviam morrido. Não havia mais nenhuma obrigação. Tudo parecia calmo, ainda. Nada mais do que o horizonte limpo. E havia aquela velha fábrica cujas fechaduras não conseguiram arrombar no breu da noite anterior. Agora, sob a luz do sol, poderiam tentar entrar. Sky rolou para o lado e sacudiu o rapaz. — Acorda — ela falou alto, de forma grossa. — Tá na hora de seguir. Ou você quer continuar aqui pra morrer? — levantou-se rapidamente e limpou a remela dos olhos. Em seguida, seguiu direto para a porta lateral da fábrica, a qual deveria abrir.

De viés, viu Jacob levantar e pegar uma faca. Seguiu-a até onde estava, ainda sonolento, e espreguiçou-se. — Como vamos abrir isso? — perguntou o garoto, franzindo o cenho. — Assim — ela disse, tomando a faca das mãos do novato. Inseriu a sua ponta na fechadura e empurrou com uma coronhada de sua arma. A porta abriu-se em um escândalo, o que serviu para atrair a atenção do que lá dentro habitava, no escuro.

Zumbis. Uma dúzia deles. Famintos de carne, sedentos de sangue. Dirigiram seus olhares mortos para a dupla enquanto, estupefatos, observavam. — MUITO INTELIGENTE — Jacob gritou, o que foi o estopim para que os zumbis começassem a ir em sua direção. Sky não respondeu, raivosa. O que ele queria? Morreriam de fome se não entrassem na fábrica para procurar alguns enlatados. Era morrer ou tentar não morrer. Ela deu-lhe às costas e voltou a correr. mas Jacob ficou. — VOU MATAR VOCÊS — ainda gritava. Com um revirar de olhos, Sky parou. — Mas que caralhos tu tá fazendo, guri? — ela perguntou, sacando a ponto quarenta do cós e apontando para os zumbis. Atirou em um, a bala alojando-se bem na testa. — SAI DAÍ, JACOB — gritou Sky, mas era tarde demais. Um zumbi havia mordido o braço do rapaz, arrancando um pedaço enorme de carne. Sem hesitar, Sky atirou em Jacob e no zumbi e virou-se para correr. Ainda restavam alguns, e, caso ela continuasse a atirar parada, eles a alcançariam. Virou-se, ainda correndo, e disparou mais duas vezes. Acertou, a mira ardendo, e aumentou a velocidade.

Não demorou a encostrar um carvalho. Aquilo lembrou-lhe da árvore da qual Warren caíra, anos atrás. Parecia fazer um século. Sky subiu com dificuldade, e, ao alcançar o galho mais baixo, voltou sua atenção para os zumbis. Eles se aproximavam, mas ela precisava de uma distância favorável. Mais um pouco. Mais um pouco. Atirou. Uma bala atrás da outra, errando um ou dois por milímetros, mas conseguindo acertar a todos. Aos pés da árvore, os corpos jazeram. Ela continuou ali em cima, o coração disparado. Mais uma vez sozinha. Não reclamou, afinal não se ligara a Jacob.

Que o diabo te reserve um bom lugar no inferno. — Sky murmurou, pulando da árvore sobre os corpos dos zumbis.

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Noah B. Hastings em Qui Nov 12, 2015 7:45 pm


Muitos roubos por aqui...
avaliação
— Herkko P. Niklas-Salminen: Herkko, coerência, qualidade e organização são palavras que definem sua ficha. Simplesmente acho lindo quando o sobrevivente não tenta dar uma de lutador profissional, e você respeitou os limites do seu personagem, narrando tudo muito bem. Aprovado, sem dúvidas!

— Cora Jones: Cora, outra garota que escreve muito bem. Você mudou o tempo verbal em alguns pontos no texto, mas fora isso, nada demais. Tente evitar essas trocas, mantenha-se sempre narrando passado ou presente, nunca os dois em uma só narração. Você encaixou muito bem a especialidade com o personagem, então temos aqui mais uma analista!

— Brooke Weizsäcker: Brooke, uma vez que você evidencia uma fala com uma cor específica, deve-se fazer o mesmo com as demais, tudo bem? Fora isso, também não encontrei nada realmente relevante pro lado negativo em seu texto. As fichas feitas para a especialização de analista estão ficando realmente interessantes uma vez que vocês têm encaixado bem a ideia no personagem. Meus parabéns!

— Sky Wëhrl Wermöhlen: Well, well, well... Sky, acabei de ler sua ficha de sobrevivente, então tenho sua trama em mente. Tudo bate. Seu texto mais uma vez foi muito bom, mas desta vez eu quase te reprovei por conta do tamanho. Ele pode não indicar qualidade, mas sem dúvidas acaba importando no final. Como esta é a ficha para a especialização primária, você passou, mas quando for fazer ficha para a secundária, a avaliação será mais rigorosa e textos muito curtos podem significar uma reprovação. De qualquer forma, meus parabéns!

atualizado!

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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Alec Fronchwinsk Löhnhoff em Sab Nov 14, 2015 11:47 am


uma amiga de metal
uma verdadeira mão na roda, ou roda na mão

❖ Especialização que deseja adquirir: Mecânicos.


❖ Por que deseja ter essa especialização: Essa é uma especialização tanto útil quanto coerente à trama de Alec — ao mesmo tempo que eu vejo os benefícios trazidos por ela ao personagem, vejo também uma boa margem interpretativa, ampliando os meus conhecimentos sobre a área. E sim, isso é verdade. Acabei de descobrir para que servem algumas ferramentas, isso não é ótimo? É! Agora vamos gozar de amor e alegria. -q


❖ Seu nível: 2.


❖ Relação passada com a especialização: O avô de Alec era mecânico desde que se entendia por gente, trabalhando na oficina de seu pai - bizavô de Alec -, e até tentou ensinar o ofício para seu filho, mas não deu muito certo. Acabou, então, pegando seu neto como assistente, fazendo-o trabalhar na oficina em suas horas vagas. Foi assim que Alec adquiriu os conhecimentos de consertos em geral, também se afeiçoando à área e procurando saber mais sobre consertos de eletro-eletrônicos em geral, mesmo que a sua paixão fosse praticar arco e flecha.


❖ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela:

Ele não havia processado bem nada daquela conversa a três que tivera há pouco. Quer dizer, receber um bilhete pedindo para ele ir até uma casa de apostas e lá ser menosprezado para depois, enfim, receber uma proposta de aliança com mais dois sobreviventes não era algo que lhe acontecia todos os dias. E por mais que tentasse, Alec nem sabia o que achar daquilo. Entendia que um grupo de sobreviventes teria mais chances de sobreviver naquele mundo caótico do que somente ele e seu irmão, mas ainda assim... "Sei lá", pensava ele. Estabelecer laços com quem quer que fosse àquela altura da sua vida já não lhe parecia tão mais normal.

Contudo, lá estavam os três, sorrateiramente esgueirando-se para o abrigo de Löhnhoff, escapando vez ou outra de um morto-vivo errante, ainda que alguns encontros fossem inevitáveis. Por azar, até um bando de zumbis o perseguiu, escapando eles por pouco ao entrar numa loja abandonada, pelos fundos.

Sem muita demora, chegaram à frente de uma casa branca e simples, com janelas grandes e totalmente cobertas, a qual ostentava um gramado morto e um canteiro de begônias que um dia foram bonitas. Meses antes — quando tudo aquilo tivera início — Alec e Claus esconderam-se nessa mesma casa, àquela altura abandonada, fazendo-a de abrigo pelo restante do tempo. Agora, ela chegava a soar-lhes como um lar; distante de seu verdadeiro, mas ainda assim com um aspecto de "seu".

Para entrar -se nela tinha-se que dar a volta e chegar aos seus fundos, colocar a mão por um buraco na janela traseira e retirar a trava que mantinha-na fechada, pulando por ela para dentro da casa. Era claro que ela geralmente ficava fechada, mas aquela não era uma dessas ocasiões — não com Alec fora, não com Claus dentro.

Os três barulhos surdos dos três sobreviventes pulando no chão da cozinha foram ouvidos instantes depois que a trava fora removida. Em conseguinte, a voz de Alec era ouvida pela casa em um tom controlado, chamando pelo caçula:

— Claus, voltei. Acompanhado.

Instantes depois, um garotinho assustado com não mais do que dez anos descia pelas escadas, olhando para seu irmão com certo alívio. Bem apertada em uma de suas mãos estava uma faca de cozinha, e na outra um havia um walkie-talkie pronto para ser usado.

— Que demora! Achei que nem viria mais! Achei que tinha ido embora! — exclamou o garotinho, abraçando seu irmão enquanto o dizia. — E quem são esses?

Fronchwinsk pegou a faca das mãos de seu irmão e colocou-a sobre um móvel próximo, para somente olhar incerto para os demais, tornando a fitar seu irmão logo em seguida. Ficando no nível dos seus olhos, ele tentou soar o mais confiante possível.

— Agora são nossos amigos. Eles vão nos ajudar e nós vamos ajudar eles, ok? — Claus olhara com o mesmo ar de incerteza para os outros dois sobreviventes, Marcio e Andrew, franzindo levemente o cenho para eles. Mas então, com um rápido sorriso, tornou a olhar para seu irmão:

— Então seremos como... um time? Seremos um time, maninho?

Todos riram um pouco ante aquela pergunta, concordando levemente com a cabeça. Alec, por sua vez, disse um simplório "sim" quase que inaudível, mais orando para que fossem do que afirmando que seriam. Pelo que havia visto de ambos, não se surpreenderia se acabassem sumindo de uma hora para outra, abandonando os Löhnhoff.

— Ótimo! Agora vem, A, preciso te mostrar uma coisa que descobri! — Sendo puxado pela mão e acompanhado de perto pelos outros dois, Claus conduziu a todos para o armário sob a escada, abrindo a sua porta e entrando rapidamente nele.

— A gente já não tinha vasculhado esse armário? — inquiriu Alec para seu irmão, que negou daquela forma que ele sempre fazia: "não direito"; era um costume de Alec não ser detalhista com as coisas que seu cérebro não julgava como fundamentais, o inverso de seu irmão.

O garotinho andou até os fundos do armário e afastou um armário velho com certo esforço, mostrando um alçapão abaixo dele; e puxando a sua corda para que abrisse, revelou outra escada, que descia para o que parecia ser um porão. Instantaneamente, Alec pensou em chamá-la de "a escada sob a escada", mas não verbalizou seu comentário piadista. Estava reprimindo-os havia certo tempo.

Ainda guiados pelo caçula do grupo, desceram a escada sob a escada, indo parar no verdadeiro porão da casa, que até então permanecia oculto. Claramente havia sido vasculhado pouco tempo antes, obviamente por Claus à procura de algo útil; apesar de novo, o garoto amadurecera por força da situação em que todos estavam.

Eles pararam à frente de algo pequeno, coberto por uma lona demasiadamente grande e esperaram. Teatralmente, Claus retirou a lona e algo reluziu aos olhos de Alec: mesmo um pouco avariada, com pintura gasta e pneus visivelmente furados, ali estava uma bicicleta mediana, inteira, esperando apenas por um bom conserto. O garoto nem podia acreditar. Aquilo poderia ser uma mão na roda - mesmo que literalmente. Poderia ir mais longe buscar suprimentos, se precisasse e se conseguisse consertá-la.

— Eu... não tô acreditando — disse ele, aproximando-se do veículo e botando-o de pé, fazendo uma vistoria visual. — Vocês entendem o valor disso daqui? Se eu conseguir consertar isso... Por Deus!

Claus parecera contente em poder ter ajudado em algo, rindo à toa ante aquela situação. Andrew e Marcio, entreolhando-se, confirmavam:

— Se você fizer isso funcionar, cara — começou Marcio — vai ser nosso escravo de suprimentos.

Rindo, Alec virou-se para o restante do porão, procurando por algo que lhe lembrassem ferramentas. Solicitamente, uma caixa delas estava sobre uma mesa próxima.

— Também achei as ferramentas. Não estão novas, mas devem servir de alguma coisa — continuou o jovem Löhnhoff.

Um tanto quanto impressionado, Alec agradeceu.

— Claus, agora leva o Marcio e o Andrew para os quartos vagos lá de cima? Vou ver o que faço por aqui.

Assim que todos saíram, Alec pegou uma vela que havia por ali e acendeu-a, levando-a para a mesa de trabalho sobre a qual estava a caixa de ferramentas. Em seguida, arrastou a bicicleta também para lá e passou a analisá-la de perto: a sua corrente estava com problemas de ferrugem e poderia arrebentar se muito forçada, além de seus pneus estarem aparentemente estragados. Também detectou alguns parafusos frouxos que cuidou de arrochar com as chaves fixas, logo depois de retirar os pneus e a corrente com a mesma chave, verificando os freios - magnificamente em perfeito estado - e a cela logo em seguida, que, apesar de um pouco gastos, ainda davam um bom uso.

Mais de perto, verificou os pneus. Pareciam bem inúteis àquela altura. Pelo que via, teria que arranjar outros; o mesmo poderia dizer da corrente dela, somente por precaução. Seria bem desastroso que ela arrebentasse numa fuga, não?

Ele forçou um pouco a sua mente para que trabalhasse em lembrar das instruções de conserto dadas por seu avô, tentando ver se não tinha esquecido de nada — por isso, checou novamente as ligações do guidão, do quadro e da cela, além das coroas, dos freios e dos demais parafusos. Não estava tão ruim, afinal. Com um pouco de cuidado e sorte, estaria novinha em folha. Quem sabe poderia instalar até um suporte traseiro de apoio para os pés, um quadro melhor, além de rodas novas...

Ainda nem podia acreditar na vantagem que ganhara.

Saindo do porão para o restante da casa a tempo de ver seu irmão e os seus novos... amigos descendo já sem as poucas bagagens.

— Então? — perguntou Andrew, vendo a expressão de felicidade de Alec ao sair do armário sob a escada.

— Acho que temos uma nova amiga. E com duas rodas novas, uma corrente em bom estado e talvez uma pintura, ela vai ser nosso passaporte para uma vida melhor do que essa. Definitivamente.


Observações:
Creio ter me enrolado um pouco com o post, mas, ei, eu descrevi o uso, tá? -q Bom, foquei na parte prática e não na teoria sobre o que ele sabia, mas de fato narrei o que foi pedido. E sim, apesar de ter algumas perícias de Armas Brancas, a especialização escolhida foi Mecânicos. É isso. Beijos de luz.
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Jullia Greywood em Sab Nov 14, 2015 2:53 pm

✶ Qual especialização deseja adquirir?

 - Atiradora de Elite

✶ Por que deseja ter essa especialização?

 - Escolhida por ser algo que se encaixa com a personalidade de Jullia, uma especialidade que pode ser ainda mais reveladora quanto quem é a Jullia em seu íntimo, mostrando faces e verdades que nem mesmo ela imagina ter.

✶ Seu nível: 1


✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

 - Julia é de uma família onde grande parte dos homens segue a carreira militar e  isso despertou na garota uma incrível paixão por armas, por ação e com isso despertando a vontade de se tornar uma policial. Desde os 7 anos ela seguia o avô, o pai e irmão mais velho em caçadas no bosque da fazenda da família, aprendeu a atirar com rifle de pressão em coelhos e pequenos animais aos 9, aos 12 ganhou seu primeiro rifle calibre 22 de baixo recuo feito por seu avô um grande especialista em armas.  Quando completou 14 anos aprendeu a utilizar armas de maior precisão como a M24 calibre 7,62 mm personalizada com uma mira telescópica de visão ajustável 4-12x de 40mm e alcance máximo de 800 m, ela fora modificada pelo pai de Jullia e dado à menina como presente de aniversário, porém só podia usa-la quando iam caçar já que ela sempre precisa de alguém para ajuda-la a conter o recuo dos disparos daquela arma, caso tentasse disparar sozinha poderia deslocar o ombro por ser apenas uma criança.

✶ Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.


    Já haviam dois dias que a menina viajava sozinha desde que deixara seu irmão para trás com seu novo amiguinho alegre apaixonado, Jullia não era dona de uma estômago muito forte para suportar as cenas de intensa paixão dos dois 24hrs por dia e por isso resolveu seguir sozinha a jornada, em sua mente a morte sendo devorada seria menos agoniante e seus gritos de pânico seriam menos constrangedores do que os que já tivera a infelicidade de presenciar dos pombinhos.

 A entrada da cidade de Nova York estava até que bem tranquila no sentido de haverem poucos mortos vagando por ali permitindo que a garota pudesse passar por eles sem dificuldade, o sol começava a nascer finalmente e ela já estava chegando em uma área rural em busca de uma casa ou celeiro para poder descansar um pouco e comer o que restara de uns enlatados e barras de cereais. Viajar a noite inteira era preferível por ela apesar de ser perigoso e a jovem ter consciência disso, medo não era uma palavra que ela conhecia muito bem e dentro de parâmetros comuns era bom que não tivesse tal sensação dentro daquele mundo, se se deixasse entregar à essa fraqueza poderia ser a ultima burrada que faria na vida. Depois de algumas centenas de metros andados ela avista uma cabana simples ao longe, ela vai até a beira da estrada e pega seu rifle dado pelo seu irmão e se deita em meio à vegetação para se manter segura caso aconteça de zumbis passarem por ali, ela retira a tampa da lente e a limpa de qualquer jeito com um pedaço de trapo velho que tinha nos bolsos, prostrada no chão de barriga para baixo com o braço esquerdo sobre sua mochila velha de apoio, ela coloca o rifle sobre o braço de apoio o mantendo levemente erguido com a palma da mão aberta segurando a arma, ela observava a cabana ao longe através da lente da arma e a ajustava com a destra afim de focaliza-la melhor e ter certeza de que não havia ninguém ocupando o local.

 Minutos e mais minutos se passavam e assim horas se foram, realmente parecia que não tinha ninguém no local até na última checada dada  pela jovem ela nota dois carros se aproximarem ao longe, ela fica boquiaberta com o que presenciava naquele momento em que se preparava para ir até a cabana. Ela torna a se ajeitar de modo a ficar confortável para poder observar o que aconteceria, os carros entram em uma pequena estrada e seguem alguns metros até estacionarem ao lado da cabana, o primeiro carro possivelmente um sedã popular de cor branca tem suas portas abertas devagar e dela saem três homens e duas mulheres, elas estavam amarradas com as mãos para trás e foram arremessadas com violência para fora do carro caindo bruscamente no chão coberto por pequenas pedras.

Jullia assistia tudo com calma sem se deixar abalar enquanto sua respiração lentamente começa a ficar pausada e arfante como se tivesse marcando tempos em uma música ou em uma corrida, ela notou um dos homens começar a falar algo e parecia estar muito irritado pela forma como se movia em passos ligeiros de um lado para outro gesticulando de forma brusca, apontava para cima, para os lados e levava as mãos na cabeça enquanto falava. Voltando o olhar para as duas mulheres no chão a menina notava o medo e o desespero em suas tentativas de se soltarem de qualquer forma daquela e poderem sair dali, Jullia olhava as marcações na lente e confirmou a distância sussurrando baixo com singelo sorriso nos lábios:

  _ Seiscentos..e..vinte..e..oito.."metrinhos"._ uma breve pausa e uma risadinha doce e infantil saiu da boca da menina.

 Ainda com a atenção voltada pras mulheres ela via as cabeças delas se voltarem para o homem e sacudirem negativamente, seu olhar se voltou para o homem que estava apanhando uma arma, uma pistola que se parecia com uma Taurus .40mm , ele apontava para as mulheres e parecia estar muito irritado pois sua boca abria como se ele estivesse gritando com elas. Finalmente o outro carro tem seus passageiros revelados e o filme parecia ser o mesmo mas desta vez tinham dois rapazes e uma menina que aparentava ter quase mesma idade de Jullia, ela vê um cara grande e forte sair pela porta do carona do segundo carro com um rifle calibre 12, ela assovia dizendo:

 _ Isso machuca mocinho, tenha cuidado ao brincar com uma dessas._

   Um dos rapazes estava se locomovendo com dificuldade, mancava muito da perna direita e não conseguiu ir muito longe caindo logo no  chão, o homem com a .12  o chuta diversas vezes e pisa em sua cabeça sem qualquer piedade até que o rapaz para de se mover completamente, as botas do grandalhão e a barra de suas calças estavam com uma nova cor que não era muito difícil de se ver nos dias atuais. Consigo a jovem pensa “ Então temos um cara bem malvado aqui, bingo!” , ela vê o grandalhão puxar a jovem que olhava para o rapaz morto e chorava incessantemente e a pegar pelos cabelos, ela a botou de joelhos no chão em frente ao que parecia restar do crânio do rapaz e abaixou a cabeça da menina na direção dos miolos pisoteados, o homem se coloca atrás dela e aponta o rifle para a cabeça da mocinha e olha para o companheiro com largo sorriso no rosto, nesse momento Jullia se ajeita movendo o corpo para os lados buscando conforto e estabilidade, fecha os olhos brevemente e empunha a arma com força e firmeza ajustando a apagada linha horizontal mediana da lente centímetros acima do crânio do homem. Seu indicador no gatilho da arma estava o recuando devagar enquanto via o corpo do homem sacudir diversas vezes enquanto seus dentes amarelados eram expostos por uma possível gargalhada, a jovem sorri ao ver  o homem chutar as costas da menina que estava prestes a ser executada, assim que o sádico aponta novamente o rifle para a menina pronto para disparar Jullia num curto sopro joga para fora todo o ar dos pulmões enquanto em sua mente faz a contagem “1,2”,  o alto som do rifle da garota ecoa por todo o local.

 _ Bang!haha!_  ela dá uma risada baixa e divertida. _ Não podemos perder a cabeça amiguinho._


A agitação começa por parte do homem que sobrara o fazendo olhar para todos os lados em busca de localizar a origem do disparo, até mesmo os reféns começaram a se debater e tentar se soltar o quanto antes temendo serem os próximos a morrer, o portador do revolver corre para dentro da cabana e fecha sua porta,  porém era apenas uma cabana de dois cômodos caindo aos pedaços pelo desgaste do tempo. Ele para lá dentro por uns segundos e olha para fora aflito, Jullia novamente solta todo o ar dos pulmões enquanto mentalmente conta “1,2” e  um segundo disparo é feito : “ Gaaame oooverr!” era o que se passava na mente de Jullia enquanto via o corpo do homem cair inerte no chão da varanda da cabana.

 _ Depois dizem que mulher no volante é um perigo constante, os inocentes não me viram com uma arma nas mãos ainda._


 Ela se levantava pegando a arma e passando a alça pelos ombros a ajeitando rapidamente para poder ir até a cabana sem ter de carrega-la em punhos, veste as alças da mochila e olha ao redor para ver se já haveriam alguns errantes a cercando devido o barulho dos tiros que havia disparado. Parecia tudo tranquilo até o momento e a jovem aproveita para começar a corrida até a cabana, ela se lança disparada até o local onde estavam as pessoas que acabara de salvar as vidas, poucos minutos de corrida e de longe ela vê todos ainda no chão e a porta do motorista do segundo carro estava aberta porém não havia ninguém dentro.

   _ Que vacilo!_

 Um disparo é feito e ela sente um impacto em seu ombro esquerdo que a joga para trás, um grito baixo e fino escapa de sua garganta e logo ela luta para retirar a mochila e tentar alcançar o seu rifle, desta vez era ela a vítima de um disparo desconhecido, ela tinha poucos instantes para alcançar sua arma e lutar por sua vida. Ela escuta passos amassando vindos até ela rapidamente e algo se chocando contra a vegetação,  sua possível morte estava próxima e era hora da decisão final onde matar ou morrer eram suas únicas escolhas, ela pega a arma a segurando como podia e apoiando sem muita firmeza contra o ombro direito, Jullia se levanta rapidamente e olha ao redor tentando localizar seu inimigo com um movimento brusco girando o corpo, assim que o localiza um única ação é feita, seu dedo puxa o gatilho.


 Arma de Jullia dispara no instante que uma mulher alta de cabelos loiros apontava uma arma para a menina, um buraco é aperto no peito da mulher e o ombro de Jullia é retirado do lugar pelo coice de seu rifle. Ela se ajoelha de dor e chora por uns instantes se encolhendo devagar no chão até deitar e tentar tomar folego, ela sabia muito bem que havia cometido um erro que quase lhe custara a vida naquele dia e por mera sorte e desespero havia sobrevivido mesmo que ferida e lesionada. Ela força o braço esquerdo sentindo horríveis dores no ombro baleado ao levar a mão até o ombro direito tentando puxa-lo para o lugar, não consegue fazer nada naquele instante estando naquela situação, sua mente tenta trabalhar rapidamente para pensar em algo que pudesse fazer e a ajudasse a sair logo dali. Jullia se arrastava devagar e ao longe ouvia os murmúrios e gemidos típicos dos mortos vivos em sinal de que o tiroteio os tinha atraído até o local, a garota pega a arma da mulher e coloca na cintura com grande dificuldade devido a imensa dor que sentia porém não queria morrer ali, se levantou e correu até a cabana ainda com seu rifle pendurado no pescoço pela alça.

 Cheguei até a cabana e viu que a menina que estava para ser morta havia conseguido pegar uma faca de um dos homens e cortado as amarras dos demais, o rapaz que ainda estava vivo estava cortando as amarras do pulso dela e todos estavam livres. Eles também haviam notado os errantes se aproximaram e agiram rápido se soltando, Jullia tentou imaginar como poderiam ter feito isso e lembrou dos filmes que assistia, pega a faca com lamina para baixo e vai cortando devagar as cordas, ela jamais imaginou que daria certo na vida real e que seria mais fácil a garota ter se soltado e depois cortado a corda dos outros, mas o que se esperar de uma loira e ainda mais sobre pressão?!

   _ Alguém sabe primeiros socorros?_  questionou Jullia olhando para todos.


Uma das mulheres ergue a mão e se aproxima da garota notando o ombro deslocado e o local onde o tiro havia pego no ombro esquerdo de Jullia, ela estava se sentindo enfraquecida e ainda continuava a perder sangue. A mulher primeiro tenta tratar do ombro deslocado:

- Margô pegue algo para ela morder, coloque o cabo da faca na boca dela.-

A moça loira logo o fazia e Jullia mordia o cabo da faca respirando quase que ofegante enquanto a mulher tocava seu ombro latejante, em um rápido movimento a mulher puxava e empurrava o ombro da  menina para o lugar fazendo um alto estralo e trazendo consigo uma forte dor que fazia jovem quase quebrar os dentes pela força que mordera o cabo da faca em sua boca, caso ela estivesse em necessidades as teriam feito naquele exato momento.

 O rapaz notando a aproximação dos errantes logo agiu pegando a calibre 12 do finado grandalhão, a outra mulher que estava com eles logo foi até a cabana e apanhou a .40 e as chaves do carro que estavam com o outro finado e indicou para que todos fossem para um dos carros e assim todos correram para o sedã que era mais espaçoso e caberia todos, o rapaz entrou no lado do carona enquanto a possível enfermeira pede para a amiga abrir o porta malas pois viu os finados terem colocado kits médicos antes de saírem da antiga base.  Fernanda era o nome da outra mulher e esta logo abriu o porta malas mais que depressa e entregou os kits para a amiga, Jullia olhava ao redor e via que os errantes estavam bem próximos e que eles deveriam sair logo dali, esse grupo para ela era mais lerdo do que um errante gordo de 130 kg que acabara de devorar um grupo inteiro.

 Entramos no carro e a enfermeira retirou minha blusa e mandou o rapaz olhar para frente, o que me fez rir um pouco e sentir dor nos ombros ao sentir o corpo tremular com minha risada, ela se sentou de lado no banco do carro batendo a porta e logo a menina chamada Margô entrou e fez o mesmo e já começou a preparar os kits de primeiros socorros, eu tenta me mover pois sentia que minha vista estava ficando turva e começava a escurecer, a garota Margô parecia assustada com aquilo tudo, e fala com a enfermeira que se chamava Débora sobre como eu estava e esta logo coloca os dedos em meu pescoço tentando verificar meus batimentos cardíacos, ela manda Fernanda correr pois meus batimentos estavam ficando fracos e isso explicava eu me sentir daquele jeito esquisito e me mover sem parar, estava entrando em choque e morrendo.

“ Preciso mostrar que estou bem, preciso me manter de pé por que não quero cair aqui e agora, eu errei ao não esperar um pouco mais para ter certeza de que todos estavam mortos e eles estavam em segurança. Não vou me deixar acabar assim tenho que me mover e lutar. “

 Esta me sentindo cansada como se não dormisse à semanas, tudo estava lento e eu tinha dificuldades em tentar falar e me mover, parecia ter centenas de pesos amarrados pelo meu corpo e eu queria poder lutar contra a sensação de estar morrendo, pensava no Cameron imaginando como ele ficaria se descobrisse que vacilei e morri com um tiro de outro grupo, como seria para minha irmã saber que fugi para morrer e por causa de uma briga besta por causa de garotas, e se mamãe estaria bem nesse mundo estranho e grotesco, eu não queria deixar assuntos inacabados.

 Meus pulmões começavam a buscar o ar com um pouco mais de dificuldade e aquele sono incomum aumentava, eu não conseguia manter meus olhos fechados e estava perdendo as forças, tudo ficava distante e o pouco que eu conseguia ouvir era a Débora dizer que o tiro pegou muito á direita e que havia rompido muitos vasos sanguíneos, a bala estava alojada e o sangramento não parava. Era ridículo morrer daquela forma, eu me garanti demais  e agora o preço cobrado é minha vida que se esvai por entre meus dedos como a mais fina e lisa seda imitando o sutil e delicado movimento da água, era minha vida escorrendo em forma de sangue e meus arfares anunciavam meu fim dentro de um carro com pessoas estranhas em meio ao nada resultante de um apocalipse de mortos que devoravam os vivos.

 Meus olhos se fecharam e senti meu corpo amolecer e perder seus movimentos como se um abraço quente e carinhoso me fizessem paralisar, senti um conforto e uma sensação de profunda paz que eram tão boas quanto um beijo de quem amamos, um cafuné no colinho do papai na varanda ao fim da tarde vendo o por do sol, em minha mente em seus últimos segundos eu dava adeus à todos e agradecia por aquelas pessoas terem se esforçado em me salvar, dizia adeus ao Cameron, a Michelle que não poderia lhe pedir perdão e também à mamãe, em meu ultimo momento jurava que se tivesse sobrevivido jamais teria vacilado outra vez e seria diferente, mas no mundo real, milagres não acontecem como nos filmes, era o ponto final, e meu corpo não resiste tendo minha consciência apagada de vez, eu estava prestes a morrer.

 O carro rompe um portão mal fechado e adentra o que parecia ser uma velha escola abandonada e vai até a porta de entrada, a jovem é pega nos braços pelo rapaz e estes entram disparando em tudo o que se movia indo cada vez mais para dentro da escola sem temer se teriam muitos zumbis ou no caso, homens armados. O grupo composto pelas mulheres e pelo rapaz foi até uma sala escura onde um homem era feito refém de um capanga que estava prestes a matar o sujeito jogado no chão, uma das mulheres atira na cabeça do homem que estava armado salvando a vida do refém e ao que tudo indicava já pareciam se conhecer e também ao local onde estavam. O rapaz que estava feito refém parecia ser exímio líder guiando o grupo em uma busca por uma enfermaria para salvar a vida de Jullia que estava cada vez mais fraca e iniciava ter pequenos espasmos musculares, corridos cerca de 5 minutos de busca o rapaz  que parecia ser o líder do grupo localizou junto de Margô a mais nova das mulheres uma pequena enfermaria que estava trancada, bastaram dois homens e a boa e velha força bruta para por a porta à baixo com uma investida de corpo.

  Jullia foi posta na maca e uma massagem cardíaca era feita por uma das mulheres repetidas vezes afim de reanimar o coração da jovem que havia parado à pouco, a falta de sangue no corpo da menina fez com que uma bolsa de soro fosse ligado à seu já pálido braço afim de ao menos hidratar a menina e ajudar em sua reanimação. O líder do grupo auxilia a enfermeira pondo suas mãos sobre as dela e ajudando na massagem cardíaca enquanto lutavam contra o tempo para que Jullia não morresse, após uma última tentativa a menina se move devagar piscando de forma singela os olhos enquanto tentava se situar e recobrar os sentidos.  O grupo se senta aliviado por alguns segundos enquanto ainda fraca a menina se sentava na maca, Margô a mais jovem tenta fazer Jullia se deitar novamente mas ela se nega a empurrando sem força para trás.

 _ On-on-d-e estou? M-me-eu rifle? Cadê meu ri-f-fle? _

A arma era algo essencial para a garota e não podia se separar dele por nada e o queria perto de si, sua cabeça girava muito e ela se desiquilibra por alguns instantes quase caindo da maca empoeirada, as enfermeiras fazem Jullia deitar devagar e começam a retirada da bala que ainda estava alojada em seu ombro e em seguida costuram e desinfetam o ferimento utilizando boa parte do kit médico que possuíam, o rapaz diz que o rifle acabou ficando para trás na cabana já que tiveram de sair as pressas para salvar a vida de dela. Os dias passam rápido e Jullia se recupera de forma satisfatória já podendo voltar a lutar, ela sai por uns dias levando um pouco de água e comida deixando todos aflitos e após cerca de uma semana ela retorna com seu bom e velho rifle nas costas, ela não deixaria seu melhor amigo para trás tão facilmente já que ele era quem salvou sua vida. Aos poucos ela se torna mais próxima das pessoas que salvara na cabana e também do rapaz chamado Chris Hernandez Vega que liderara o grupo antes deles serem levados para serem executados, ela propõe uma união entre eles já que o rapaz não tinha intenção de ficar na escola até morrer assim como Jullia, os dois precisavam seguir a estrada e decidem se ajudar até que os seus caminhos tomassem rumos diferentes e assim iniciaram uma nova jornada deixando as pessoas que salvaram suas vidas ali naquele colégio, cada passo era dado com o pensamento positivo e uma torcida para que nada de ruim acontecesse àquelas pessoas e pudessem viver em paz ali.
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Chris Hernandez Vega em Sab Nov 14, 2015 3:52 pm









Especialização




❖ Qual especialização deseja adquirir?
Analista.

❖ Por que deseja ter essa especialização?
Desejo essa especialização por conta de admirar assuntos e situações que trazem o intelecto como um pilar firme e de grande importância não somente para a sobrevivência pessoal do personagem, mas também para o enriquecimento deste e daqueles com os quais este venha a conviver. Muitos devem compreender que o período em que vivemos exige das pessoas mentes apuradas e seletas o suficiente para desviar das adversidades, que, caso ocorram, devem ser rapidamente absorvidas e consequentemente eliminadas.

❖  Seu nível:
Nível 01.

❖  Qual a sua relação passada com a especialização?
Chris possui uma relação como Analista desde a sua infância, porém acabou percebendo isto com o passar de sua juventude. O gosto por jogos de Estratégia, em que a melhor lógica era essencial para a vitória, acabaram contribuindo para que o rapaz acrescentasse grandes aptidões em seu raciocínio e opinião. Chris possui um grande gosto pela resolução de problemas, e optou pela graduação em Psicologia por conta disto. Compreender a mente humana é um dos maiores mistérios que podem existir, e isto simplesmente fascina o latino. Dessa forma, encontrar os pontos exatos por entre os caminhos mentais é um dos poucos motivos que impulsiona Chris a sobreviver cotidianamente.

❖  Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

Poucas horas se passaram desde o momento em que acabei indo parar no hospital por causa do uso excessivo de Cocaína. Era difícil assimilar todos os fatos de uma só vez: uma das cidades mais agitadas de todo o país havia se tornado praticamente inóspita. Era chocante! Enquanto eu tentava despistar a primeira de muitas manadas de errantes que poderiam estar circulando por Nova York, a única coisa que eu conseguia pensar era nas orações incessantes e no ato de correr compulsivamente, com todas as minhas forças. Ainda que aqueles zumbis tivessem certa desvantagem no quesito velocidade, a quantidade existente deles era algo suficientemente impactante, e sinceramente, encará-los provocava-me um pavor e um asco insuportáveis. Sem recursos, e apenas com a roupa do corpo, estava eu no meio de uma avenida que antes era uma das vias mais acessadas da cidade. Mas tudo o que agora me restava era o silêncio e o abandono.

- Santa madre... Qué horror! - Murmurei enquanto respirava ofegante no meio da rua, as mãos apoiadas sobre os joelhos. Estava começando a ficar exausto de toda essa situação. Queria saber como estariam meus pais em Los Angeles. Será que essa loucura também havia atingido outros estados? Dúvida cruel. Sem escolhas ou companhia, acabo iniciando uma caminhada mais tranquila, sem rumo nem destino, assim, tentando distrair-me, começo a cantarolar Oh... Sweet Child of Mine...  - Acabo sorrindo em meio a toda aquela mierda pela primeira vez. Se estivesse na companhia de minha madre agora ela estaria enlouquecida gritando para que saísse do meio da rua, pois carros poderiam me atropelar e ceifar a vida de seu único hijo. Doce ilusão. A maioria dos carros existentes pelas ruas estava coberta por uma camada espessa de pó. Entediado pela falta de socialização, escrevo com o dedo indicador ”S.O.S.” no vidro de um Ford Anglia 67 parado numa esquina.

Continuo minha caminhada sem rumo pelas ruas de Nova York, chutando latas de cerveja, escrevendo ”S.O.S.” em vidros empoeirados. O dia estava prosseguindo para o final de sua tarde, o que começava a trazer grandes nuances de preocupação em mim. Onde dormir? O que comer? Perguntas que antes eram resolvidas num simples estalar de dedos, agora se tornavam questões tão problemáticas quanto as teorias de Freud que eu tinha que me preocupar na faculdade. Assim que me recordo da faculdade, um insight surge em minha mente, lembrando-me de que muitos dos meus pertences ainda estavam em meu apartamento, que infelizmente, era do outro lado da cidade. Quem mandou eu ser um idiota e morar no subúrbio? Não sei, acho que talvez foram os aluguéis de mais de mil dólares cobrados mensalmente pelas imobiliárias das áreas centrais nova-iorquinas que me forçaram a morar no subúrbio. Sem nenhum transporte coletivo em funcionamento, a única escolha restante seria caminhar por quilômetros e mais quilômetros, tudo isso pela esperança de encontrar algumas roupas, comida e principalmente poder tomar um bom banho.

Esperança. Será que isso realmente valia a pena na situação em que eu estava? Por mais que fosse duro, eu deveria aceitar minha realidade. Por momentos, eu até me sentia numa realidade paralela, similar aos jogos com os quais me divertia madrugadas adentro após estudos exaustivos universitários. Sobreviver agora havia se tornado meu novo lema, isso era fato. Como fazer isso era uma das questões que mais me perturbavam naquele instante. O calor da tarde estava dificultando as coisas, opto por permanecer vestido apenas com a calça jeans e o par de tênis manchados de sangue, a camiseta estava ensopada de suor, o que tornava minha caminhada mais agonizante. A cada passo dado, me sentia mais maltrapilho, indigno e principalmente, abandonado. Estava cruzando as últimas ruas da área central nova-iorquina quando involuntariamente arregalo meus olhos ao visualizar o impossível acontecer. Bem que minha madre sempre me dissera para não andar no meio da rua. Dois carros disparavam em alta velocidade a minha frente, pareciam até mesmo estar disputando uma corrida entre si, porém logo que emparelham um ao lado do outro, estes acabam cercando-me por ambos os lados, impossibilitando minhas poucas chances de fuga. Arquiteto rapidamente uma possível fuga, tentando saltar pelo capô do segundo carro. Mas um segundo de antecedência foi a grande diferença entre o sucesso e o fracasso. O motorista do primeiro dos carros estava alerta, com isso, enquanto meu foco baseava-se no segundo carro, o motorista do primeiro carro agarrou-me pela cintura, puxando-me novamente para o asfalto, onde seu braço passou pelo meu corpo indo parar somente quando estava sendo imobilizado por uma gravata firme em meu pescoço. Por mais que eu me debatesse, a fim de escapar, era inútil. Poucos segundos foram suficientes para que eu fosse conduzido à inconsciência.


Desperto com fortes dores em meu pescoço e cabeça, além de ter um jato de água gelada lançado contra meu rosto, mesmo assim, por mais que eu desejasse um banho e estivesse me corroendo internamente por conta da excessiva sede, aquilo não foi nem suficiente para umedecer meus lábios, que, por estarem tanto tempo secos, começavam a rachar. Meus braços estavam amarrados por detrás de minhas costas, o que causava grande desconforto, deixando meus pulsos apertados e meus ombros pressionados pela posição em que estava amarrado - Acorda pra cuspir latino. Aqui não é hotel cinco estrelas. - Ouço o tom grave e rude do homem a minha frente. Bem vestido, cabelo impecável. Alguém que claramente era um grande possuidor de bens, mesmo diante daquelas circunstâncias - Levante-se idiota. Ou quer que eu o arraste pelas pernas? - Nada digo, apenas encaro fixamente aquele que tanto me perturbava. Naquele instante, percebo que qualquer senso de justiça havia se extinguido no momento em que zumbis começaram a caminhar pelas ruas e tudo se tornou um filme de terror. Busco apoio nas minhas pernas, mas a posição em que estava não me favorecia, assim utilizo da parede atrás de mim como apoio para levantar-me, causando certos arranhões em minhas costas. Minha situação constrangedora divertiu o homem a minha frente, que me empurrou para próximo de seu capanga, que antes estava apenas responsável vigiar a porta na posse de um revólver.

Um corredor longo e com pouca iluminação foi meu caminho até uma sala, que a meu ver, era similar a uma sala de aula. Por um momento tive um instante de paz sem comentários idiotas e desnecessários de meu sequestrador. Porém, o mesmo não perdia a oportunidade em me insultar, dessa forma, assim que adentro a sala, ele me empurra para próximo de outros prisioneiros, vociferando contra mim - Fique ai latino, e calado! - Bufei em insatisfação, realmente estava achando toda aquela situação inútil, sinceramente, eu preferia estar só do que mal acompanhado. Tento tranquilizar-me e esfriar a mente, assim começo a arquitetar o que seria meu plano de fuga. Além de mim, havia três moças, sendo uma com menos idade, além de outros dois homens com elas. A primeira vista. Pela semelhança de aparência, os quatro pareciam ter algum tipo de ligação familiar. Mas era apenas uma estimativa. Era um fato de que dois carros estavam na entrada daquele cárcere, e de que também a saída não estava muito longe, já que entre o quarto onde estava há pouco e a sala, num cálculo estimativo, não dariam nem 30 metros caminhados de distância. Mesmo com todas essas informações, o número de pessoas aliadas ao sequestrador era uma incógnita, e eu não estava em posse de nenhuma arma de fogo. Meus olhos passam observando a tudo e todos, até que vejo novamente o cara que havia ajudado o sequestrador a me escolar até a sala. Uma decisão: fazê-lo refém.

O som dos grunhidos me fez despertar de meus devaneios. O som era tão intenso que parecia vir do cômodo ao lado da sala em que estávamos. Estar naquela situação me fez pensar pelo pior: Aqueles sequestradores, de um modo muito insano, conservavam zumbis como animais de estimação, utilizando-os para os seus devidos interesses, conforme vontade e necessidade próprias. Outro grunhido me fez engolir em seco, eu precisava agir rápido, e dessa vez, não poderia haver margem de erro - Então quer dizer que as belas são enfermeiras? Excitante. - Novamente o sequestrador começa a encher o saco falando baboseiras. Apesar disto, o vermelho dos Kits de Primeiros Socorros era um destaque maior em meio à sala, o olhar fixo das moças para com os Kits deixava claro que aquilo as pertencia. "Mierda, além de capturados, foram saqueados.”, murmurei baixo, num tom inaudível - Do fundo do meu coração, eu agradeço a vocês por terem nos presenteado. Dessa forma, em prova de minha gratidão, seremos eternos amigos. Assim irei lhes dar de presente uma bela morte. Um espetáculo!- Mordo o lábio inferior num ato de puro nervosismo, o que antes eram apenas possibilidades, agora eram fatos verídicos. Se eu não agisse rápido, seríamos lançados aos zumbis assim como camundongos são capturados por serpentes.

Eu não tinha a menor ideia do momento em que o sádico serviria o jantar, mas com certeza eu não iria esperar para confirmar isso. Éramos seis prisioneiros, contra três que estavam armados. Fazer um refém seria excelente, mas como? Era arriscado, mas, pensando por vias positivas, ou era isso ou virar comida de zumbi. Meus braços estavam incomodando-me, primeiramente por estarem firmemente apertados e também pelas cordas estarem machucando meus pulsos. Dessa forma, tentando improvisar, movo meus braços como se fosse tentar cortar as cordas, porém acabo optando por uma autoflagelação, arranhando meus pulsos, fazendo-os sangrar levemente por meio dos arranhões Mierda... Mis brazos están sangrando! - Digo a fim de transparecer certo desespero em minha face. Os três armados entreolham-se entre si, sem saber o que fazer Liberarme! Não disse que eu deveria estar vivo para seu espetáculo? Se mis brazos continuarem a sangrar não estarei vivo para tua carnicería!

Como num passe de mágica tomo certo controle da situação, vendo os outros dois sequestradores, incluindo o mais sádico, moverem as mãos ao alto, num gesto de rendição - Sem lentitud, quero agilidad! Armas no chão e chutem aquí! Yo quero as mãos onde yo pueda ver! Qualquer descuido y mi dedo puede escorregar pelo gatillo. Fazendo seu pequeño amigo visitar la Santa Madre mais cedo do que ele esperava! - Tudo parecia estar sob controle, mais dois revólveres estavam agora próximos de mim. Os olhos da enfermeira que se fizera como minha cúmplice estavam arregalados de surpresa Señorita, recolha as armas e o canivete deste mierda aqui! - Indico com os olhos as armas no chão e dou uma encoxada no meu refém, mostrando onde estava o canivete. Gargalho diante da situação, deixando o refém ainda mais nervoso enquanto a enfermeira executava as ações conforme eu havia solicitado. Rapidamente a enfermeira soltou os dois rapazes e as outras duas moças, presenteando os homens com os revólveres. Estava gratificando-me cada vez mais do que realizava, ainda mais por conta da colaboração dos outros prisioneiros Ahora es el seguiente, señoritas, vocês recolhem todo o equipamento que for útil: Kits de Primeiros Socorros; mantimentos;  armas, enfim... yo quiero que façam uma varredura aqui! Los hombres que ganharam de presente uma arma, agora também ganharam de presente um refém! Ojos de águia neles! Se verem algo suspeito, qualquer movimento, no temam... Yo disse, no temam em atirar! - Imediatamente os outros dois homens agora libertos empunharam os revólveres apontados para os outros sequestradores, enquanto as moças recolhiam tudo o que era útil para a fuga. Ágeis e rápidas, em poucos minutos reuniram tudo o que poderia ser recolhido ali, um comentário de uma delas me fez rir - A jaqueta de couro daquele da direita é bem bonita, seria muito útil em dias mais frios... - Depois de tanta humilhação que deveriam ter recebido, aproveito-me um pouco mais da situação La chaqueta! Juega aqui! Rápido mierda! - Assim que ele joga a jaqueta pra garota, que por sinal fica muito feliz, questiono - Alguém quer mais algum regalo? Los zapatos. Ou uma nova calça? - Todos não resistiram aos risos, todos acenando negativamente, já satisfeitos Muy bien. Ahora és el seguiente: Los hombres ficam vigiando os outros, enquanto las señoritasme acompanham. Y usted... - Dou batidinhas com o cano do revólver na testa do refém - Vai nos levar até onde estão los carros desses mierdas! Sem falsidad!. Se yo perceber que está tentando algo contra nós, yo faço usted dormir pra nunca mais acordar! Entendido? - O refém apenas assente positivamente Buen niño.

O plano corria de forma tranquila, o refém indicava por entre os corredores diversas direções, que rapidamente nos conduziram até a entrada do local, onde ambos os carros jaziam estacionados. Até ali, até que estava sendo fácil lidar com todas aquelas pessoas. O medo de ser baleado na cabeça trouxe à tona a sinceridade do refém que ainda estava sob minha custódia Señoritas, guardem tudo no porta-malas... Santa madre! - Exclamo surpreso, vendo que a chave ainda estava na ignição do veículo. O que provava que aquele que conduzia o veículo era um completo idiota que se sentia confiante Señoritas, iremos nos dois carros. Alguém ai sabe dirigir? - Rapidamente a enfermeira que me auxiliara na ação inicial de fazer um refém levanta a mão, prosseguindo imediatamente para o banco do motorista do outro carro, com as outras moças se acomodando no banco de trásAhora voy buscar os outros... - Murmurei num tom baixo, porém minha expressão foi de fácil entendimento para tais mulheres, que apenas aguardavam, transpirando expectativa e ansiedade. O refém se debate bruscamente a fim de escapar, porém continuo o cárcere, dizendo com fúria - Quieto amigo. Prometo poupar tua vida se usted colaborar. - O mesmo pareceu se acalmar enquanto mostrava o caminho inicial de retorno para a sala onde os rapazes aguardavam. Aos poucos, começava a decorar toda a rota, ainda assim, eu não estava contando com surpresas tão arrebatadoras. Estávamos nos aproximando da sala quando no final de um corredor vislumbro o Chefe daquele sequestro caminhar tranquilamente como se os rapazes que o vigiavam fossem insignificantes - Parado! Esqueceu que seu amigo aqui puede ir dessa pra melhor? - O mesmo parece ignorar minhas palavras, gargalhando tranquilamente, e é nesse ponto que compreendo que estava em maus lençóis, sinto uma arma encostar na minha cintura, prosseguindo em subida até meu pescoço - Foda-se Latino! - Sem tempo de reação, levo uma coronhada na cabeça do segundo dos capangas, que, tendo um maior conhecimento da planta da localidade, pôde me pegar desprevenido - Mierda... - Foi tudo o que eu consegui dizer antes de ficar com a visão turva, vislumbrando apenas vultos a minha frente enquanto perdia gradativamente os sentidos, sendo conduzido novamente à inconsciência.


- Mierda... Que dor de cabeza desgraçada... - Desperto, mas a dor em minha cabeça não me deixou abrir os olhos de imediato. Minha visão ainda estava um pouco desfocada, e o cheiro de meu próprio sangue me causava ânsia. Abro lentamente os olhos, esforçando-me para ver quem estava sentado a minha frente, portando firmemente um revólver - Você mereceu Latino. Admito que possui uma coragem formidável, mas pecou em confiar nas pessoas. E isso é um erro que muitas vezes pode ser fatal. - Essas palavras me fazem perceber com quem eu estava falando, aquele era o capanga que havia me levado ao meu último desmaio. O mesmo possuía um semblante mais tranquilo do que os outros, parecendo assim o mais sereno ou apenas aquele que menos se importava com o que poderia acontecer - O que aconteceu com os outros? - Questiono levando as mãos - novamente amarradas -, à cabeça, a dor continuava insuportável - Cala a boca! Não te interessa! - Todo o meu pensamento daquele ser o capanga mais sereno foi por água a baixo assim que recebi tal resposta em tom extremamente rude. Mesmo assim, a teimosia era uma grande característica em mim, dessa forma, questiono de outra maneira - Então onde está aquele seu Chefe de mierda. Botou-te de capacho de nuevo? - Sorrio sarcasticamente enquanto fico apavorado internamente, o revólver agora estava apontado em direção de minha cabeça. Porém, graças a Nossa Senhora de Guardalupe, o capanga não deslizou o dedo pelo gatilho da arma - Seus amigos serão eliminados. E você é o próximo, deixamos você por último para nos divertirmos muito antes de te mandar pro Inferno. - De fato o jogo de palavras me trouxe informações mais detalhadas a respeito dos planos daqueles Sequestradores. Naquele instante, sozinho, a minha única saída era espelhar pelo menos doloroso. Meus pensamentos digladiavam entre si: por um lado eu tentava imaginar alguma vantagem numérica efetiva, por outro, percebia que com armamentos, os sequestradores dobravam sua vantagem diante de seus prisioneiros Santa Madre, ruega por nosotros, pecadores. Ahora y en la hora de nuestra muerte. Amén. - Quando dei por mim estava murmurando trechos aleatórios de orações diversas, clamando por uma interferência Divina.

Enquanto aguardava por minha sentença final. Pude observar que não estava mais encarcerado na sala de aula, mas sim no quarto onde toda essa situação se inicia. Ouço o estômago roncar de fome, mas diante das atuais circunstâncias, se eu pedisse um torrão de açúcar, aquele capanga seria capaz de me fazer comer a pólvora de cada munição de seu revólver. O som de motores indica que os carros haviam retornado. Um sorriso largo formou-se por entre a expressão do capanga que me vigiava, permitindo-o até mesmo dizer - Se eu estivesse em teu lugar, estaria rezando sem cessar. - O sarcasmo na voz deste permitiu-me rebater imediatamente - Vá se foder cadelinha. - Desta vez, ele quem tentava se divertir em meio à situação, gargalhando diante de minhas palavras, porém decido irritá-lo um pouco mais - Você gosta no é? Ser lo capacho de seu Chefe, satisfazer os desejos dele... Escovar essa sua boca imunda com o p... - Estava indo longe demais, deixando-me levar pela língua afiada que eu possuo. Dessa forma, imediatamente o sorriso do mesmo se desfaz, e este rapidamente se levanta pronto para acabar com a brincadeira. Porém, na hora mais oportuna, vejo a cabeça do capanga explodir entre sangue, ossos quebrados e vísceras expostas. A mesma enfermeira que me ajudara desde o início, agora acabava de enviar para o Diabo mais uma alma corrompida - Isso é por meu namorado, seu filho da puta!

Enquanto esta mais uma vez usa o canivete para me libertar das cordas amarradas em meus pulsos. Observo rapidamente a todos. A outras duas mulheres ainda estavam ali, porém somente um dos rapazes retornara, sendo este carregando uma nova figura, uma moça ensanguentada que havia perdido a consciência. Uma emergência eminente - Muito corajoso de tua parte señorita. Pelo visto não temos muito tempo para hablar. Precisamos reanimar essa niña antes que seja tarde demais... - Pareço ler os pensamentos através do olhar de dor transmitido pela mulher - Vamos rápido. No temos tempo a perder! - Assim rapidamente deixamos o pequeno quarto, parando diante de uma bifurcação - Quanto a usted hombre, verifique o corredor da derecha. Ojos abertos y arma em punho! Vá rápido. Se achar alguma espécie de enfermaria grite o mais alto que puder. Estaremos verificando a corredor da izquierda. - O mesmo assentiu de imediato, saindo as pressas. A outra das mulheres rapidamente me auxilia a carregar a jovem desacordada, enquanto a outra jovem verificava mais a frente porta a porta. De fato aquele local estava parecendo com um centro estudantil: um Refeitório, uma Cantina, mas meu foco era totalmente outro.

Após muitas portas, sendo a maioria salas de aula e laboratórios. Reencontramos-nos com o outro rapaz. Más notícias, aquele corredor somente havia salas de sula e departamentos administrativos, além do almoxarifado, tento o reanimar, dizendo-lhe - Assim que pudermos, voltaremos ao Almoxarifado para obter algum recurso necessário. Muy bien hombre! - Um sorriso singelo brota no rosto do rapaz, que agora substitui a jovem no ato de carregar a moça inconsciente. Uma das outras mulheres prosseguia a frente, até que encontra uma porta trancada - Segurem-na aqui señoritas. Vem comigo hombre. Seguiente: no tres a gente se joga contra essa porta pra derrubar essa Mierda, O.k.? - Obediente este assente, logo tomamos certa distância da porta quando inicio a contagem Un, dos, tres! - Iniciamos uma rápida corrida em direção da porta, nos impulsionando contra a mesma com a maior força que poderíamos ter naquele instante. Por sorte, a força imposta foi suficiente para desestruturar o batente da porta, assim como quebrar a tranca desta, colocando-a abaixo. Desabo em queda por sobre a madeira da porta, suspirando de alívio ao ver uma maca característica do outro lado do cômodo - Vamos, ahora!

- Buena suerte y que a Santa madre os interceda... - Murmuro com as mãos unidas e dos dedos entrelaçados, fazendo uma prece. Percebo a distância diante das conversas sutis das enfermeiras, que a jovem ainda possuía certa pulsação, mesmo que fraca. Rapidamente as ágeis mulheres tentam reanimá-la nas mais diferentes formas, porém a enferma pouco se manifesta. Apesar de ser uma enfermaria estudantil, o local estava bem equipado diante de situações emergenciais. Havia seringas contendo analgésicos, curativos e medicamentos diversos. Ainda assim, o fato da mesma ter perdido muito sangue era algo que preocupava os enfermeiros. Por conta disto, a mais jovem interliga o braço menos danificado da enferma a uma bolsa de soro, tentando ao menos hidratá-la para que seu metabolismo pudesse agir de forma mais eficiente. Todos se entreolham entre si, e pude perceber que iriam tentar reanimá-la pela última vez, caso contrário, a garota na maca iria descansar em paz com o Senhor Criador e os Anjos do Céu. A mais jovem das enfermeiras posiciona ambas as mãos por sobre o peito da enferma, pressionando numa contagem crescente. Tento ajudar, vendo que a jovem enfermeira estava quase sem forças, assim posiciono minhas mãos sobre as da jovem enfermeira, reiniciando a contagem Uno, dos, tres, cuatro, cinco, seis, siete, ocho, nueve, diez, once, doce, trece, catorce... quince! - Damos uma pausa, encarando a enferma na maca com olhares que mesclavam apreensão e expectativa num coquetel inflamável. O mais sutil movimento nos enche de alegria, vendo a mesma piscar algumas vezes, de modo vacilante, todos comemoram o fato de ter trazido a garota novamente á vida. Fico feliz por ter sido um dos responsáveis por isso. Deixo meu corpo relaxar sobre os ladrilhos brancos da enfermaria, fechando meus olhos enquanto abraço meus próprios joelhos, murmurando para mim mesmo Esto es sólo el comienzo de un largo viaje y una nueva era ...

Glossário:
Agilidad - Agilidade.
Ahora - Agora.
Aquí - Aqui.
Arriba - Acima, ao Alto.
Bien - Bem.
Buen Niño - Bom garoto.
Brazos - Braços.
Cabeza - Cabeça.
Chaqueta - Jaqueta, Casaco.
Carnicería - Carnificina, Massacre.
Es - é.
El - o.
Están - Estão.
Gatillo - Gatilho.
Gravata - Golpe que consiste em imobilizar a vítima pelo pescoço.
Hijo - Filho.
Insight - Clareza súbita na mente, no intelecto de um indivíduo; iluminação, estalo, luz.
Juega - Joga.
La - A.
Lentitud - Lentidão.
Liberarme - Me solte!
Madre - Mãe.
Mierda - Merda.
Mis - Meus.
Mi - Meu.
Muy - Muito.
No - Não.
Nuevo - Novo.
Pequeño - Pequeno.
Pueda - Possa (Verbo Poder).
uno, dos, tres, cuatro, cinco, seis, siete, ocho, nueve, diez, once, doce, trece, catorce ... quince años! - Números de 1 a 15
Esto es sólo el comienzo de un largo viaje y una nueva era ... - Este é apenas o começo de uma longa jornada e de uma nova Era...
Quiero - Quero.
Ojos - Olhos.
Regalo - Presente.
Señorita - Senhorita, Moça.
Seguiente - Seguinte.
Usted - Você.
Voy - Vou.
Y - E.
Yo - Eu.
Zapatos - Sapatos.








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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab Nov 14, 2015 5:19 pm


Muitos roubos por aqui...
avaliação
Foram três fichas muito boas, devo dizer. Embora eu, particularmente, não curta muito o jeito que o Chris juntou as falas com a narração no geral; ache que Jullia ainda precisa melhorar em pontuação de frases - principalmente no quesito vírgulas - e concordância verbal e que Alec foi um tanto sucinto na elaboração em cima da especialização, os três foram bons no quesito principal da coisa: Coerência. Acho que a pior dos três foi a Jullia por causa de certas escolhas de palavras do que mesmo a história em si - muitas vezes eu demorei um pouco para ler porque pensava que a personagem era uma criança ainda (Ou então eu que entendi errado e, se a menina for realmente uma criança, como ela poderia carregar um rifle? Espero que ela não seja, porque se não, temos um grande problema.).

Estão aprovados. E se tiverem alguma dúvida sobre português, coerência ou mesmo as coisas do fórum, não hesitem em me mandar MP. Ficarei feliz em ajudar.

atualizado!


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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Dylan A. Furt. Looken em Dom Nov 15, 2015 9:20 pm


PESSIMISMO LEVA A FRAQUEZA


Qual especialização deseja adquirir?
Saqueadores

Por que deseja ter essa especialização?
Pois está especialidade é que a melhor se encaixa na personalidade, e na história que irei montar para ele. E mesmo que este tenha nascido em uma família rica,  ainda quando criança teve um pequeno 'acidente' que o fez se afastar de casa e aprender a viver através de roubos ao qual aprendeu com um desconhecido que até hoje marca a vida dele e o assombra durante as noites, não permitindo que este siga.

Seu nível:
Nível 01

Qual sua relação passada com a especialização?
Dylan aos treze anos fugiu de casa e passou a viver nas ruas, este em um momento de distração bateu a cabeça e teve perda total de memória, assim sendo levado por um vigarista ao qual adotou ele e o ensinou a roubar, abrir cadeados e transformou o garoto rico e mimado em um novo garoto. Ainda havia resquícios do antigo Dylan que conviveu com o homem por um ano, antes que sua memória voltasse e o vigarista fosse pego, assim, descobrindo o paradeiro do herdeiro dos Looken. Ao retornar ele continuou ainda mais mimado que antes, e quando não tinha oque queria; roubava como se fosse normal.

Relate uma situação aonde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

O jovem moreno acompanhava  as ruas vazias e de longe ele podia avistar seu alvo. Em seus olhos eram notados um tom avermelhado que ofuscavam a bela e delicada cor de seus olhos, um azul meio esverdeado que lembrava um pouco as águas do mar. Não havia tantos errantes, mas ainda sim ele preferia se manter seguro e tentar se aproximar sem chamar muito a atenção deles. Podia-se notar que o garoto mimado já estava se adaptando melhor aquele mundo cheio de caos e desordem; o jovem agradecia até certo ponto ter aprendido a roubar e sua agilidade o ajudava com aquilo sem que as pessoas percebessem.

Dylan retirou do bolso de sua calça jeans o último de seus chocolates, abocanhando com os dentes metade do mesmo buscando saciar sua fome enquanto se concentrava na loja e, com o olhar fixo no que tanto desejava seus passos eram calmos e os ruídos eram mínimos, era tudo totalmente calculado enquanto os errantes titubeavam em meio a rua uns contra os outros de forma desorganizada. Aquelas poucas semanas que ele fora obrigado a roubar as pessoas sem ser pego e as aulas que receberá daquele homem com cheiro de álcool e suor eram algo que jamais fugiria da sua mente mesmo que já passasse muitos anos ainda costumava tortura-lo com aquilo.

O corpo do garoto já suplicava por um descanso que a tempos o seu corpo não recebia por causa dos errantes que as sobravam a mente do garoto, e grande prova daquilo eram os seus olhos que ofuscavam sua cor natural e as olheiras abaixo deles que eram aprofundadas transpassando ainda mais a situação que ele passava. Ao tentar abrir a porta do lugar percebeu que ela estava trancado e os olhos do garoto transpareceram toda a sua preocupação naquele momento ao observar que os errantes notaram sua presença e passaram a se mover em sua direção caindo para os lados a cada passo deles.-  Por quê logo agora? - Indagou o moreno revoltado com a situação.

- Talvez tenha uma outra entrada naquele beco, pelo menos espero por isto. Não estou afim de virar almoço destes errantes. - Falou ele consigo mesmo em um sussurro, adentrando no beco e com seus olhos fixos no lugar percebeu que a porta estava escancarada a sua frente. Os passos do garoto se tornaram mais rápidos e ao entrar encostou-se na porta arfando e puxando duas prateleiras um tanto pesadas se sentando e respirando enquanto um murmurou de alívio fugiu pelos seus lábios que se encontravam um pouco ressecados. - Que sorte...

Um estalo vindo de suas costas fez com que o jovem herdeiro dos Looken suasse frio, e o garoto engolisse a seco, buscando por um pouco de ar enquanto sua mente estava completamente confusa. Nada. Um completo branco surgiu em sua mente que era tomada pelo medo e seus olhos se encontraram com os do rapaz que possuía cabelos cacheados, corpo um pouco mais avantajado que o do próprio moreno que ao encontrar os olhos do maior sorrio de maneira generosa, levantando-se e murmurando com calma.- Me desculpe... Pensei que estivesse vazio o lugar. - Falou cabisbaixo. Os olhos azuis do garoto se encontram com os do maior novamente que assentiu com a cabeça de maneira gentil.- Tudo bem! Apenas avise antes de sair entrando nos lugares... Vejo que é um saqueador assim como eu. Enfim... Pegue oque deseja e pode ir saindo. - Falou o loiro, voltando a guardar a sua arma na cintura e assim como o jovem Dyl, começou a pegar oque coube-se em sua mochila.

Não demorou para conseguir o suficiente para viver por uma semana e mantivesse a minha arrogância de ser superior a todos, e os ruídos da porta dos fundos que antes eram agudos tinham se silenciado por completo. O herdeiro dos Looken olhou para o loiro e o alertou sobre os dois zumbis que estavam na espreita e, ele sem ao menos esperar abriu a porta. Naquele momento o moreno pode notar que o garoto era quase tão impulsivo quanto ele; parecia uma versão fiel sua, quase idênticos. O pequeno Alborne olhou para os errantes que estavam completamente distraídos e início a sua árdua corrida novamente até o beco e com o mínimo de barulho que este conseguiu escalou uma das paredes se livrando de qualquer errante que o seguia, naquele momento uma voz em seu subconsciente gritou "Uma das regraa de um ladrão... JAMAIS baixe a sua guarda!" Deu um pequeno ênfase no 'jamais' lembrando do inferno que ele havia passado quando este tinha perdido a memória e entrando numa parte de sua vida que pouco se orgulhava e tanto lhe assombrava. Ele abaixou a cabeça jogando a mochila em uma das mesas e jogando seu corpo exausto sobre a cam, percebendo as janelas já tapadas. - Mais um dia longo e cansativo!- Sussurrou apagando ao final.

[spoiler=Ps's]Habilidades: Furtividade, Agilidade e Escalada
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Re: Ficha de Especialização

Mensagem por Thomas Cavanaugh em Dom Nov 15, 2015 10:24 pm

Especialização


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✶ Qual especialização deseja adquirir?

Saqueador.

✶ Por que deseja ter essa especialização?

Thomas já cometeu vários furtos quando mais novo, então para a historia do personagem seria algo coerente e adequado.

✶ Seu nível: 1.

✶ Qual a sua relação passada com a especialização?

O garoto roubou muito quando era mais novo, apenas para chamar a atenção dos pais, raramente descobriram os seus furtos, o que dava mais motivos para ele continuar a furtar, chegou até a roubar o banco onde a mãe era gerente.

✶  Relate uma situação onde você use a especialidade escolhida, demonstrando seus conhecimentos sobre ela.

Quando você esta em um apocalipse zumbi sobreviver é a unica coisa em que consegue se pensar, minha única escolha era entrar naquele shopping e pegar tudo o que eu conseguisse e que iria me ajudar a aguentar mais alguns dias. Esperei até que pudesse ficar mais escuro para poder ter uma chance de ser mais furtivo do que eu planejava ser, era por torno de umas 9 horas da noite quando eu coloquei o plano em prática.

Estava uma completa escuridão naquele lugar que eu mal conseguia enxergar um palmo a minha frente, resolvi ignorar o medo por que naquela situação o medo apenas iria me atrapalhar. Caminhei shopping a dentro. Estava um silêncio gigante naquele lugar, claro que estaria já que não tinha muitas pessoas vivas para fazer aquele lugar ser popular como era de costume, enquanto caminhava escutei ao fundo um som de algo ligando, quando me virei algumas luzes haviam se acendido e a escada rolante estava funcionando: -Droga, não sou o único aqui! Disse a mim mesmo entrando em uma loja esportiva que estava perto de mim e com as portas quebradas.

Não queria ficar lá fora e ser pego por seja lá o que tinha ligado aquelas lâmpadas, olhei em volta dentro daquela loja e vi algumas coisas que me seriam bastante uteis, primeiro eu peguei uma bolsa preta com umas caveiras para poder guardar coisas que poderiam ser necessárias dali pra frente, como minhas roupas estavam bastante sujas e rasgadas resolvi pegar alguma coisa ali para poder ficar mais apresentável, peguei uma jaqueta cavada preta e uma calça que fazia par com ela junto com um coturno de escaladas, fui até o vestiário sem fazer muito barulho e me troquei deixando as roupas antigas jogadas no chão mesmo.

Antes de sair da loja em busca de suprimentos peguei uma jaqueta de frio e guardei dentro da bolsa para caso fizesse frio, tivesse algo para poder usar. Coloquei a mochila nas costas e sai tentando ir para o pequeno mercado que tinha no shopping. Enquanto caminhava lentamente eu ouvi algumas pessoas conversando do outro lado do lago que separava o shopping, então dei uma breve corrida até um dos pilares e me escondi atrás dele sem que fosse visto, por algum motivo eles saíram de onde estavam e caminharam até a escada rolante, o que me deu a chance de continuar até o meu destino.

Quando cheguei até a porta do mercado encontrei uns 5 errantes na entrada: -Legal, agora tenho que cuidar deles antes de conseguir entrar. Por alguns segundos pensei e olhei em volta para analisar o local, encontrei uma garrafa de vidro em cima da lixei, fui até ela e me escondi atrás dela pegando a garrafa, olhei novamente em volta para ver se não tinha alguma pessoa por perto e joguei a garrafa no outro lado do lago, com o som que fez os errantes começaram a caminhar naquela direção, se uma pessoa ouvisse o som iria pensar que tinha sido os errantes e não veriam o garoto entrar no mercado.

Enquanto os errantes andavam até o local onde o som tinha sido feito, eu fui sorrateiramente até a entrada do marcado que estava arrombada, com certeza outras pessoas tiveram a mesma ideia que eu e foram lá também, estava meio vazio o local e não tinha muita mercadoria para ser escolhida, peguei algumas maças que provavelmente ainda dariam para comer e coloquei dentro da mochila, foi até uma geladeira que estava desliga e peguei umas 5 garrafinhas de água e também as guardei dentro da bolsa, peguei alguns pacotes de biscoitos e guardei ficando com apenas um na mão, eu abri e a degustei sem muita presa enquanto vasculhava o resto do local, achei uma saída para as docas do shopping onde aparentava ser a carga e descarga do mercado, olhei ao redor dali e não encontrei nada que pudesse comprometer a minha saída, corri então até o portão do shopping que estava escancarado e caminhei rua a fora, como fazia todos os dias.


Thanks Thay Vengeance @


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